Como ser único e livro feliz

Eu venci a depressão e é isso que tenho feito desde que me curei! - Parte 2/365

2020.10.09 18:13 TapperTotoro Eu venci a depressão e é isso que tenho feito desde que me curei! - Parte 2/365

Uma espécie de diário aberto: Antes de quase me afogar na 'escuridão', escrevi um livro para o meu primeiro filho; e agora curado, comecei a escrever o segundo livro para o meu segundo Príncipe, dando continuidade à história inicial.
De notar que esse segundo texto é um tanto comprido (1,98 metros de altura do autor se justificam aqui).
Antes de escrever mais para essa série motivada pela minha vitória na luta contra a depressão, quero agradecer à todas as pessoas que partilharam comigo um pouco do seu tempo para ler e comentar, além de todos os "prémios" que a minha primeira publicação recebeu (e continua a receber) e todas as pessoas que também começaram a seguir-me lá no meu humilde canal de Youtube.
Olá (quem leu a primeira publicação dessa "série" entende esse 'olá').
Pois bem; há quase que exatamente 5 anos atrás, quando as coisas ainda não estavam tão más para a minha existência, decidi escrever um livro para o meu primeiro - e possível na altura, único - filho. É para mim a história mais bonita que já escrevi e o primeiro livro infantil também, e a ideia na data era imprimir todas as páginas em folhas A4 em duas duplicatas e fazer eu mesmo as capas para os livros à mão.
- Além de ter escrito o livro, porquê é que não publiquei com uma editora (ainda)?
Bem, além de querer que 100% dos direitos da obra fossem para o meu pequeno Príncipe e não querer que a mesma tenha nenhum vínculo com uma editora, é como já disse, queria fazer somente duas cópias de forma manual e oferecer a primeira (a que considero 'original') para o meu filho (na altura só tinha e queria ter um, mas surgiu o segundo e amo 'pacas' os dois), e a segunda ficaria guardada como cópia física de segurança. A história basicamente é sobre eu e ele, e a nossa imaginação fértil, mas acabei por quase eliminar o manuscrito (juntamente com todos os outros textos meus) quando cheguei ao ponto em que se não tomasse uma decisão, não estaria vivo hoje.
Foi uma questão de mudança de último segundo a existência desse manuscrito e há alguns dias atrás voltei a lê-lo e decidi que além de publicar a história de forma totalmente independente por e para eles (agora os meus Príncipes são dois, lembra?), farei as duas cópias de forma manual como era planeado no início e guardarei para quando ambos forem adultos receberem como prenda de maioridade. Também sou motivado a não fazê-lo agora ou antes da maioridade (os livros físicos e entregar para eles) pelo facto que a minha ex-esposa destruiria os livros se eu entregasse para ela guardá-los (lembra-se da relação afetiva que tive e quase me matou? Pois bem, eu fui casado por 7 anos com ela), visto que ambos os Príncipes são muito novos ainda.
Para colocar em perspetiva: O divórcio e os meses que se seguiram ao divórcio foram um autêntico inferno, com ela a fazer de tudo para me afastar dos Príncipes (mentindo inclusive para a justiça ao dizer que eu abandonei os Príncipes quando na verdade eu não tinha onde morar - e ficou provado isso - não tinha dinheiro tampouco meios de transporte para visitá-los - ou um telemóvel para ligar para eles - e estava há mais de 30 quilómetros da casa deles; com isso e por ter ficado provado que eu não abandonei os Príncipes ela criou outros processos jurídicos absurdos que se arrastam até hoje somente com intuito de tirar mais e mais do que eu tenho conseguido alcançar aos poucos depois de sair da rua ...).
Foi tudo tão difícil pois como já tinha dito, acabei a morar na rua sem nada pelo simples facto de eu não querer dividir os bens que obtivemos durante a duração do nosso casamento ou levar nenhum bem material no final da relação, deixando tudo com ela para os meus filhos, pois mais do que eu, os eles precisam de um lugar para viver e eu sempre me virei muito bem ou sou muito bom a recomeçar a vida do zero. Valeu a pena esse sacrifício? Sim, e muito!
Mas mesmo tendi isso sido um inferno, ainda existe a parte mais difícil e que muitos pais (divorciados ou não) se irão rever, possivelmente:
Desde fevereiro que só falo com os meus dois Príncipes por videochamada por causa de toda essa questão da pandemia (e outros pontos que prefiro não expor por eles, para preservar o futuro da imagem da mãe deles, ou não ser eu influência no moldar dessa imagem caso aconteça) e decidi que mesmo estando as coisas "mais amenas" aqui em Portugal (mas a piorar agora com o espreitar do inverno), só estaria com eles quando for encontrada a cura ou se provar efetiva a obtenção de imunidade à doença; por nada desse mundo quero colocá-los em risco por uma coisa que o meu sacrifício pode evitar, afinal de contas, eles são o que de mais importante tenho nesse mundo todo ...
Voltar a ler o livro que escrevi para, agora eles, (escreverei entre esse e o próximo ano um segundo livro para dar continuidade à história e incluir o meu segundo Príncipe) despertou algumas ideias que já tenho colocado em prática e a partir de amanhã, publicarei uma página do livro por dia (inserirei o link aqui!) como tenho feito com esses textos novos e outras formas de arte que crio. Como não quero ter mais do que duas cópias físicas de cada livro, não tenho a certeza se vendo os e-books e crio uma conta poupança para os Príncipes com o dinheiro da venda das cópias digitais ou se publico somente no site que estou a construir e uso a monetização por meio da publicidade embutida nas páginas para esse fim (esse é o modo mais apelativo para mim, porque assim mais gente tem acesso aos livros e contribuem mesmo que não tenham condições financeiras para comprar um exemplar).
Digam-me o que vocês acham sobre qual é a melhor opção :)
Eis um trecho do livro e a página de abertura de 'O rei e o grande minúsculo', o livro que escrevi para os meus dois filhos:
Eu sou o Narrador e esta é a história sobre um minúsculo rapaz que vive dentro do pequeno universo que existe no meu umbigo. Neste mundo, ninguém possui um nome, apenas características físicas únicas e marcantes.
O rapaz que conheci tem uma particularidade muito semelhante à uma que tenho. Ele é alto, tão alto, que por este motivo não existe qualquer outro rapaz da sua idade com a altura próxima à dele e é inclusive muito mais alto do que todos os adultos deste tal mundo. Se o tornarmos proporcional à altura das pessoas humanas, este rapaz terá três metros enquanto a altura média de todas as pessoas é de um metro e setenta centímetros.
Conheci-o num dia em que estava eu a descansar ao sol, deitado na relva com uma camisola sem mangas, enquanto brincava com o meu microscópio imaginário e despertou em mim a curiosidade de espreitar com aquilo para o meu umbigo. Para a minha total surpresa, a primeira coisa que vi foi um amontoado de cabelos crespos pretos cheios de caracóis que parecia estar preso a um poste azul acastanhado, só que, depois de poucos segundos o poste se mexeu e assustei-me, afinal, os postes não podem andar. Ou podem?
– Olá gigante! – disse uma voz que não conseguia perceber de onde vinha.
– Estou bem aqui. – continuou ela. Levantei-me da relva e olhei à minha volta. Por mais certeza que tivesse sobre ter ouvido aquela voz, tudo apontava para o facto de estar eu sozinho ali. Corri para o muro da minha humilde casa, trepei-o para espreitar às casas dos meus vizinhos casmurros e vi que ninguém se escondia do outro lado.
– Acho que estou a sonhar acordado, novamente. – disse para mim mesmo em voz alta.
– Não gigante, não estás a sonhar. A propósito, porque é que trepaste para cima dos muros se em pé és maior do que eles? – continuou e perguntou aquela voz misteriosa. Corri para dentro da minha casa, tranquei todas as portas e janelas, fui às pressas e assustado para o meu quarto, apaguei as luzes e escondi-me na segurança que existe por baixo dos meus grandes e quentes amontoados de lençóis de seda, mantas polares e cobertores de todas as cores.
Depois disso, não voltei a ouvir aquela voz naquele dia e acabei por adormecer. Sonhei com milhares de coisas maravilhosas, entre elas doces e chocolates pois sou um narrador um tanto guloso; sonhei com os infinitos momentos de diversão com os meus amigos, com o meu pequeno Príncipe e por fim, para não fugir à regra, sonhei que dormia também ...
Espero que quando os meus Príncipes lerem essa história que escrevi em especial para eles, sintam o que queria transmitir nessa altura em que pouco conseguem entender dos sentimentos humanos e para que encontrem nas minhas palavras tornadas ficção, a voz deles que muito me tem ajudado nessa luta e nova fase da minha vida. E que essa voz os ajude nas fases mais difíceis da vida, e relembrem também os momentos mais felizes.
Também espero que você que me lê novamente hoje, goste de tudo o que pretendo partilhar e se que se existir alguém importante para você, use-a como motivação para lutar contra todas as coisas que não fazem bem, e que esses livros que publicarei inspirem alguém a criar e mudar o mundo, mesmo que o mundo seja só para uma pessoa :)
Com muito amor;
Aladino.
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2020.09.19 14:53 TezCalipoca A ignorância é uma bênção

A ignorância é uma bênção. Não sei se alguém já cunhou essa frase antes, mas cada vez mais consigo perceber o quão verossímil ela é.
Não me refiro a ignorância bruta, à forma humana agressiva e violenta, de tratar das coisas sem conhecimento. A ignorância de não saber o que aconteceu com o computador e tentar consertar através de golpes na máquina. A ignorância de um homem que é incapaz de compreender a liberdade e a independência de uma mulher e com isso, parte para agressões, como maneira de justificar a posição superior que supõe estar.
Falo de uma ignorância intelectual. De uma falta de interesse sobre o mundo. Até mesmo de uma falta de ambição. Uma despreocupação com o futuro, com o que se passa em Brasília, com qualquer outra coisa que não seja o agora. Grande parte da população brasileira (quiçá latino-americana) se encontra nesse âmbito da ignorância.
Essas pessoas não possuem grandes metas de vida. Normalmente, no caso masculino, a grande preocupação, o grande sonho, é possuir um carro. Não precisa ser um carro completo, não tem problema pagar 72 prestações de R$500,00. O importante é ter um carro para chamar de seu, que possa usar nos fins de semana, ou quando quiser “dar uma banda”, como se diz por esses rincões gauchescos.
Até mesmo o carro pode ser algo simples. Afinal, o Gol caixa de 1992 é estiloso. Esses homens, que denomino aqui como ignorantes (e veja bem, não me cancele antes de entender o significado e a razão pela qual uso dessa nomenclatura!) almejam, simplesmente, um carro. Trabalham suas oito horas por dia em fábricas, lojas, mecânicas, eventualmente escritórios, com seu salário em torno de R$1.700,00 por mês. Não precisam de mais do que isso. É o suficiente para pagar as prestações do financiamento, os boletos de água, luz, internet e da TV a cabo que não usa. Até consegue fazer sobrar um dinheiro para sair beber uma cerveja com os amigos no fim de semana, ou ir em uma “baladinha pegá as mina”. Ou para tornar esse texto mais próximo da minha realidade geográfica, “pra pegá muié”.
Qual é a meta desses homens, após conseguir seu carro? Investir em uma educação, para poder ter um emprego melhor e que lhe seja mais aprazível? Preparar-se para viajar para lugares diferentes do mundo? Abrir um empreendimento? Não. O homem ignorante não tem ambição, não tem a capacidade de planejar. Para ele, alcançado o seu sonho de ter um carro com 24 anos de idade, é hora de seguir com a vida.
Muitos passam mais alguns anos usando o salário para fazer investimentos. Mas não em ações, negócios ou educação. Investimento no carro. Rodas, som, estofamento de couro, qualquer coisa é suficiente para que o homem ignorante queira usar seu suado dinheiro para fazer seu Kadett 1988 ficar mais atraente, mais potente, mais bonito. Outros homens, porém, não sentem tanta atração assim pelo seu carro. Que fazem então com seu salário? Usam com sua namorada.
A namorada. A mulher. Todo homem ignorante quer ter uma companheira. Não significa que ele seja fiel a ela, ou que ele a ame de verdade. O mesmo talvez seja verdade para com a mulher. O homem ignorante quer uma mulher porque para ele, somente assim ele poderá ter uma família. Mas que tipo de mulher iria se interessar por esse tipo de homem?
A resposta é muito simples. A mulher ignorante. Assim como sua contraparte masculina, ela também não tem ambição, não tem metas, não tem planos. Findo o Ensino Médio, com sua gloriosa festa de formatura, momento mais alto de sua vida, onde está embebida do carinho (nem sempre verdadeiro) de suas amigas. Onde recebe elogios pelo simples fato de respirar. Onde sente que alcançou uma conquista deveras relevante – e que talvez realmente o seja, se considerarmos o contexto da mulher ignorante.
Após esse apogeu da sua juventude, a mulher ignorante segue o mesmo caminho do homem ignorante. Algum trabalho simples, com pouco esforço intelectual, em lojas, supermercados, eventualmente como secretárias ou recepcionistas. Ninguém quer lhe oferecer uma função melhor. Ela não quer uma função melhor.
Qual o sonho dessa mulher ignorante? Ao contrário do homem, não é algo que se materializa em um carro. É algo maior: uma família. Em cidades interioranas, a forte presença de ideários machistas ainda faz as mulheres sonharem em ter um casal de filhos e um marido, em um casamento onde dificilmente haverá amor. Mais justo dizer que há uma obrigação nesse casório. Não querem ter suas vidas, seus sonhos, seus projetos. Querem apenas um lar para cuidar.
É nesse momento que os dois ignorantes se encontram e assim, dão início a sua longeva vida como casal. Talvez se conheçam em uma festa genérica. Talvez se conheçam nas redes sociais, com uma conversa genérica. Talvez sejam apresentados por amigos em comum, também genéricos. Independente de tudo, os ignorantes se encontram e começam sua vida ignorante de maneira conjunta.
Aos poucos os filhos nascem. Normalmente os ignorantes querem um casal de crianças, para que o guri seja educado pelo pai e a guria pela mãe. Assim como seus progenitores, esses pequenos também serão ignorantes, também herdarão essa falta de ambição, de visão, de planejamento.
Mas não vamos nos adiantar. Antes, vamos analisar o casal ignorante. Muitas vezes as amarras machistas se mantem nesses casais, onde a mulher assume o papel de dona-de-casa, como isso função natural feminina. Mas existem casos – muito mais movidos pela necessidade material – onde ambos trabalham. De qualquer forma, a rotina da família é sempre a mesma. As crianças estudam, pai e mãe trabalham. Às vezes há a visita de familiares, primos e tios igualmente ignorantes. As férias, no máximo, consistem em viajar para uma praia. E durante todo o tempo, a família ignorante vai para a mesma praia e faz a mesma coisa. Sentam-se na areia olhando para o nada, bebendo cerveja e mexendo no celular. As crianças, como lhes é próprio da infância, aproveitam para brincar no mar. A imaginação faz com que qualquer grão de areia possa ser único e divertido à sua maneira.
Mas as crianças viram adolescentes. Adolescentes ignorantes. Não há um interesse em estudar, a maior preocupação são as fofocas dos amigos (e dos inimigos) e dar uns beijos, eventualmente. Pai e mãe não fazem essa cobrança dos estudos. Afinal, única coisa que importa é passar de ano. Para que exatamente, não se sabe, mas é importante.
Durante toda essa existência familiar, esse homem, essa mulher e essas crianças ignorantes não almejam nada que esteja fora do alcance. Talvez não saibam da possibilidade disso. São facilmente maleáveis pelos fluxos constantes da sociedade, em suas vertentes sociais e políticas. O pai não entende nada de economia, mas sempre dá sua opinião infundamentada sobre alguma coisa. Normalmente leva em conta o que alguém lhe disse em uma mesa de bar. A mãe, se quer se preocupa com esses assuntos. À mulher ignorante lhe interessa apenas a fofoca, a intriga, os assuntos mundanos próximos da sua realidade. O arroz está caro? Que pena, mas sabia que a tia da Neusa, que era casada com o Robson, agora se casou pela terceira vez, dessa vez com um paranaense?
E os adolescentes ignorantes? São esponjas de ondas políticas e sociais, nem sempre com boas intenções. Quantos por aí sequer abriram um livro na vida? Não possuem nenhum senso de cultura a não ser aquilo que a massa consome. Tom Jobim? Legião Urbana? Djavan? O que lhes interessa é o MC alguma coisa, a dupla sertaneja de nomes genéricos, no máximo alguma cantora pop de renome internacional, como uma Anitta.
Ainda assim, essas pessoas são felizes. A maior preocupação é o entretenimento. O homem ignorante só quer sair nos fins de semana com seus amigos beber cerveja, comer carne e assistir ao jogo de futebol. Mesmo depois de casado, sua maior preocupação continua sendo o futebol e uma eventual bebedeira com seus amigos. A mulher ignorante, mais limitada ainda, só se preocupa com a vida dos outros. Nada lhe deixa mais feliz do que se reunir com suas amigas para conversar sobre a vida das vizinhas. Não há satisfação maior na vida.
E aqui venho novamente dizer que a ignorância é uma bênção. Por quê?, talvez você me pergunte. Afinal, após toda essa crítica a esse lifestyle dos ignorantes, como posso afirmar que isso é uma bênção?
Certa manhã, estava eu, estudando, como tenho feito nos últimos meses. Após estudar o que havia planejado, decido ouvir um pouco de música. Minha criação não foi a mesma de uma pessoa ignorante. Desde criança, minha mãe sempre me incentivou a estudar. Quando eu tinha cinco anos, ela me comprou uma Revista Recreio. A partir daí, desenvolvi um grande interesse pela leitura, pelo conhecimento. Paleontologia, arqueologia, história, até mesmo a criação geológica do planeta, tudo isso me fascinava e me instigava a ir atrás de explicações, de respostas.
Mas estou divagando. Voltemos à música. Meu gosto musical, não sei como foi desenvolvido, mas é um tanto, digamos exótico. Sou um grande aficionado por estilos musicais que não são muito ouvidos pelos rincões do Rio Grande do Sul, onde vivi minha adolescência e meus primeiros anos como adulto. Tango, salsa, jazz, blues, bossa nova, só para mencionar alguns. É claro, não quero dizer que sou um erudito, até porque também gosto de ouvir estilos musicais mais populares.
O ponto que quero tratar aqui, é que nessa manhã, após os estudos, decido ouvir um tango, enquanto me arrumava para sair. A elegância e a qualidade musical me deixaram estupefato de maneira única e logo comecei a refletir sobre meu futuro e como adoraria, em alguns anos, visitar novamente Buenos Aires.
Logo que penso nisso, vejo o que tenho feito da minha vida. Quantas preocupações, ânsias, tormentos não tenho passado por conta do futuro? Em pensar se terei sucesso no que almejo? Não pretendo compartilhar meus sonhos, mas com certeza é algo muito mais grandioso (é claro que é relativo, mas me refiro no sentido de esforço) do que um simples carro.
Pensar em quanto eu e tantos outros, que estão fora dessa categoria de ignorantes, se preocupam com essas questões, me deixou reflexivo. Basta ver a quantidade de pessoas ansiosas no Brasil. Ansiosas por esses mesmos temores: será que terei sucesso? Será que conquistarei o que almejo? Será que vai dar tudo certo? Preocupações essas que os ignorantes não possuem. Afinal, a cerveja da sexta-feira é garantida.
É claro, os ignorantes ainda se preocupam em quem sabe perder o emprego. Mas normalmente, seus trabalhos não requerem muito esforço. Os ignorantes só querem receber o salário, sem se preocupar em buscar uma posição melhor, uma renda melhor.
Com isso concluo que a ignorância é uma bênção. A ignorância lhe permite ter uma vida feliz. Uma vida simples, sem variar muito, mas sem dúvida feliz. Uma vida protegida das hostilidades do mundo, uma vida abençoada, pela ignorância. Através desse véu que ilude e que engana, os ignorantes são satisfeitos.¹
¹É claro que existem inúmeras questões sociais em torno do que compõe os ignorantes. Educação fraca, ausência de ações sociais, pobreza, enfim. Mas o propósito desse devaneio, não é questionar esses problemas, ou sequer apontar as consequências dessa ignorância intelectual. É refletir sobre como a vida é simples para aqueles sem conhecimento. Se você considera como boa, ou ruim, depende de você.
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2020.09.10 15:46 henrylore Najiyu Ep 1 - A cachoeira

*Cenário todo pegando fogo
*cenário todo destruido
*explode um pedaço de um castelo ¿¿¹(pessoa de olhos vermelhos): acabou. eu destruí o líder em alguns segundos.
¿¿²(uma moça de cabelo rosa): você nem sabe o que você pode causar se fizer isso! VOCÊ NÃO PODE DESTRUIR TUDO
¿¿¹: é uma pena que todos vocês só conseguem dizer isso...
¿¿²: eu não vou deixar! *puxa espada ¿¿¹: *ataca rapidamente e acerta com a espada na ¿¿² é uma pena né... que nem esses poderes sagrados que você tem... são suficientes pra parar uma guerra ¿¿³(um velho com uma manta e um tridente): VOCE NÃO VAI CONSEGUIR *corre em direção ao ¿¿¹
**explode tudo
**você consegue ver uma criança caída no chão dentro do castelo em um lugar mais no cantinho dos escombros depois de tudo destruído
**da zoom na testa da criança e você consegue ver uma espiral
*muda pra um tempo depois e tudo volta ao normal
**numa casa
[o cenário é um quarto, com uma cama e uma mesa de cabeceira]
**debaixo do cobertor:
*sai uma cauda (de raposa)
??: *levanta e sai da cama (você consegue ver o símbolo na testa dele tbm)
hmmmmm
*abre a porta e sai do quarto
tem alguém aí?
**literalmente ninguém responde
*vai na cozinha
DOKE!
Doke?
Dooookeee....
...
Doke?
é, ele sumiu
*sobe na mesa possibilitando nossos queridos espectadores de ver o character design do nosso querido Henry
Henry
Idade: 12 anos (vai fazer 13) Altura: 1,59 Cabelo: loiro e cacheado Coisas adicionais: ele é uma raposa mas ele mesmo não …
Do: Henry? acordastes
H: *corre em direção ao doke
SIM!
como vc ta, conseguiu o telescópio q vc queria?
Do: nah, ainda não
H: mas já se fazem alguns meses...
Do: você sabe, não é todo dia que se vendem telescópios por ai
H: mas e a chuva de meteoros daqui a uma semana?
*faz carinha de choro :(
Do: relaxa a gente vai conseguir *abraça o henry
H: ... ei doke, já faz um tempo que eu quero te perguntar isso....
olha, eu nunca vi bodinhos andando com duas orelhas laranja e uma cauda laranja... então?
Do: você é um bode diferenciado
H: igual você que tem um chifre enorme?
Do: ainda bem que você não é um peixe, porque se fosse um, eu já teria pescado-
H: '-'
fiquei com medo
Do: imaginei. enfim, eu vou pescar
H: tabom, vê se não traz um baiacu dessa vez
Do: vou trazer dois, serve?
H:
*sobe na mesa possibilitando nossos queridos espectadores de ver o character design do nosso querido Henry
H: VE SE NAO DEMORA TA BOM?
Do: PODE DEIXAR...
H: ainda me da calafrios de pensar de onde eu vim...
**cai um livro de capa azul lá da estante
H: ... as pesquisas do doke... H: *abre o livro
Raposas são vistas normalmente na parte mais floresta de Naji, normalmente encontradas nas partes mas frias, e nas partes mais quentes no inverno.
Raposas são reconhecidas em Naji pela sua capacidade de controlar o fogo e de sua velocidade.
Raposas se adequam a novas experiências muito rápido
Raposas costumam ser mais sensíveis na cauda, tornando-a um alvo dos inimigos quando se trata de derrotar uma raposa.
Raposas da neve costumam ser brancas por se adaptarem a se camuflar na neve
Raposas da neve se adequam melhor a climas mais frios, e costumam ser mais experientes em áreas de caça.
Raposas vermelhas Possuem coloração laranja na cauda e nas orelhas E podem estar em qualquer região, menos a de calor extremo H: *olha pra própria cauda
^
e preferem ambientes mais aconchegantes
H: *tem um flashback do passado
{DOKE EU NAO VOU DORMIR SEM COBERTA!!}
to começando a perceber um padrão aqui...
^
Têm dificuldade de controlar mais de 1 elemento
H: *olha pro proprio dedo
eu quero... FOGO!
.
.
.
FOGO!
.
.
.
...fogo?
é, ninguém me ensinou isso afinal né...
vamo continuar
^
Raposas do deserto ou Feneco
**ouve a porta
Do: tô em casa
H: !!!!!!!! *fecha os olhos e aponta o braço na direção do livro *teleporta o livro pra estante *da um sorrisinho
*sai correndo
Do: tá em casa??? ah oi Henry
H: oi Doke tudo bom quanto tempo
Do: eu tô morrendo de cansaço...
H: mas são 12h...
Do: você fica cansado todas as 23h e 6 minutos do dia, Henry
H: não se compare comigo.
Do: você parece assustado, o que houve?
H: ... eu tava conversando com os coelhos ontem... e... já ouviu falar de raposas?
elas parecem bem parecidas comigo pelo oq falaram
Do: parecem bem parecidas é o auge do que tu ja me falou...
hmmmmm....
não, elas não tem nada a ver com você
H: MAS EU TENHO CERTEZA QUE-
Do: vamo lá Henry voce deve tá com fome, pega alguma coisa na cozinha e vai comer.
H: doke, EU sei que eu sou uma.
Do: *olha pro livro e ve ele meio caído Você olhou minhas coisas né?
H: sim.
Do: hmph...
H: *vira pro lado e pega o livro da estante
Do: *lendo
eai, o que vai fazer com essa informação?
é Henry você é uma raposa.
H: o que aconteceu com a minha família
Do: eu ainda não posso te contar *joga o livro no chao
o reino não deixa-
H: dês de quando a gente tem um reino?
vocês nunca me contaram nada mano
Do: Henry, isso é coisa de 10 anos atrás, você não vai querer sbar
H: QUANDO EU TINHA 2 ANOS?
Doke, a minha infância foi só apagada e eu não posso saber de nada....
Do: sua infância foi comigo, e você deve lembrar disso
H: E ANTES DISSO?
eu não vejo duas cabras parirem uma raposa
você nem lembra quando eu nasci né?
Daqui a 2 semanas é meu aniversário, você lembra? Do: ... ffff Henry o importante é que somos felizes ago-
H: é tudo sempre a mesma coisa eu queria sair e fazer aventuras mas você sempre fala que se eu me distanciar eu posso ser sequestrado ou sei lá eu sou um fugitivo por acaso? *sai pela porta da cozinha
Do: ...
[eles moram no topo de uma cachoeira, inclusive]
H: *na ponta da cachoeira pensando
...
*pega um ukulele de um lugar ali perto
Dó Ré Mi Fa...
Do: HENRY
H: que foi agora
Do: você ainda quer conversar sobre...
raposas?
H: não, quero conversar sobre o que houve 10 anos atrás
Do: Henry SE VOCÊ FUGIR TUDO VAI-
H: TUDO VAI? ? ? ? ? ? ?---
uh-
*escorrega da pedra e cai da cachoeira de 1km de altura
Do: HENRY
...
H: AAAAAAAAAAA
**
H: .........
*levanta
aaaah
??: *olhando pra ele
Ih ala, macaco novo na área...
H: AAAH
quem é tu
??: quem é tu né eu so te vi caindo igual a maçã na cabeça do isaac newton e tu vem me perguntar quem sou eu?
H: é o que?
L: vai, levanta dai da agua que ficar com a bunda molhada em pleno inverno não vai ser muito legal. Meu nome é Lusk. mas pode me chamar de...
*faz umas pose mt aleatória
LUSK!
H: .-. ok confesso que estou indeciso sobre qual dos dois te chamar
L: HÁ AGORA QUE NAO TEM DUVIDAS SOBRE QUEM EU SOU.... quem é você
H: meu nome é henry, eu caí porque eu tropecei e eu venho de uma família de cabras
L: hmmmmm. *coloca a mão no queixo em posição de análise
olha eu não sou nenhum profissional em biologia mas... suas orelhas e cauda não condizem com as de uma cabra...
H: valeu aí médico do SUS
L: nada
mas aí não seja por isso, venha conhecer a vila a menos que queira ficar andando na cachoeira até a conta de agua da terra chegar
---um tempo depois---
**os 2 andando na vila
L: então quer dizer que você é uma raposa?
H: uhum
L: e você caiu do ceu?
H: uhum
L: e você...
H: sim.
L: ok. tendo em vista tudo isso eu vou me apresentar
EU SOU LUSK O GRANDE
**passa uma bola de feno
H: ah sim....
L: MAS EU NÃO TE MOSTREI A MELHOR PARTE
*junta as mãos e levanta uma grande ventania pra cima do henry
H: *coloca a mão na cara
é assim que vocês cumprimentam as pessoas por aqui?
L: na maioria das vezes
H: entendi
**corta pros 2 andando pela vila
L: olha só eu tenho que dizer pra você tomar cuidado quando anda comigo, muitas pessoas me conhecem e eu sou muito famoso ok? **os 2 tão passando numa vendinha
L: OLA MEUS FÃS
Mta gnt: FÃ O CACETE! OU SAI DAI! PARA DE GRITAR EU QUERO DORMIR!
H: realmente eles te amam
L: viu? *cai um tomate na cabeça do henry
Pessoa que jogou: *fecha a janela
L: EI NÃO ENCHE OU EU ARRANCO A SUA CARA FORA!
caham, onde a gente tava? falando nisso? Tu é uma raposa?
H: uuuh, sim?
L: ah legal, é que eu nunca vi raposas por aqui
H: e você já viu raposas?
L: quando eu morava no reino e não aqui na vila
H: hmmm, e como é lá
L: olha, cara, confia em mim, é melhor a gnt não conversar sobre aqui.
H: ?
L: depois te conto. ENFIM, não é todo dia que se cai de uma cachoeira, conta mais sobre a sua cara H: ele parece nunca ter visto um ser humano antes Hmmmmmmm... eu... eu tava conversando com o Doke
L: e quem é o brother
H: ele é tipo meu pai só que não é meu pai saca
L: Não.
mas enfim pelo visto você me entende bem
mas e agora, o que pretende fazer agora que caiu aqui em baixo?
H: ... eu acabei de acordar então eu tô com fome
L: COMO ASSIM VOCE ACORDA 17H MANÉ
H: ue *vira a cabeça e olha pro lusk
L: VOCE DORME MAIS QUE UM HOMEM ANIMADOR DE FÉRIAS
CACETES
mas confesso que não comi nada até agora também...
*bota a mão no bolso e puxa umas moedas
mas eu acho que dá pra comprsr um ramen pra você
H: seriao? não precisa cara
L: mas eu quero.
H: ah então eu não posso fazer nada
então onde q a gnr compra
L: na loja do seu Imura claro
H: Imura?
L: ele é um cara elegante, relaxe
H: :0
**um tempo depois
L: *abre a porta do lugar
(o cenário é um lugar pequeninho onde tem um teto transparente com folhas por cima [o tamanho é tipo do ichiraku mas maior])
*da um socão na mesa
AE TIO O QUE TEMOS PRA HOJE
**vem do além um hashi voador
L: *segura ele com os dedos
??: *poe uma tigela na mesa
E O QHE TEMOS PRA HOJE
L: TIO IMURAAAAAA
Im: Olá.
o que comerás hoje caro MENINO!
L: uuuh o de sempre mas não vou ser eu quem vou comer
eu trouxe um cara
H: oi
Im: ... MENINO! OLA PRAZER
*aperta a mão do Henry
H: uuuh
Im: SEJA MUITO BEM VINDO AO IMURA CAFÉ ONDE VOXE PODE COMPRAR QUALQUER COISQ QUE QUEIRA COMER
L: até pedra
Im: XIM MENINO!
*olha direito pro henry
...
Uma rapoja por aqui... estranho... onde é que o luxk axou exe menino...?
TOME
*coloca ramen na mesa e da os hashis pro Henry
H: valeu, velhote
Im: Ei Luxk precisamos convexar
L: *desce da cadeira e vai pra trás do balcão
*vai lá pra trás
H: *consegue ouvir um pouco abafado
Im: voxe nao xoube que o guarda real malhuco vira hoje?
L: guarda?
Im: nós xomos rivais então elex prometeram mandar uma menxagem hoje..
E XE VIREM UMA RAPOJA O QUE FARAO?
L: tem razão velhote
H: ...
*mini flashback
Do: Henry o reino ele pode ser muito perigoso para raposas nós não podemos nos arriscar assim...
...
L: voltei Henry
H: terminei de comer, muito obrigado cara
L: *barriga ronca
*da o dinheiro pro cara
Im: ... o que voxe vai querer?
L: mas eu não tenho mais dinheiro
Im: o do MENINO é de graxa voxe é o único que paga aqui
L: OOOOOOOO
**um tempo depois um pouco de noite
L: estou cheio cara
H: to vendo
L: mas nós temos que conversar mano
H: hm?
L: acontece que um cara sinistro vai aparecer aí daqui a pouco então nós temos que...
*lembra doq o Imura disse
Im: eu irei abrigar vocês. então venham para cá amanha
L: nos refugiaremos na casa do Imura
H: tranquilo então
L: espero sair vivo dessa...
H: mas aí você não me mostrou sua casa você tem casa não é?
L: Nao, EU sou um mendigo.
H: que bosta hein
L: É OBVIO Q EU TENHO CASA MANE
H: la você me explica direito tudo
**chegando na casa do lusk
[é uma quitinete meio desarrumada com um banheiro e um sofá e uma mesa]
L: *mexe debaixo do sofá e pega um mapa enrolado
*vai em direção a mesa e estende ele lá
aqui é o reino de Valdehalle
*aponta um pouco do lado
aqui é Heartville, onde a gente tá
H: e essa neblina aqui?
L: sei lá eles chamam isso aí de reino da neblina oculta
dizem que são uns caras que vão contra o reino
H: ...
L: vai entender né
H: *levanta
a gente tem que acordar cedo amanhã pra poder ir pra casa do Imura se der tudo certo a gente sai dessa tranquilo
L: o que vc planeja fazer você só caiu aqui você não consegue voltar?
H: eu caí aqui em busca de informações sobre mim mesmo
e pra descobrir coisas que meu pai não pôde me contar
L: ...
H: vai que a gente muda algo né?
L: *da um leve sorrindo
olha, amanhã eu irei te acordar SE VOCÊ NAO ACORDAR EU TE CHUTAREI
H: tá bom pedro cara feia
**no dia seguinte
.. L: ACORDA MARILENE QUEM GANHA DINHEIRO NA CAMA É
H: ja acordei... o que você ia falar
L: hm? testador de colchão claro todo mundo sabe que quem ganha dinheiro na cama é testador de colchão
H: ah sim...
L: *pega o mapa
VENHA
**os 2 saem na direção do Imura Café
L: *ve os moradores com armas andando por aí
..... hoje não é um dia bom
H: ....
**vão andando na espreita
H: pq a gnt tá se escondendo
L: pq se nos virem vão mandar a gente ficar com alguém que a gente nao quer então trate de se esconder
H: *entram num beco
??¹: *vê cauda do Henry
*vai em direção ao beco e olha
hmph, deve ter sido impressão
H e L: *chegam no Imura Café
H: *bate na porta
Im: MENINOS! Ah que bom que extao aqui
entreis
**os 2 entram
**ouvem algo explodindo
Im: elex ja devem ter chegado
oh não
H: isso é um problema
L: ugh
H e L: *se escondem na cozinha
??²(um guarda aleatório do reino): PROCUREM EM TODAS AS CASAS eles devem estar por aqui
eles não pagaram o que deviam
e tem uma raposa aqui você diz?
??³: é-é sim senhor!
....
??²: hmph...
PROCUREM EM TODAS AS CASAS!
H: °°
??⁴: *bate na porta da casa do Imura
TRM ALGUÉM AÍ
SE TIVE DIGA AGORA!
Im: .... isso é um problema
??⁴: ABRA EU SEI QUE TEM ALGUÉM AÍ
*bate mais forte
Im: me dexculpe meninos já volto
uuh sim?
??⁴: TENS UMA RAPOSA AI QUE EU SEI
Im: nao tem nada aqui
??⁴: EU ESTOU SENTINDO MANA E NÃO É A SUA
Im: uuh relaxa, não faz sentido querer procurar num restaurante
EU SO ESTAVA AQUI QUANDO COMECOU ESSA INVASÃO
H: voce notou isso?
L: o que
H: o Imura nao tá falando errado...
L: isso é alarmante...
??⁴: *quebra a porta do restaurante
me mostre.
Im: me desculpem
*junta as mãos
*levanta umas pedras do chão
??⁴: *defende com as mãos
... me deixe passar
*explode tudo
H e L: °°
*se escondem um em cada armário do restaurante
??⁴: não devem estar aqui
DEVEM ESTAR AQUI PERTO PROCUREM!
L: vem, Henry temos QUE-
*congela na saída
....
H: o que fo-
L: i-i
**veem Imura no chão e tudo destruído
L: ........
H: ah não...
....
continua no próximo episódio :D ep 2 Rivais de Reinos diferentes, o mais forte prevalece...
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2020.08.25 23:46 MatGhost Relacionamento distante

Opa,boa noite galera,de boas?Bom,eu queria tá compartilhando um pouco do que tô sentindo nesse momento de minha vida.Tenho 18 anos,e nunca namorei antes,nem se quer fiquei com alguma garota ou algo assim,por diversos motivos na vdd,timidez,insegurança,e me apaixonei por poucas garotas de verdade na minha adolescência(Tipo em 2018 onde gostei de duas garotas,em momentos diferentes claro,mas ambas já eram mães kkkk)enfim,algumas poucas garotas até já gostaram de mim,mas no fundo eu n sentia o mesmo por elas,então achei melhor deixar pra lá msm.Atualmente,eu tenho gostado muito de uma garota da minha idade,me identifico bastante com ela,o único problema é que ela mora bem longe e é relativamente famosa e conhecida na internet.Sei q pode parecer apenas uma fase ou algo do tipo,mas desde de Fevereiro desse ano tenho ela na cabeça,e nem consigo lembrar de um dia no qual não pensei nela ate hoje,mas não me entendam mal,não é nada obsessivo,porém sinto que estou mudando meu comportamento para melhor por causa dela até,venho tentando sempre melhorar minha qualidade de vida e talz,como se fosse uma inspiração ou que ela esteja realmente mechendo comigo sem saber.Enfim,decidi que iria correr atrás dela,não no mal sentido kk,mas sim que iria fazer de tudo pra conquista la,mesmo estando a 2000km de distância e que nossas vidas sejam bem diferentes.Sla,acabo sempre escolhendo as coisas mais difíceis na minha vida,pq la no fundo sei que vale a pena.Simultaneamente,sinto uma insegurança enorme dentro de mim,afinal,infelizmente não existe nenhuma garantia de que isso dara certo mesmo que dê tudo de mim,sinto medo de ela encontrar outra pessoa antes mesmo de eu a conhece la melhor(Afinal,ela é uma garota mt bonita na internet,tem muito cara se jogando nela e talz,e parece que ela prefere olhar bem mais pra caráter e virtudes que beleza ou riqueza,oq me faz gostar ainda mais dela),mesmo que o que mais importe é que ela fique feliz no final das contas independente da pessoa que estiver ao lado dela(Sei que posso estar exagerando um pouco nos meus sentimentos ja que nunca nos conhecemos pessoalmente,mas sinto algo diferente por ela mesmo assim),e tb não quero ser babaca,msm que meu esforço me leve até ela,caso não seja da vontade dela eu irei compreender completamente.Me sinto meio perdido tb,fico sem saber oque fazer,pois além de morarmos bem longe,ela já tem uma vida estabelecida de certa forma,enquanto eu ainda estou no 1° ano de universidade,inclusive atrapalhado pela pandemia,temo que meu único modo de me aproximar dela seja pela internet mesmo.Enfim,coloquei isso como um grande objetivo em minha vida,sim,sei que posso estar exagerando,mas é tenso mandar no coração kk,o importante é nunca agir sem razão tb.No mais,luto pra tirar esses pensamentos negativos da cabeça e seguir sempre em frente,o bom é que estou evoluindo enquanto me inspiro nela,tipo,sou um cara que sempre tenta tirar tudo que poder de qq coisa,seja um filme,livro,anime,game,e até com ela,tento aprender algo novo pra minha vida e por em prática.No final das contas,isso é mais um desabafo dessa situação,sei q se contar isso pra pessoas mais próximas eles podem me zuar,falando que isso é impossível ou que eu tô sonhando alto demais,não que eu deixe isso me abalar muito,mas sinto que revelar isso pra pessoas próximas não vai mudar tanta coisa,mas qualquer conselho é bem vindo,principalmente se você já passou por uma situação similar.Obrigado pela atenção e já peço perdao pelo texto enorme kk,só queria jogar isso um pouco pra fora
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2020.07.17 02:21 Marack_ TUDO FOI FEITO PELO SOL (Conto)

O escritor despertou com lágrimas nos olhos. Qual teria sido o pesadelo a lhe perturbar? Tentou recordar por alguns segundos enquanto se revirava na cama, mas não tardou a desistir. Jamais lembraria. A sensação de acordar com esse nó na garganta era tão recorrente, porém a reminiscência dos sonhos ruins sempre lhe escapava a consciência. Tinha a intuição que revisitava o mesmo pesadelo todas as noites, mas não conseguia evocar na memória seus flagelos oníricos. Apesar da curiosidade, no fundo achava melhor assim. Que bem lhe faria recordar o amargor na alma? De apavorante, já basta a realidade – pensou, sentindo-se ridículo pelo clichê. Enxugou o rosto no lençol, inspirando profundamente na expectativa dos pulmões se impregnarem de coragem enquanto levantava da cama com a visão ainda embaciada pelo torpor do despertar. Assim que dera o primeiro passo a caminho do banheiro, enroscou o pé em um par de chinelos ali estrategicamente colocados pelo azar, ocasionando um torcilhão no tornozelo que lhe obrigou a acostar uma das mãos no peitoril da janela afim de evitar o nariz quebrado. A outra, aspirando equilíbrio, se agarrou ao blecaute das cortinas – outrora alvas, agora amareladas – permitindo o adentrar de uma faixa de luz externa pelo vidro exposto, o que inundou de vida a imundice de semanas sem limpeza do seu pequeno apartamento. De imediato – tal qual um reflexo reptiliano – sentiu aquele calafrio convulso subindo-lhe a espinha dorsal com a invasão indesejada. Bloqueou como pôde o facho de sol, desabando sobre o assoalho de madeira com a sensação de que o brilho celeste havia sugado dele qualquer resquício de energia. Sempre o tremor incontrolável contiguamente seguido de um aplastamento mental que a inconveniente recordação causava em seu âmago. Há quanto tempo atrás o medo – esse ditador interno inflexível, tomara conta de seu corpo pachorrento? Oito meses? Nove? Dez anos? Apesar da vividez das minudências em sua memória, tinha vaga lembrança da cronologia do passado após o incidente. Tudo parecia-lhe muito nebuloso nesse aspecto, embaralhado como se os dias fossem cartas desordenadas em uma trapaça do jogo da vida. Se falassem para ele que ocorreu há mais de década, faria mesmo sentido quanto contarem que tudo se passara ontem. Além do que, nessa altura pouco importava, a única convicção do escritor era que o trauma aparentava tão enraizado em seu cerne que duraria o resto de sua fugaz existência, tendo o culpado por seu destino já condenado sem direito à apelação: era Hélio, o deus do sol. O problema da sentença é quem cumpria a pena – encarcerado em um apartamento – era ele.
Ainda prostrado no chão, apertando o tornozelo na tentativa de serenar a algia, tendo o dorso apoiado na parede e o crânio pressionado com raiva contra a cortina – como se fosse plausível aplicá-la uma penitência por não ter violado a lei da ação e reação, permitindo a passagem da luz solar – reviveu em recordação o exato recorte em que sua vida seria marcada pelo pavor.

Era solstício de verão segundo a capa do periódico que folheava aquela manhã enquanto bebericava sua xícara de café, hábito que adquiriu desde que mudara para a cidade. Pra ele, o dia só desenrolava depois que virasse a página derradeira do jornal, geralmente coincidindo com o último gole – nessa altura já frio – da bebida matinal. Na reportagem sobre o solstício constava que a Terra, com seu hemisfério sul inclinado em direção ao sol, seria palco do dia mais longo do ano. Esse fato fez o escritor abrir um largo sorriso, feliz pela possibilidade de gastar mais tempo no parque escrevendo antes da lua encerrar o expediente e assumir o papel de protagonista do firmamento.
Abriu a janela para fumar um cigarro – costume recém incorporado ao seu ritual matutino – constatando que realmente era uma manhã demasiada cálida e abafada. O calor não era inquilino comum na região, surpreendendo-o com aquela sauna a céu aberto. Pitou o cigarro até a metade, apagando a brasa no fundo da xícara de café que estava na pia, jogou na mochila o que precisava para escrever e desceu as escadas a passos largos rumo a seu local de inspiração.
Chegando no parque esbaforido pela caminhada, tomou a iniciativa de comprar uma garrafa de água do único ambulante que encontrara sob aquele sol, percebendo que nem a caixa térmica do vendedor conseguia manter a temperatura agradável. – Que calor infernal! – Vociferou o sujeito, assustando o escritor – Parece castigo de Deus!
Pagou o homem e foi em busca de um lugar tranquilo para sentar. Ao se acomodar, apercebeu que não avistara uma única nuvem sequer no céu. O resultado do mormaço implacável era que haviam somente alguns poucos aventureiros no gramado do parque, malgrado esses que lá ainda permaneciam já darem sinais que não tardariam a serem vencidos pelo astro rei. Ele – apesar do suor descendo pelas têmporas, pingando na camisa de linho bege – começava a achar aquele calor propício o suficiente para tirá-lo da inércia criativa e forçá-lo a se concentrar no capítulo final da história que estava escrevendo. Talvez fosse isso que precisava pra sua imaginação aflorar, um delírio causado pelo sol – pensou e sorriu com a imagem que formara na mente enquanto enxugava a transpiração na testa. Essa saga se arrastava por semanas, já havia escrito inúmeros desfechos pro livro, nenhum lhe agradava a ponto de ser coroado. Lembrava que na semana que começou a redigir a trama, rabiscou o arremate perfeito em um dos cadernos de bolso que usava sempre para registrar suas divagações, porém no desenrolar dos capítulos deduziu que sua conclusão careceria pequenos ajustes. Quando enfim chegou o momento de botar o epílogo no papel, releu o rabisco anotado e pareceu-lhe exageradamente piegas. A trama havia tomado outro rumo, não poderia terminar a história com tal desenredo, mas de que maneira concluiria? Tentou diversas proposições, os dias foram passando, nada parecia estar à altura dos capítulos pregressos, até que... Será? Uma centelha de inspiração brilhou durante um dos sonhos naquela noite. Acordara extasiado e lá estava ele no parque cercado de seus cadernos, jurando para si que só regressaria para o apartamento com o ponto final que encerraria o hiato criativo.
Lá pelas tantas, debruçado na grama e em pensamentos, já vislumbrando o êxito enquanto batia intrepidamente nas teclas que davam formas terminativas a sua obra, lhe ocorreu a sensação que o sol parecia estático no céu. Estava ali há quanto tempo? Pelo julgar de sua lembrança, no mínimo quatro horas desde que começou a escrever, o suficiente para o calor dar uma trégua, porém a impressão era que ao invés de esmaecer, a temperatura parecia intensificar. Quando constatou isso, sentiu sede. Abriu a garrafa de água, tomou o primeiro gole, cuspindo o resto que ficara na boca. O líquido estava a ponto de virar gasoso de tão férvido. Despejou o que sobrou na garrafa em sua mão e levou à nuca. Sentia seu pescoço ardendo em brasa, quem sabe a água, ainda que quente, ajudasse a aplacar o calor. Fitou o antebraço com olhar de espanto. Seriam bolhas de queimadura na sua pele? Piscou, mantendo as pálpebras cerradas por alguns instantes. Ao abrir, haviam sumido. Estava delirando? Muito sol na fronte? Obviamente não se sentia bem. Uma ânsia subiu pela sua garganta. Olhou para cima, como se negociasse um armistício com a estrela, porém a única coisa que ganhou com essa súplica fora um raio de sol lhe cegando integralmente a vista. Ao virar a cabeça na tentativa de escapar da claridade ofuscante, foi cúmplice da cena que ficaria cravada nas entranhas e ranhuras do seu cérebro.
A tragédia durou uma fração de segundos, mas para o escritor, o tempo – como já havia lido que ocorria em momentos assim – desacelerou, passando em câmera lenta, quadro por quadro, eternidade comprimida em um instante. Sua visão ainda debilitada pelo clarão estreitou sobre um homem que, cambaleante, dava sinais de estar prestes à desmaiar. Percebeu o contorno da faca na mão do sujeito. O aço da lâmina refletindo o brilho solar enquanto o indivíduo – esvaído de consciência, desfalecia. Caiu com a faca atravessada em seu peito. O sangue tingindo de vermelho a toalha xadrez sob a cesta de piquenine enquanto uma criança que estivera sentada ali todo o tempo soltava um grito choroso que ecoaria perpetuamente pelo silêncio do seu apartamento.
No periódico do dia seguinte deixado sobre o capacho da porta do escritor constava na matéria de capa que, segundo o plantonista presente no local, o falecido sentiu uma síncope devido à insolação, ocasionando o trágico acidente. Na notícia detalhava também a informação que pai e filha estavam comemorando o aniversário atrasado de oito anos da menina. Na última linha citava ainda um cidadão que presenciando o infortúnio, precisou ser internado para observação, pois – atônito – repetia copiosamente que a culpa era do sol.

O escritor enfim levantou-se do chão, percebendo o molde que os pés deixaram na poeira do assoalho. Ficara tempo demais chafurdando as memórias do trauma, o suficiente para embotar a sua constante frágil disposição de seguir com o dia. Sentiu que a manhã passava de maneira arrastada. Observou também que sua existência – assim como a manhã, estava se arrastando. Não via mais razão para continuar seguindo nesse plano. A impressão que tinha é que aquele incidente abriu a fechadura de uma caixa de pandora, liberando inúmeros demônios que estavam espreitando em seu subconsciente. Buscou ajuda médica, tentou diversos medicamentos – legais e ilegais; frequentara várias terapias – baseadas em evidências e alternativas, mas nada parecia surtir efeito duradouro. Algumas tentativas até causavam uma leve melhora no início, mas não tardava a voltar para o fundo do limbo de onde parecia tropegamente estar saindo.
Ligou a televisão procurando uma distração para acelerar a passagem do dia, trocando os canais sem conseguir focar sua atenção em nenhum. Havia perdido essa capacidade também. Foco era um conceito distante, meramente teórico. Mediar a briga entre seu id e superego lhe esgotava o vigor, não restando forças para se concentrar em qualquer outra atividade. A vida agora se resumia em projetos inacabados. Prova cabal disso era seu livro inconcluso empoeirando em alguma gaveta, pendendo ainda um final. Nunca mais fora capaz de escrever de maneira consistente. Nos momentos de rara inspiração, tentava algumas linhas tortas aqui, outros parágrafos desconexos ali, nada que conseguisse dar continuidade. O destino final dessas folhas sempre era o lixo. Dessa maneira o desfecho para sua obra nunca pareceu tão distante.
Deixou a tevê ligada em um documentário monótono aonde o narrador com a voz arrastada divagava sobre a formação dos planetas e foi pra cozinha requentar o resto do almoço que sobrara de ontem, uma gororoba de tudo que havia encontrado na geladeira. Satisfeito, largou o prato sujo na mesa, serviu-se de uma taça de vinho e deitou no sofá para ler. Dormiu na segunda página.

Durante o sono, notou a presença de outro alguém em seu apartamento. A sombra no canto da sala se assemelhava a silhueta de um homem franzino, lembrando seu pai há muitos anos falecido, mas estava absconso demais para ter certeza. – Quem está aí? – sussurrou apavorado com aquela intromissão a sua rotineira solidão – Me deixe em paz, figura inoportuna. Apesar da tragédia em que me encontro, não sou Hamlet para desejar visitas paternas do além.
O contorno – desacatando sua ordem – foi aos poucos tomando forma enquanto se aproximava, até que ficara nítido o suficiente para ser reconhecido. Como se tivesse frente à um espelho, o escritor se viu prostrado diante de si. Estava em mais um de seus pesadelos. Lúcido da situação que se desenrolava, procurou despertar, mas o esforço foi em vão.
– Eu sou você. – Proferiu sua persona onírica – Nossa única distinção é que venho despido dos medos e traumas que te consomem. Esses demônios já domaram suficiente seu espírito, lhe privando o viver! Após incontáveis sonhos hostis, hoje você encontrará a redenção. Quando despertar desse sono, terá superado para sempre suas inúmeras psicoses arraigadas!
Imediatamente após escutar a sentença, como se nela constasse as palavras que vocalizadas fossem capazes de evocar uma metamorfose, o escritor experienciou-se trocando de matéria com seu clone morfeico, se sentindo totalmente liberto das agruras que lhe aprisionavam. Após cumprida a profecia, seu antigo eu expirou vanescendo no ar, deixando ele absorto com a experiência quimérica.
Querendo pôr à prova sua cura, abriu a porta do apartamento e partiu em disparada para o parque em que tudo ocorrera. A esfera celeste brilhava pujante no horizonte, cintilando sobre as pessoas dispersas no gramado. Estava são novamente. Ao invés de tremores, sentiu-se revigorado com a luz iluminando o mundo. Tudo parecia imbuído de energia. Viu a vida seguindo seu fluxo e o sol tendo papel crucial na ordem cósmica. Lembrou de imediato do documentário na televisão aquela manhã que falava sobre como os elementos químicos naturais eram forjados no núcleo das estrelas, e assim aparentou ter um instante epifânico aonde compreendia a origem do universo em que estava inserido, clareando na consciência a inspiração para o final do seu livro. – Eureca! É isso! O desfecho transcendente que tanto perscrutei nessa peregrinação pelos confins da minha alma! – Chorou, e ao sentir o sal da primeira gota escorrendo pelos lábios, acordou.
O escritor despertou com lágrimas nos olhos. Qual teria sido o pesadelo a lhe perturbar?
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2020.05.22 14:25 informaxweb O pequeno príncipe

Em um certo dia estava de boas navegando na minha internet maravilhosa e vi umas pessoas fazendo resumo de livros, achei muito interessante a ideia, lembrei que na infância fiz uma peça do pequeno principie, por volta de 7/8 anos atrás e eu tinha sido o pequeno príncipe kkk. Bom eu tinha lembrado uma pergunta que tinha feito a uma professora "porque os adultas fazem coisas tão estupidas?" a minha professora olhou para mim e disse "quando estiver mais velho, vais saber", agora estou aqui depois de muitos anos e de reler o pequeno príncipe, vou publicar a vocês, "as conclusões do pequeno príncipe".

ER... oi, vamos lá... você pessoa anônima já leu o pequeno príncipe?
Já tentou pincelar um pouco a origem, história e trajetos do garotinho?
Não?! Vamos lá então. Eu me chamo robert e apresentarei hoje, “as conclusões do pequeno príncipe”
Bom, o livro começa com um adulto que aparentemente quebrou seu avião enquanto pilotava, mas depois de ler algumas frases e conversas percebi que tinha duas perguntas na mente dele, “o que é ser uma pessoa mais velha? ” e “o que deveria ser considerada uma coisa séria?” e ao desenhar em seu caderno ele percebe isso. Provavelmente você durante sua vida já deve ter visto, se trata de o que aparenta ser um chapéu, claro que você vira isso se sua curiosidade fosse de uma forma mais “adulta”, ou poderia ser uma jiboia engolindo um elefante sendo sua mentalidade mais fértil, uma mentalidade mais “infantil”.
após este rapaz passar o dia concertando o avião, tinha uma voz na mente dele discutindo consigo mesmo “o que é ser sério?”, a noite chega e o senhor decide adormecer então de longe o pequeno príncipe chega de longe e pede para ele desenhar um carneiro, homem então se levanta e afirma que não tem habilidade suficiente para desenhar algo “difícil”, só consegue fazer aquele desenho que tinha feito antes, o pequeno príncipe ao ver o desenho do “chapéu”, ele afirma que seria uma jiboia e não um elefante como todos veem. A partir dali começa uma amizade entre o homem e o pequeno príncipe, após alguns dias juntos o homem se pergunta de onde veio o pequeno príncipe, pois claramente ele não aparentava ser daquele local, que é pelo tamanho extremamente pequeno do seu planeta o pequeno príncipe não conheceria o homem, a partir daí começa sua história.
O pequeno príncipe conta que morava em um pequeno asteroide, eis que do mesmo asteroide nasce uma rosa, ou seja nasceu em sua casa e ele se encanta por ela, o problema é que esta rosa possuía um orgulho muito grande e por ser a única rosa daquele local ela tratava-o muito mal, aos poucos aquela “amizade” foi ficando chata e se desfazendo, a partir disso o pequeno príncipe achou que deveria conhecer outros locais através do vasto espaço inexplorado, ele se despede da rosa e ela acaba se desculpando sobre tudo que tinha feito e ambos se separam entristecidos. E após essa despedida é que a viagem dele pelos vastos asteroides começam.
O primeiro asteroide é de um rei, que aparentemente vivia sozinho naquele pequeno espaço e mesmo sendo um rei sem nenhum habitante o trabalho se tornaria inútil e isso o entristecia. O segundo asteroide então era e um homem vaidoso na qual vivia sozinho em seu mundo e mesmo que suas roupas fossem lindas, seus modos e sua beleza, restava algo no vaidoso, uma pessoa a quem admirar ele e por não ter isso o entristecia. O terceiro planeta é de um bêbado onde seu objetivo e o que ele fazia da vida, era apenas beber, o problema era que ele bebia para esquecer de seus problemas e seu problema era nunca para de beber. E viver assim nessa espécie de paradoxo de beber para esquecer que não se deve beber ele só ficava naquele mundo e isso o entristecia. O quarto planeta era de um homem que passava sua vida contando estrelas, ele contava e contava varais e várias vezes cada uma delas e ele sempre fez isso, por anos disso ele não tinha tempo. O pequeno príncipe em sua reflexão pensou “regar uma flor pode ser útil, para a flor que se mantem viva e para mim que me sinto bem a fazer isso, contar as estrelas pode ser útil para ele, mas, e para as estrelas o que beneficiam elas? E isso o deixaria preso infinitamente. O quinto planeta era de um lampião que passava sua vida ascendendo e apagando um grande e único lampião de seu planeta, por quanto mais passava as estações, o seu serviço por obrigação ficava mais rápido, fazendo com que um dia no seu planeta durasse apenas um minuto, levando uma vida mais triste, mas a mais útil do que a do rei, do bêbado, do vaidoso e do contador, pois ele não fazia as coisas apernas para fins próprios ele fazia para o mundo dele, fazendo dele uma pessoa menos egoísta e mesmo assim isso o entristecia. O sexto planeta era de um geografo que ficava todo o momento “descobrindo” e anotando coisas sobre seu mundo, só que não tinha o porquê ele fazer aquilo, afinal ele precisava com que pessoas fossem no mundo dele para ele relatar o que já tinha visto e encontrado e de todos ele era o único que aparentava ficar feliz com suas próprias conquistas e o trabalho que fazia com tanto orgulho e êxito.
Logo após todos esses asteroides o pequeno príncipe tem a recomendação de ir até a terra.
Mas... calma quero que reflita agora o motivo desse livro ser tão importante para todos que leram, bom a uns anos atrás eu fiz uma peça para minha escola e eu me perguntava o motivo dos adultos fazerem coisas tão idiotas, cheguei a perguntar para minha professora de teatro na época, “porque os adultos fazem coisas tão idiotas e acham certo? ”, ‘porque o vaidoso se vestia tão bem se não tinha ninguém que podai admira-lo? ” “Porque o rei reina um local onde não tem ninguém para ele ordenar? ”, “ porque o lampião apaga e ascende se não tem ninguém para ver? ”. E ela sempre falava para mim “ quando você crescer, vai entender” e por incrível que pareça ela estava correta. Após rever este livro tão incrível esses dais, eu percebi o que acontecia, todos os planetas eram habitados por adultos, onde o primeiro seria o rei não sabe ser divertido, para ele ordenar e ser respeitado era uma coisa que estava acima de tudo, indicando a severidade dos adultos. O vaidoso não ligava para suas roupas desconfortantes ou seu jeito educado que as veze podia ser até chato e ele representava, mostrando que estética e aparência é o que importa, indicando um padrão a ser seguido. O bêbado por sua vez não conseguia ser ele mesmo, mostrar sua verdadeira personalidade, então ele bebia para esquecer dos problemas, o seu único mal era não ter coragem de parar de beber isso tornava-o uma pessoa muito mal e triste e isso mostra o lado inseguro dos adultos. O contador de estrales era a pessoa que trabalhava e por tempos não parou de trabalhar, o contador é o que mais trabalha e se esforça e por ironia de um destino, se torna o mais inútil, por ter uma informação desnecessária para as outras pessoas indicando o lado de trabalho dos adultos. O asteroide do lampião era o mais triste e chato, mesmo assim tinha um bom coração, querendo manter sempre o mundo iluminado e apagado, indicando o arrependimento dos adultos. E o geografo, bom tomei o exemplo dos setes pecados capitais da bíblia, se fosse classifica-lo seria a preguiça, o geografo passava o seu dia descaçando em seu vasto planeta e tudo que sabia era pelas as pessoas, por alguém que passou por ali e falou algo, ou por alguém que gostava de contar as coisas da sua vida para ele, afinal ele nunca quis levantar de seu local e ir ver o mundo incrível que avia a sua volta, mostrando o lado cego dos adultos.
Percebeu? O pequeno príncipe em seis asteroides mostrou a vida de um adulto. Uma vida sem sonhos, motivos, expectativas que trabalha sem para e não consegue entender o mundo a sua volta.
A mensagem que quero passar é... Não seja um adulto, não perca o seu pequeno príncipe, eles por mais uteis que fossem viviam solitários, sozinhos e tristes e se um dia perguntarem o que você via no desenho... pode falar que via uma jiboia engolindo o elefante... sem medo de nada.

obrigado para quem leu ^^
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2020.05.12 17:05 Glenallen_Mixon22 Texto sobre suicídio que postei em um sub gringo.

Postei esse texto em um sub gringo e traduzi para mandar para uma amiga e decidi que poderia ser bom postar aqui(espero que ela não use o reddit e não esteja nesse sub hshshhs). "Antes de eu começar eu só quero dizer que sei que algumas pessoas aqui podem se sentir como se oq eu vou dizer fosse "problemas de pessoas brancas" ou algo do tipo, bom, eu apenas quero falar a respeito de como filmes/series/músicas ou outras coisas, podem mudar tudo na sua vida(para melhor ou para pior). Por volta de 2017-2018 eu estava me sentindo como se minha vida não valesse a pena ser vivida por várias razões, então eu comecei a ouvir Led Zeppelin e aqueles sentimentos começaram a sumir, eu sei que isso pode soar estúpido mas aconteceu comigo. Eu comecei a ouvir Led todos os dias, eu costumava fechar os meus olhos e viajar naquelas músicas e isso me dava conforto e esperança, eu não sei pq mas dava. Eu comecei a me sentir cada vez melhor, até que eu não tinha mais aqueles sentimentos de que o único caminho era acabar com minha vida. Esse ano eu comecei a assistir Skins(Reino Unido) e aqueles sentimentos de esperança começaram a crescer ainda mais fortes, a série realmente capta o quão confuso é ser adolescente, não é como algumas séries sobre adolescentes onde os problemas deles são existem apenas pq eles são mimados. Você odeia os personagens e vc começa a entender eles e então vc passa a amar os personagens pq eles são muito reais, entende? Mas ai eu comecei a assistir a season 7.. Bom, na minha opinião ela estraga tudo oq era bom na série, todos os episódios são um monte de merdas acontecendo. Mas quando eu assisti aqueles dois ep chamados de FIRE, omg. Eu comecei a sentir muita dor no meu coração, eu pensava tipo assim: "isso é a vida, quando as coisas estão melhorando alguma coisa acontece" e eu perdi tudo oq eu estava trantando construir, toda a esperança de que a vida poderia ser melhor. Eu não sei como aquilo mudou tanto os meus sentimentos e esperança, mas eu estava deprimido, tudo que eu assitia, cada música que eu ouvia era tipo: bom, isso importa? Tudo isso importa? Algum dia será eu quem estará chorando "rios" por causa de algo que aconteceu e que é muito mais importante que Skins, então vale a pena estar vivo?" eu estava de novo no mesmo lugar de onde eu havia parado em 2018. Ainda em 2018 eu descobri que eu tinha fimose(talvez vc saiba oq é pelos meme do Orochi, Saiko.. Se não souber me fala que eu mando uma imagem daquelas de livro de ciência) e eu me lembro de pensar: "bom, eu não vou contar para ninguém sobre isso pq qual é o objetivo de fazer uma cirurgia só pra me matar nos próximos meses?". A vida continuou e tudo aquilo que eu falei no começo aconteceu(eu comecei a ouvir Led..). 26/03/2020 e eu estava na minha cama chorando pq eu havia feito a cirurgia, eu nunca pensei que estaria vivo para ver aqueles pontos, eu sempre pensei que estaria morto de OD(overdose) ou por suicídio, de alguma forma, eu não estava e então eu estava deitado na cama com a cirurgia já feita e eu pensei cmg que eu estava passando por algumas coisas novas e novas experiências na minha vida. Aquilo restaurou de novo minhas esperanças para o futuro(eu meio que estava chorando de alegria). Depois de tudo isso, eu decidi que eu iria colocar um propósito na minha vida, algo especial, entende? Então eu descidi que eu irei adotar uma criança(óbvio que não agora jshsh) eu tenho que estar vivo agora, pq tem uma criança "lá fora" que precisa de alguém, e talvez ele/ela está crescendo para se sentir como eu me senti, abondonado(minha mãe mora na mesma cidade que eu e eu amo ela, eu vou ver ela na casa dela, mas por volta de 2014 ela fingiu um suicídio para fugir com um cara que ela conheceu na internet, eu me lembro de pensar que eles iriam encontrar ela morta em algum lugar e ela, na verdade, estava em um ônibus indo para outro estado..). Desde que eu coloquei na minha cabeça que alguém que eu nem conheço ainda precisa de mim, eu percebi que ainda vale a pena viver, talvez não por mim mesmo as vezes mas para os outros, para as minhas amáveis três irmãs, pela aquelas crianças e até pela minha mãe que passou por tanta coisa para criar eu e minha irmã mais velha sozinha. Eu acho que a vida não sobre não estar triste ou deprimido, é sobre encontrar uma razão que faça valer a pena. Eu sinto que minha vida vai ser assim até o dia em que eu morrer e puder descansar em paz, mas até lá, eu vou sentir todas as dores que eu tiver que sentir e esses momentos irão fazer os momentos felizes ainda mais felizes, eu sei que em alguns momentos eu vou me sentir como agora que eu não consigo ver as coisas melhorarem, mas tudo pelo oq eu passei me ensinou que vai passar. Final: eu sinto muito se isso acabou ficando muito longo, eu não queria que fosse mas na vdd esse texto é um resumo do que eu queria dizer. Peço desculpas com qualquer erro de gramática, inglês não é minha língua principal. De um cara aleatório para todos vocês, almas adoráveis<3." Esse ai foi o texto, muito obrigado para vc que leu, tenha uma boa vida.
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2020.04.24 16:25 hebreubolado A felicidade em tempos de pandemia: ma reflexão aristotélica.

A quarentena - principal medida contra a proliferação do corona vírus - provocou uma mudança de rotina drástica na vida de todos os cidadãos do mundo; é comum encontrar textos defendendo as mais variadas maneiras de tornar esse momento mais agradável ou simplesmente menos desagradável, ora propondo reflexões sobre relações humanas e a Ciência Política em geral, ora servindo como uma espécie de auto-ajuda, mais compreensível, acessível à massa e também mais atraente a mesma. "Não podemos parar os estudos nesse tempo de pandemia, afinal de contas temos tecnologia o suficiente para nos adaptarmos ao distanciamento", dirão os defensores do Ensino a Distância, o famigerado EAD. "Não podemos parar a produção. Precisamos trabalhar!", dirão alguns picaretas com interesses econômicos prioritários. Um discurso menos tecnológico, menos político e mais humanista diz: tudo bem em não ser tão produtivo ou não ser produtivo, afinal de contas estamos em um momento de uma crise global, e uma das nossas prioridades, além das medidas de prevenção, é o trato da nossa saúde psicológica. Me parece que o discurso dos humanistas estão mais alinhados com uma perspectiva que leva em consideração o misto de emoções que está bombardeando a população mundial nesse momento - você realmente acredita, caro leitor, que os empresários estão preocupados com a saúde psicológica do seu empregado? ou, ainda, que os mesmos empresários, encabeçando instituições de ensino que pregam a imposição do EAD sem a liberdade de escolha dos alunos estão preocupados única e exclusivamente com o processo de aprendizagem dos seus alunos de bolsos abastados? - e, portanto, me parece um discurso que abre margem para discutimos questões como "Em meio ao frenesi que nos encontramos, qual a nossa prioridade?", "Revisando as prioridades, levamos em consideração nossa saúde psicológica?", e, é claro, "Afinal de contas, é possível ser feliz em tempos de quarentena?". Este último questionamento é o que nos interessa nessa reflexão que gostaria de propor através desse texto. O objetivo do artigo que se segue, caro leitor, é rever o conceito de felicidade na filosofia, sobretudo em Aristóteles, e levantar reflexões sobre a possibilidade de ser feliz nessa situação, como supracitado, e o que o Estagirita diria sobre esses tempos sombrios em que vivemos. Outro dia, durante uma aula de Antropologia Filosófica, o professor argumentou que uma das principais utilidades práticas da filosofia consiste em nos proporcionar a compreensão de determinados conceitos; conceitos estes que afetam diretamente no nosso agir, e se assim o faz, trata-se de uma questão de relação inter-pessoal, e assim sendo, também é uma questão ética.
A Ética a Nicômaco
A obra que utilizarei como base para o texto em questão é a Ética a Nicômaco, o principal livro de ética da História da Filosofia, autoria do filósofo estagirita Aristóteles (384 a.C - 322 a.C), célebre aluno favorito de Platão e mestre do aclamado monarca Alexandre III da Macedônia. Aristóteles escreveu o livro para seu filho, Nicômaco, na intenção de educá-lo acerca do sumo bem. A edição que tenho em mãos trata-se da tradução mais respeitável para o idioma brasileiro, autoria de Leonel Vallandro e Gerd Bornheim, 1ª edição de 1973 publicado pela editora Abril Cultural. Caso tenha interesse em experimentar uma imersão maior, sugiro que acompanhe as nossas reflexões com o texto em mão, facilmente encontrado em PDF, pois sempre que realizar uma citação direta, deixarei a referência para que fique mais fácil. Ademais, não pretendo realizar um estudo aprofundado sobre o conceito aristotélico de felicidade, tampouco elaborar uma pesquisa acadêmica rigorosa; meu objetivo é simplesmente propôr reflexões que podem ou não resultar na compreensão de um conceito que pode ou não interferir diretamente no agir do meu caro leitor. Como o próprio Estagirita afirma, questões Tendo especificado essas questões técnicas e introdutórias, vamos ao que interessa. Dividirei o texto em partes e sugiro que o leitor respeite a ordem para uma melhor compreensão dos nossos objetivos.
A felicidade em Aristóteles.
Podemos resumir de certo modo o conceito aristotélico de felicidade como "agir bem e viver bem" (tal conceito aparece em vários momentos na obra, sendo a primeira vez no livro I, capítulo 4, passo 1095a, linha 19). A felicidade em Aristóteles é, de antemão, aquilo que desejamos por si mesma, não no interesse em outra coisa, não como meio, e sempre como um fim, e portanto, incondicional e absoluta. Para melhor compreender esses termos, precisamos primeiramente refletir acerca dos tipos de vida apresentas na obra. Aristóteles afirma que existem três principais tipos de vida: a vida do vulgo, cuja felicidade se encontra no prazer e por isso amam a vida dos gozos; a vida política, em que a felicidade se encontra na honra e a vida contemplativa, cuja a felicidade se encontra no bem agir. Refletindo sobre esses três tipos de vida, vamos investigar juntamente com o Estagirita se a felicidade que eles cantam é, de fato, a que procuramos: o sumo bem, absoluto e incondicional. A vida do vulgo é onde se encontra grande maioria dos homens, vivendo uma vida selvagem e bestial, o que nosso autor compara com as atitudes de Sardanapalo, o mítico rei da Síria conhecido por sua depravação. Portanto, não pode ser o prazer aquilo que buscamos (lembrem-se sempre: absoluto, incondicional);
A vida política parece ter respaldo nos homens de cultura refinada que buscam a felicidade na honra; esta, porém, também não suporta nossas exigências.
"[...]No entanto, afigura-se demasiado superficial para ser aquela que buscamos, visto que depende mais de quem a confere que de quem a recebe, enquanto o bem nos parece ser algo próprio de um homem e que dificilmente lhe poderia ser arrebatado." (1095b, 21). Há ainda quem afirme, dentro da esfera da vida política, que a felicidade se encontra na virtude (outro conceito de peso na filosofia aristotélica como um todo), porém também encontramos problemas nessa conceitualização, sendo também incompleta para nosso objetivo, pois um indivíduo pode ser virtuoso enquanto está em inatividade (neste caso, fere a exigência de agir bem), sem contar que a vida direcionada às virtudes é "compatível com os maiores sofrimentos e infortúnios" (1095b, 49), e certamente uma pessoa que assim vive não pode ser considerada feliz.
Ademais, Aristóteles filosofa sobre a vida consagrada aos ganhos e lucros, realizando uma dura crítica: a riqueza não é com toda certeza o bem que procuramos (houve quem morresse devido a sua riqueza, por exemplo), e a vida destinada a esse fim é forçada.
Enquanto que desejamos os prazeres, a honra e riqueza como meios para a felicidade, a felicidade é desejada por si mesma, como um fim, sendo assim o bem absoluto e incondicional que buscamos.
Você, caro leitor, diria que encontra-se em qual das três esferas da vida aristotélica? Essa sua concepção seria outra, caso a situação de pandemia que estamos fosse diferente?
A função do homem
Tendo refletido sobre os três principais tipos de vida, o Estagirita nos questiona qual a função do homem: "[...] Pois, assim como para um flautista, um escultor ou um pintor, e em geral todas as atividades que têm uma função ou atividade, considera-se que o bem e o "bem-feito" residem na função, o mesmo ocorreria com o homem se ele tivesse uma função." (1097b, 25). Qual seria então, a função e atividade do homem?
Será viver - no sentido de existir, crescer? Não, não nos afigura como algo adequado ao que buscamos, que é algo próprio e peculiar do homem, e a vida por si só também é comum às plantas e animais em geral.
E a vida das sensações, dos sentidos? Novamente, também sensações e sentidos têm os animais, como a sensação de calor e os sentidos da visão e do tato;
Resta assim uma vida em específico que nos parece peculiar do homem, não sendo encontrada em animais e plantas: a vida do elemento racional. Encontramos aqui um dos pilares mais conhecidos da filosofia aristotélica e o fundamento de o que mais tarde - bem mais tarde - se tornaria o essencialismo (a busca pela essência humana): o homem é um animal racional. "[...] Resta, pois, a vida ativa do elemento que tem um princípio racional; desta, uma parte tem tal princípio no sentido de ser-lhe obediente, e a outra no sentido de possuí-lo e de exercer o pensamento" (1098a, 5). Portanto, a função e atividade do homem deve ser do elemento racional. Ora, assim como existe um flautista cuja função é tocar a flauta e um bom flautista cuja função é tocar bem a flauta, "[...] o bem do homem nos aparece como uma atividade da alma em consonância com a virtude [...]" (1098a, 15).
Tendo refletido sobre esses dois tópicos, vamos ao nosso tópico final.
Os tipos de bens
Como o filósofo categórico que era, o Estagirita nos apresenta mais uma classificação, dessa vez se atendo ao conceito de bem. Existem assim aqueles que são bens exteriores e outros que são relativos a alma ou ao corpo, havendo aqui uma diferença crucial. Encontramos nos bens exteriores as utilidades como riquezas, honras e prazeres, que são úteis e apenas isso, não contendo em si nada de absoluto ou incondicional, sendo assim, meios para um fim maior que eles; contrariamente, nos bens relativos à alma e ao corpo se encontra a atividade virtuosa, que por sua vez está em consonância com o viver bem e agir bem.
Aristóteles chama atenção novamente para a união do viver e agir, nos alertando em não separar uma coisa da outra, pois pode existir um estado que não provoque agir nenhum (como o caso já afirmado de um homem virtuoso inativo); porém, no caso da atividade virtuosa, há uma necessidade do agir, e se compete à virtude, esse agir é necessariamente agir bem. "[...] E, assim como nos Jogos Olímpicos não são os mais belos e os mais fortes que conquistam a coroa, mas o que competem (pois é dentre estes que hão de surgir os vencedores), também as coisas nobres e boas da vida só são alcançadas pelos que vivem retamente" (1099a, 5). Isto é, não é suficiente a posse da virtude (nos exemplos dados da força e da beleza), chamando atenção à necessidade do agir. Aja, homem!
O viver bem e agir durante adversidades
Sendo a felicidade em Aristóteles fortemente ligada ao agir, ao ato, como vimos detalhadamente mais acima, como se dá esse agir bem durante momentos de infortúnios e problemas em geral?
A permanência e durabilidade das ações virtuosas nos parece evidente, visto que são sempre lembradas e os homens felizes se empenham com tanto fervor em sua dedicação. E a felicidade em si está presente no homem não apenas em determinado momento (e se assim o fosse, daríamos total razão àqueles defensores da vida do julgo que encontram a felicidade num momento único de prazer), "[...] porque sempre, ou de preferência a qualquer outra coisa, estará empenhado na ação ou na contemplação virtuosa, e suportará as vicissitudes da vida com a maior nobreza e decoro, se é 'verdadeiramente bom' e 'honesto acima de toda censura' " (1100b, 20). O que Aristóteles quer nos dizer com isso é que, sendo a felicidade a boa atitude, pouco importa ou simplesmente não importa afinal a posição que nos coloca a Roda da Fortuna, pois um homem verdadeiramente feliz não faz da sua vida um momento em específico, um mísero recorte de sua existência. Eis aqui, meu caro leitor, a grande lição que o Estagirita pode nos proporcionar nesse momento de crise que vivemos.
"Se as atividades são, como dissemos, o que dá caráter à vida, nenhum homem feliz por tornar-se desgraçado, porquanto jamais praticará atos odiosos e vis. Com efeito, o homem verdadeiramente bom e sábio suporta com dignidade, pensamos nós, todas as contingências da vida, e sempre tira o maior proveito das circunstâncias, como um general que faz o melhor uso possível do exército sob seu comando ou o bom sapateiro faz os melhores calçados com o couro lhe que dão[...]" (1100b, 35 - 1101a, 5) Não podemos deixar que a situação de pandemia que nos encontramos determine o que somos, determine os nossos atos. Podemos e devemos agir segundo o princípio racional que o Magister nos ensinou, negando a mutabilidade e montanha russa de sentimentos que esse ambiente nos proporciona e tenta nos empurrar goela à baixo, pois o que define a nossa felicidade é a forma com que vivemos e a forma com que agimos. A nossa adaptação será testada talvez como nunca antes, seja porque a grande maioria jamais presenciou um evento dessa magnitude como antes, seja por simples despreparo ou qualquer outro motivo que seja; a questão reside sempre na nossa reação. Como você está reagindo a essa situação? Está afirmando sua capacidade de adaptação, tendo consciência de que alguns bens são apenas úteis e nada além disso, compreendendo que a felicidade não reside no exterior, mas no interior, nos bens da alma; ou está procurando conforto em um molde da vida do julgo, reduzindo o absoluto e incondicional da felicidade a um prazer, uma honra, uma riqueza? Dentro de ti, caro leitor, encontra-se as respostas para estes e outros questionamentos de profundidade maiores ou iguais.
Considerações finais
Como afirmei mais acima, não pretendia com esse texto elaborar um estudo acadêmico rigoroso e aprofundado sobre o grandioso universo da filosofia aristotélica, e sim utilizar de sua obra para realizar uma contextualização com a situação que nos encontramos e assim, se possível, encontrar reflexões que intervenham em nosso agir. A praticidade de Aristóteles deve ser lembrada e estudada sempre que possível, e em momentos pandemônicos como este em que nos encontramos, é pertinente a compreensão de certos conceitos e a releitura dos clássicos; às vezes, grandes e pequenas questões podem ser muito melhor interpretadas se olhadas com a ajuda ou diretamente pela perspectivas de mentes que viveram há mais de dois mil anos atrás.
No mais, estou aberto à críticas, sugestões e dúvidas, na medida do possível e das minhas capacidades.
Wallace Guilherme.
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2020.04.22 04:32 ihattori nerd zé droguinha fodase k k k

OBS: fiz esse texto com o objetivo de recapitular esses últimos meses conturbados na qual minha vida mudou completamente e acabou ficando um texto gigante, então não espero que alguém leia (até eu to com preguiça de ler isso).

Desde os meus 12 anos fui um clássico adolescente fracassado. Ficava praticamente o dia inteiro no computador e só saia para comer ou fazer algo que era obrigado, na escola só falava com uns três amigos mesmo que tenha ficado na mesma turma desde o primeiro ano do fundamental e no Whatsapp não falava com praticamente ninguém. Porém antes eu não era assim, dava pra se dizer que eu era uma pessoa até que normal, mesmo que desde pequeno não tinha muitas habilidades sociais e sempre fui introvertido. Até que conversava com algumas pessoas na escola, saia para dar rolê pelo bairro, praticava esportes e essas coisas. Tudo começou a mudar quando meu tio morreu e isso desestabilizou toda a minha família, comecei a sofrer bullying na escola e coincidentemente conheci a pornografia.
Então minha rotina se tornou acordar praticamente na hora do almoço, ir para a escola esperando a hora de voltar para casa e quando chegava em casa ficava no computador jogando algo, vendo vídeos fúteis no youtube ou consumindo pornografia, que acabou se tornando um vício diário. Depois eu ia dormir umas duas horas da manhã e este ciclo se repetia sempre, raramente mudava. Isso foi até meus 15 anos, quando entrei pro ensino médio e comecei a estudar de manhã, então eu pelo menos acordava cedo e não ia dormir extremamente tarde. Porém os vícios somente mudaram de hora, pois eu chegava do colégio e ficava praticamente o resto do dia inteiro no computador. Na nova turma demorei praticamente dois meses para começar a socializar de fato, eu só ficava calado no meu mundinho esperando a hora de voltar para casa.
Minha relação com as mulheres também não era muito boa, eu tinha fucking 15 anos e ainda não tinha nem beijado. Não foi por falta de oportunidades, pois minha aparência até que é boa e eu não era um beta completo que não consegue nem falar com mulheres. Tinha perdido todas as oportunidades quando criança e quanto mais o tempo passava menos elas surgiam, até que chegou a um ponto que elas nem apareciam mais e eu tava tão imerso na minha zona de conforto que nem tinha vontade de criar as oportunidades e ir atrás de mulheres. Acho que não dava nem pra se dizer que eu era um beta, creio que cheguei abaixo desse nível pois eu nem chegava a tentar.
Até que aconteceu algo que mudou tudo. Uma colega minha tinha criado um grupo de umas pessoas que sentavam próximas na sala de aula e como eu falava um pouco com ela me colocou também. Nesse grupo ela também tinha colocado uma guria que tinha me chamado a atenção desde o inicio das aulas, pois ela tinha tanto uma aparência quanto um estilo diferenciados e ao mesmo minimalista, nada muito vulgar. Por esse grupo a galera falava mais sobre algumas coisas da aula mesmo, pois a maioria ainda tava se conhecendo. Eu até que interagia um pouco nesse grupo, pois tinha percebido que não interagia com praticamente ninguém da turma em mais ou menos 2 meses de aula. Até que um dia por causa de um trabalho que uma professora tinha dado entramos no assunto de pirâmide e eu sempre me interessei por tal assunto, e é aí que tudo começa.
A conversa foi rolando e chegou uma hora que só ficou eu e aquela moça que eu tinha me interessado conversando. E, namoral, fazia tempo que eu não tinha uma conversa tão boa, fluía muito bem tanto que começou no assunto de pirâmides e quando vê estávamos falando sobre brócolis (???). Mas o que chamou minha atenção foi que ela tinha umas ideias meio diferentes, curtia falar sobre coisas alternativas (tanto que a conversa começou com pirâmides e ETs) e isso também chamou a atenção dela, pois ela mesmo disse que se interessava muito sobre essas coisas e que nunca tinha ninguém para falar sobre. (exemplos de "coisas alternativas": ETs, filosofia, sociedades secretas, teorias, leis universais, espiritualidade, arte, geometria sagrada, etc.)
As ideias fechavam tão bem que em praticamente dois dias eu já tava apaixonado (modo beta ativado KKKK). Antes disso eu achava que já tinha me apaixonado, mas nenhum sentimento que eu já tinha tido por alguém chegava perto daquilo. Com isso, comecei a refletir sobre a minha vida e cada vez mais eu me ligava que eu era um lixo, não merecia ela e nem conseguiria a conquistar. Então comecei a usar a motivação que a paixão me proporcionava para meu auto-desenvolver.
Aí comecei a pesquisar no youtube diversos canais sobre desenvolvimento pessoal e ficava grande parte do tempo vendo eles, comecei a praticar no-fap (mesmo sem saber o que era, fui descobrir depois de começar a praticar) logo depois comecei a ler livros, me exercitar, cheguei até a tomar banho gelado e ficava muito menos tempo no computador. Também via muitas coisas sobre conquista e sedução, porque eu não tinha muita experiência com mulheres e queria usar de todas as ferramentas para conseguir ficar com ela.
Até ai tudo bem, estava me sentindo vivo depois de tanto tempo vivendo com um sentimento de vazio, estava com motivação para melhor como pessoa, tinha encontrado alguém que se interessava pelas mesmas coisas que eu, etc. Maas tudo têm dois polos e isso não é diferente. Como conversava com ela praticamente todo dia, acabei me viciando nela e isso virou meio que uma droga, pois quando eu tava falando com ela ficava num estado eufórico e estava extremamente motivado, porém quando via que ela demorava pra responder ficava num estado muito depressivo. Ela também diariamente ficava em call com um colega nosso (pior que ele era um zé droguinha k k) e isso me deixava muito fudido emocionalmente.
Com o tempo começamos a nos falar menos (normal, pois conversávamos todo dia) e descobri que ela gostava de um outro mlk de outra turma (zé droguinha repetente também KKK) e mesmo sabendo que ela já gostava dele antes de me conhecer isso me deixou mais mal ainda. Mesmo com tudo isso, continuava com essas variações de humor quando falava com ela e quando não falava, porém de um modo mais extremo, muitas vezes até pensando em suicídio. E era justamente isso que me impedia de criar intimidade com ela, era por isso que ela preferia os "zé droguinhas". Eles não estavam ligando pra ela, e para mim ela era única, eu sabia que não iria achar outra moça como ela tão facilmente. Isso me impedia de ser natural e de não tratar ela como a última pessoa do mundo, mesmo que eu tentasse isso é sútil e faz toda a diferença.
O tempo foi passando e eu estava perdido, sem saber o que fazer. Cheio de informação e sem saber como aplicar, e ai entra outro erro meu. Fiquei vendo diversos vídeos sobre conquista chegou um ponto que não sabia o que por na prática, se me declarava pra ela ou deixava rolar, se dava atenção para ela ou vivia minha vida normalmente pra mostrar para ela que ela não era prioridade arriscando perder contato com ela, etc. E eu acabei ficando nessa inércia, continuava falando direto com ela mas não conseguia evoluir na relação, pois sempre que tentava algo como iniciar um flerte ela meio que se esquivava. Assim foi até que um dia descobri que ela não estava mais apaixonada, e achei muito estranho pois nem sabia que ela estava. Fiquei feliz pois melhor para mim, porém o cenário mudou completamente quando descobri que na verdade ela estava apaixonada por mim.
Isso me deixou pior do que eu já tava, pois eu fiquei me sentindo um lixo por ter perdido a oportunidade. Tipo, não importava o que eu fizesse tinha grandes chances de dar certo porque ela tava fucking apaixonada por mim, porém eu não fiz simplesmente nada. Isso explica também o motivo dela se esquivar quando eu tentava algo, porém avaliei a situação e era muito óbvio o interesse dela em mim, só que eu estava com tanto medo de agir que ignorava os sinais. Mas mesmo assim em todo esse tempo nunca paramos de nos falar, somente tinha algumas pausas temporárias e agora tinha percebido que ela estava diferente, parecia não ligar tanto pra mim.
Não bastasse isso, nesse mesmo período descobri que iria me mudar no fim do ano. Isso conseguiu me deixar pior ainda, mas ao mesmo tempo feliz pois seria para Florianópolis. Aos poucos fui perdendo o sentimento por ela e consequente a motivação para manter meus hábitos. Voltei a ficar mais tempo no computador, a consumir pornografia (bem menos que antes), no fim o único hábito que consegui manter foi o da leitura. Pior que nesse tempo eu estava estudando a obra de Nietzsche e acabei me tornando niilista, nenhuma crença fazia sentido para mim, nem a vida. Para completar, estava tendo muitos atritos com minha família.
Então formou um combo: eu tinha perdido a oportunidade de ficar com ela, descobri que iria me mudar e perder o contato com todos meus poucos amigos e que iria possivelmente nunca mais ver ela, não via sentido na vida (mesmo com bastante conhecimento sobre religião, espiritualidade, etc.), e ainda estava com problemas em casa. Pelo menos como eu já tinha conseguido melhorar no quesito social por causa desse tempo em que busquei me aprimorar, pelo menos na escola eu ficava até que bem e socializava com geral.
Como eu sabia que iria me mudar, resolvi meter o fodase. Passei a não ligar pra opinião dos outros, falava com bastante gente e não estava me importando muito com desenvolvimento pessoal. Até que um dia eu estava chegando em casa e meu vizinho que era meu melhor amigo de infância me chamou pra casa dele. A gente não se fala muito pois eu tinha virado mais "nerd" e ele tinha se tornado mais "zé droguinha", mas nos dávamos bem até. Cheguei lá e tava ele e mais dois amigos, logo ele me ofereceu uma garrafa de Coca-Cola com um líquido estranho dentro e disse pra eu beber. Logo me liguei no que poderia ser, e como não estava lingando bebi tudo e ai eles me disseram que era MDMA dissolvido e que em alguns minutos o efeito iria começar. O máximo que eu já havia usado foi maconha em bong, mas isso era outro nível. Foi a melhor sensação que eu havia sentido na minha vida. Fritamos muito, os amigos dele que já eram meus conhecidos gostaram de mim e assim eu voltei a falar com esse meu amigo.
No outro dia fui pra escola sentindo um forte vazio existencial que é normal sentir depois de usar uma droga como essa, porém isso não era problema pois as 8 horas em que o efeito da droga geralmente dura valem a pena. Então, como voltei a falar com esse meu amigo conheci outros amigos dele e sem querer querendo eu estava me tornando um "zé droguinha". Não um zé droguinha no estilo favelado brasileiro, mas num estilo mais Lil Peep (que é um artista que eu ouvia pra krl na época e ainda escuto um pouco). Começou com eu indo na praça e fumando maconha e com o tempo foi piorando..
Antes disso tudo eu havia entrado numa "escola de autoconhecimento" na qual eu continuava indo mesmo depois de tudo isso ter acontecido eu ainda tinha um pouco de motivação para me auto-desenvolver. Então chegou a um ponto em que uma hora eu estava fumando em um bong e logo depois lendo um livro sobre desenvolvimento pessoal, uma hora eu estava meditando nesse curso de autoconhecimento e no outro dia estava bebendo e jogando sinuca em um bar. Eu estava completamente dividido.
Até que teve uma vez em que meu vizinho estava fazendo uma social com uns amigos e eu decidi ir ali, isso já era mais ou menos meia noite. Logo que cheguei já vi uma movimentação estranha e chegou um cara que eu não conhecia lá e tirou um pino de cocaína do bolso e foi fazendo as linhas. Todos começaram a cheirar e chegou na minha vez. Fiquei muito na dúvida, mas sempre que ficava na dúvida entre fazer algo ou não me lembrava dos anos em que perdi na frente de um computador e ia lá e inconsequentemente fazia (isso só não funcionava com a moça que eu estava apaixonado k k). Depois decidimos ir na praça e no caminho o meu amigo foi me falando da situação, disse que era a movimentação tava meio agitada pois era a terceira vez que tinha ido pegar pó e estavam sem dinheiro e o traficante disse pros caras que tinha ido pegar deixarem o relógio e o moletom com ele de garantia e que se eles não pagassem ele no outro dia ele iria matar eles. Nisso eles já estavam com uma dívida de uns 100 reais e todos estavam sem dinheiro, então decidi ajudar com os 20 reais que eu tinha sobrando e alguns deles iriam vender fones de ouvidos e carregador na estação de trem para conseguir juntar uma grana e pagar o plug.
Se você se pergunta o que os usuários ficam fazendo de madrugada drogados, é decepcionante. Ficavam falando sobre futebol, fazendo batalhas de rimas, falando sobre mina e essas coisas. Depois nós fomos dar uma volta pelo bairro, fumamos maconha e voltamos para casa e isso já era umas cinco horas da manhã. Cheguei, fui dormir e acordei as 06:30 para ir para o colégio, possivelmente ainda no efeito da maconha. As pessoas do colégio já tinham notado que eu estava diferente e algumas suspeitavam que eu estava usando drogas (de fato, eu estava), porém eu nunca tinha chegado a comprar droga, sempre usava se estava com alguém que tinha e não tinha criado nenhuma dependência. Algo que ajudou a acharem isso foi eu ter mandado uns áudios bêbado para aquele grupo em que conheci aquela moça e uma guria mandou no grupo da turma alguns desses áudios no grupo da turma (nunca mandem áudio bêbados, sério).
As pessoas da minha turma diziam me achar estranho pois no início do ano acreditavam que eu era um nerd que não falava com ninguém e agora eu conversava com todo mundo e que era um possível zé droga. E foi realmente isso que aconteceu, eu tinha parado de desperdiçar minha vida na frente de um computador e passei a desperdiçar queimando meu neurônios. Minha mãe sempre foi protetora e com razão suspeitava de mim, porém não achava que iria me envolver com essas coisas pois sempre fui tranquilo quanto a isso e também por que isso não é muito coisa de alguém que fica a maior parte do tempo no computador.
Um dia uns me chamaram para ir na praça e depois no bar jogar sinuca. Cheguei lá e eles estavam com um pino de pó, e como eu não tinha sentido bem os efeitos na primeira vez não liguei e usei de novo. Logo depois fomos para o bar e como eu estava com dinheiro decidimos comprar uma garrafa de vinho e jogar sinuca. Tomei dois copos e meio e lá estava eu, o nerd beta gamer cheirado e bêbado de vinho num bar kk. Foi uma sensação ainda melhor do que no MDMA, eu estava me sentindo um semideus, não ligava pra nada e falava coisas sem sentido. Porém, eu tinha que ir pra casa cedo e eu estava tão alterado que nem medo de chegar em casa naquele estado eu conseguia sentir, mas sabia que tinha que evitar ao máximo o contato (algo que eu já estava acostumado). Cheguei lá e vi que minha mãe já estava meio desconfiada então tentei evitar o contato mais ainda, depois fui pro computador e fiquei ouvindo música, as músicas pareciam 300% melhores enquanto eu estava naquele estado.
Fiquei um tempinho sem usar nada além de maconha as vezes e um dia fui na casa do meu amigo e notei que eles não estavam usando nada, mas tinha uma lata com um furo e já me liguei no que era, o famoso lança de baixo custo, vulgo loló/sucesso. Eu não tinha muito conhecimento sobre essa droga, só sabia que o efeito durava pouco e forte. Por isso, imaginei que fosse relativamente leve comparado a outras que já tinha experimentado. Experimentei e logo senti o famoso "tuin", meus pés e mãos começaram a formigar, meu batimento cardíaco aumentou e fiquei extremamente eufórico. Porém, depois de uns minutos o efeito passou e fiquei com uma certa dor no peito.
Vi que essa droga era muito mais forte do que eu pensava e decidi ir pesquisar sobre os efeitos colaterais dela e descobri que na verdade o que eu usei foi spray anti-respingo de solda, considerado um "crack dos inalantes" e que eu poderia até ter morrido se tivesse inalado mais. Então depois disso decidi não usar mais drogas (demorei kk), até por que eu iria me mudar em mais ou menos um mês.
E assim foi, com o tempo fui melhorando meu emocional e aprendendo a conviver com meus arrependimentos. Já faz uns 3 meses que estou morando em floripa e uns 7 em que me apaixonei por aquela moça, é bizarro pensar que tudo que aconteceu depois disso enquanto eu ainda morava no RS aconteceu em mais ou menos 4 meses. Estou tentando repor os hábitos e por alguns outros na minha rotina para meu desenvolvimento pessoal e pôr em prática o que aprendi depois de tantos livros lidos e tantos vídeos de auto-desenvolvimento assistidos. Por mais que tenha sido um período bem difícil, foi o período na qual mais aprendi e agora consigo equilibrar meu lado "nerd" e meu lado "zé droguinha", chegando a um equilíbrio. (OBS: perdi o bvl e a virgindade, finalmente).
Escrevi isso só para organizar toda essa série de acontecimento na minha cabeça, pois até hoje eu nem tinha entendido direito o que aconteceu, as coisas ficam muito vagas somente no plano mental. Se tu leu esse texto mau escrito até aqui tu é um guerreiro, pois nem eu to com vontade de ler tudo isso.
Algumas dicas que vou usar para mim mesmo, baseado no que extrai desse período da minha vida:
-Se quiser conquistar alguém, seja você mesmo e não torne a outra pessoa o centro da tua vida.
-A mentalidade de pensar "eu vou morrer mesmo" pra alguma decisão é boa, se usada conscientemente. Memento mori, carpe diem.
-Quanto maior o extremo de algo pior seus efeitos colaterais, e isso é uma lei. As drogas demonstram isso bem, pois quanto melhor o efeito e maior a acessibilidade da droga pior são seus efeitos colaterais. Ser um "nerd" é ruim mas tem seu lado bom, com ser "zé droguinha" não é diferente. A chave é o equilíbrio.
-São nas piores situações que mais evoluímos.
-Mais vale um livro compreendido e praticado do que 30 simplesmente lidos.
-Cuidado com as influência que recebe. Certamente se eu não ouvisse Lil Peep e não andasse com quem estava andando não teria sequer tocado numa droga KKK.
-Uma conversa aleatória com uma pessoa desconhecida pode mudar toda tua vida.
-Hábitos bons vão te ajudar muito, mas não vão fazer nada por ti.
-Não espere pelo momento perfeito para agir.
-Não fique devendo pro traficante
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2020.04.12 04:33 altovaliriano A Grande Conspiração Nortenha - Parte 7

Texto original: https://zincpiccalilli.tumblr.com/post/53134866390
Autores: Vários usuários do Forum of Ice and Fire, mas compilado por Yaede.
Índices de partes traduzidas: Parte 1, Parte 2, Parte 3, Parte 4, Parte 5, Parte 6, Parte 7

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Sinais e Portentos

Uma das habilidades mais impressionantes doeGRRM como escritor, em minha opnião, é sua capacidade de ocultar prenúncios [foreshadows] em cenas aparentemente irrelevantes a serem revisitadas pelo leitor, que maravilhará com elas. Por exemplo:
Quando Podrick quis saber o nome da estalagem onde esperavam passar a noite, Septão Meribald apegou-se avidamente à pergunta [...].
– Alguns a chamam Velha Estalagem. Ali existe uma estalagem há muitas centenas de anos, embora esta só tenha sido construída durante o reinado do primeiro Jaehaerys […].
Mais tarde, passou para um cavaleiro aleijado chamado Jon Comprido Heddle, que se dedicou a trabalhar o ferro quando ficou idoso demais para combater. Ele forjou um novo sinal para o pátio, um dragão de três cabeças em ferro negro que pendurou em um poste de madeira. [...]
– O sinal do dragão ainda está lá? – Podrick qui saber também.
– Não – Septão Meribald respondeu. – Quando o filho do ferreiro era já um velho, um filho bastardo do quarto Aegon ergueu-se em rebelião contra seu irmão legítimo e escolheu como símbolo um dragão negro. Estas terras pertenciam então a Lorde Darry, e sua senhoria era ferozmente leal ao rei. Ver o dragão de ferro negro o deixou furioso, e por isso derrubou o poste, fez o sinal em pedaços e os atirou ao rio. Uma das cabeças do dragão foi dar à costa na Ilha Quieta muitos anos mais tarde, embora nessa época estivesse vermelha de ferrugem. O estalajadeiro não voltou a pendurar outro sinal, e os homens esqueceram-se do dragão.
(AFFC, Brienne VII)
Aqui está a essência da teoria de que Aegriff é um pretendente de Blackfyre explicada por meio de brasões. O dragão negro retornando a Westeros via mar disfarçado de vermelho. Existem inúmeros pequenas recompensa nos livros para os fãs desenterrarem e, geralmente, quanto mais importante é a história, mais difusas são as dicas. R + L = J é provavelmente o atual campeão disso, com alusões a ela freqüentemente despontando em diálogos casuais sobre Jon ou envolvendo-o. Como por exemplo, esta conversa de quando ele soltar Val na Floresta Assombrada para encontrar Tormund:
[Jon:] Você voltará. Pelo menino, se não por outra razão. [...]
[Val:] Assegure-se de que esteja protegido e aquecido. Pelo bem da mãe dele, e pelo meu. E o mantenha longe da mulher vermelha. Ela sabe quem ele é. Ela vê coisas nas chamas.
Arya, ele pensou, esperando que fosse assim.
– Cinzas e brasas.
– Reis e dragões.
Dragões novamente. Por um momento, Jon quase os viu também, serpenteando na noite, suas sombras escuras delineadas contra um mar de chamas.
(ADWD, Jon VIII)
Muito irônico que, mais cedo, em seu próprio capítulo, Melisandre olhe para as chamas e veja Jon, como ela faz há algum tempo. Jon, que é é rei e dragão (se R+L=J for verdade).
Portanto, a questão agora é se o GRRM deixou pistas que levem à Grande Conspiração Nortenha.
Mais homens de neve haviam sido erguidos no pátio quando Theon Greyjoy voltou. Para comandar as sentinelas de neve nas muralhas, os escudeiros haviam erigido uma dúzia de senhores de neve. Um claramente pretendia ser Lorde Manderly; era o homem de neve mais gordo que Theon já vira. O senhor de um braço só podia ser Harwood Stout, a boneca de neve, Barbrey Dustin. E um que estava mais perto da porta com a barba feita de pingentes de gelo devia ser o velho Terror-das-Rameiras Umber.
(ADWD, O vira-casaca)
Que escolha interessante de bonecos de neve para citar e assim chamar à atenção. No mesmo capítulo, especula-se que Manderly, Terror-das-Rameiras, Stout e a Senhora Dustin formam uma espécie de corrente humana para transmitir informações sobre os Starks (a sobrevivência de Bran e Rickon, com certeza) com o fim derradeiro de trazer a Senhora Dustin e os Ryswells para a secreta liga anti-Bolton.
Ainda mais intrigante é o fato de que isso também pode ser lido como um jogo de palavras que sugerem o apoio norte de Jon. Assim como Wylla Manderly proclama sua lealdade aos Starks durante a audiência de seu avô com Davos, dizendo que os Manderlys juravam ser sempre “homens Stark”, se Lord Wyman e seus co-conspiradores decidissem apoiar o decreto de Robb de nomear Jon seu herdeiro, eles seriam "homens de neve" [Snow men].
Outro conjunto de pistas em potencial está na escolha de músicas de Manderly durante a festa do casamento (ADWD, O príncipe de Winterfell). Por que Manderly quer que Abel contemple os Freys com uma música sobre o Rato Cozinheiro já foi discutido, mas qual das outras duas músicas ele pede pelo nome? Os tristes contos de Danny Flint e "A Noite que Terminou".
Fortenoite surgia em algumas das histórias mais assustadoras da Velha Ama. Tinha sido ali que o Rei da Noite reinou, antes de seu nome ter sido varrido da memória dos homens. Foi ali que o Cozinheiro Ratazana serviu ao rei ândalo seu empadão de príncipe e bacon, que as setenta e nove sentinelas mantiveram-se de vigia, que o bravo jovem Danny Flint foi violado e assassinado.
(ASOS, Bran IV)
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[Jon:] Mance alguma vez cantou Bravo Danny Flint?
[Tormund:] Não que eu me lembre. Quem era ele?
– Uma garota que se vestiu de menino para tomar o negro. Sua canção é triste e bonita. O que aconteceu com ela não foi. – Em algumas versões da canção, seu fantasma ainda caminhava pelo Fortenoite.
(ADWD, Jon XII)
Já foi teorizado que o elemento chave da história de Danny Flint que Manderly tem em mente é a farsa por meio de uma identidade falsa. Jeyne Poole é outra garota que finge ser alguém que não é e, embora o faça sob coação, seu destino é tão terrível quanto o de Danny Flint.
Manderly pode ter desvendado a falsa Arya? Como? Na verdade, duas falsas Aryas são analisadas e julgadas não convincentes - primeiro Jeyne por Theon (ADWD, Fedor II), depois Alys Karstark por Jon (ADWD, Jon IX). Theon percebe imediatamente que os olhos de Jeyne são castanhos, não cinza. Jon também verifica o cabelo e a cor dos olhos de Alys, que combinam com os de Arya, mas percebe que ela é velha demais para ser sua irmã mais nova. O mesmo vale para Jeyne, que era a melhor amiga de Sansa e, portanto, provavelmente da mesma idade dela, alguns anos mais velha que Arya. A questão é que o estratagema dos Bolton não é perfeito, e uma pessoa familiarizada com Arya pode identificar as discrepâncias. Existe alguém assim em Winterfell além de Theon?
Os Cerwyns são bons candidatos, em minha opinião. Eles moram a apenas meio dia de viagem de Winterfell (ACOK, Bran II) e pode-se esperar que tenham visitado os Starks com frequência suficiente para observar Arya de perto. O próprio Mance Rayder é outro, tendo supostamente aparecido em Winterfell durante o festim real em A Guerra dos Tronos com o propósito declarado de espiar. Harwin, se ele é realmente o misterioso homem encapuzado que Theon encontra. Outros senhores do Norte talvez também suspeitem, pois se interessariam em Arya pelas perspectivas de seu casamento.
Por fim, “A Noite que Terminou” é aparentemente uma música que comemora a última Longa Noite e a vitória da humanidade sobre os Outros.
Muito mais tarde, depois de todos os doces terem sido servidos e empurrados para baixo com galões de vinho de verão, a comida foi levada e as mesas encostadas às paredes para abrir espaço para a dança. A música tornou-se mais animada, os tambores juntaram-se a ela, e Hother Umber apresentou um enorme corno de guerra encurvado com faixas de prata. Quando o cantor chegou à parte de A Noite que Terminou, em que a Patrulha da Noite avançava ao encontro dos Outros na Batalha da Madrugada, deu um sopro tão forte que fez todos os cães latirem.
(ACOK, Bran III)
Em conjunto, a playlist de Manderly no casamento diz àqueles inteligentes o suficiente para ouvir que ele não está se deixando enganar pelas mentiras dos Bolton, ele já derramou sangue Frey às escondidas e seu lado será o vencedor no final. Há outra singularidade em sua seleção de músicas, no entanto. Uma que sugere novamente uma conexão com Jon. Todos as três cançoes são sobre a Patrulha da Noite.
O Rato Cozinheiro era um irmão negro que se vingou, e Danny Flint queria ser um. " A Noite que Terminou " apresenta a Patrulha em glorioso triunfo sobre os Outros, salvando o reino no processo. Certamente, há outras músicas sobre garotas bonitas disfarçadas e mentirosas recebendo sua punição, ou sobre vitórias Stark sobre os ândalos, selvagens ou homens de ferro que Manderly poderia ter pedido. A menos que ele (ou GRRM!) esteja, de fato, inserindo outro ponto muito sutil com isso: que Jon Snow não tenha sido esquecido pelos vassalos leais de seu falecido pai e irmão.
E há uma terceira referência a Jon! Quais são os nomes das duas garotas que tão comovente e retumbantemente falam do amor do Norte pelos Starks? Wylla Manderly e Lyanna Mormont. Pode ser simples coincidência que uma compartilhe um nome com a ama de leite de Jon (que Ned afirmou ser sua mãe) e a outro tenha o nome da verdadeira mãe biológica de Jon (assumindo R + L = J como verdadeiro). Uma vez que estamos falando das Crônicas de Gelo e Fogo , no entanto, eu digo que provavelmente não é coincidência.
Um último potencial prenúncio tem a ver com Stannis e sua campanha para ganhar o Norte.
Stannis estendeu uma mão, e seus dedos fecharam-se emvolta de uma das sanguessugas.
– Diga o nome – ordenou Melisandre.
A sanguessuga retorcia-se na mão do rei, tentando se prender a umde seus dedos.
– O usurpador – disse ele. – Joffrey Baratheon. – Quando atirou a sanguessuga no fogo, ela enrolou-se entre os carvões como uma folha de outono e incendiou-se.
Stannis agarrou a segunda.
– O usurpador – declarou, dessa vez mais alto. – Balon Greyjoy. – Deu-lhe um piparote ligeiro para dentro do braseiro […]
A última sanguessuga estava na mão do rei. Estudou aquela por ummomento, enquanto se contorcia entre seus dedos.
– O usurpador – disse por fim. – Robb Stark. – E atirou-a para as chamas.
(ASOS, Davos IV)
Joffrey, Balon e Robb morrem nas mãos de homens, cujos planos estão em andamento muito antes de Stannis realizar qualquer ritual, não porque sejam amaldiçoados magicamente ou porque R'hllor quer que seja assim. Para que serve Stannis queimando as sanguessugas? Em seu capítulo em A Dança dos Dragões, vimos Melisandre apostar pesado nas aparências como uma maneira de conservar sua influência, mantendo os homens admirados por sua aura de misticismo. Uma demonstração de poder, a fim de recuperar a confiança de Stannis, não seria ruim após a derrota desastrosa no Àgua Negra e, por mais risíveis que tenham sido suas interpretações sobre Azor Ahai, Melisandre consegue prever eventos de importância política em suas chamas, às vezes com detalhes e precisão impressionantes.
[Jon:] Outros senhores se declararam por Bolton também?
A sacerdotisa vermelha deslizou para mais perto do rei.
– Vi uma cidade com muralhas de madeira, ruas de madeira, cheia de homens. Estandartes se agitavam sobre suas muralhas: um alce, um machado de batalha, três pinheiros, machados de cabos longos cruzados sob uma coroa, uma cabeça de cavalo com olhos flamejantes.
– Hornwood, Cerwy n, Tallhart, Ryswell e Dustin – informou Sor Clayton Suggs. – Traidores, todos. Cãezinhos de estimação dos Lannister.
(ADWD, Jon IV)
Melisandre vê nas chamas que Joffrey, Balon e Robb não demorarão muito no mundo dos vivos e orquestra uma pequena farsa para Stannis; portanto, quando a notícia de suas mortes chegar até ele, sua crença nela e em suas habilidades será reforçada. Como tudo isso é relevante para a Grande Conspiração Nortenha? Lorde Bolton é chamado por alguns de Senhor Sanguessuga pelas sanguessugas que frequentemente usa para tratamentos de saúde.
[Roose:] Tem medo de sanguessugas, filha?
[Arya:] São só sanguessugas. Senhor.
– Meu escudeiro poderia aprender alguma coisa com você, ao que parece. Sangramentos frequentes são o segredo de uma vida longa. Um homem tem de se purgar do sangue ruim.
(ACOK, Arya IX)
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O quarto do senhor estava cheio de gente quando [Arya] entrou. Qyburn encontrava-se presente, bem como o severo Walton com seu camisão e grevas, além de uma dúzia de Frey, todos eles irmãos, meios-irmãos e primos. Roose Bolton estava na cama, nu. Sanguessugas aderiam à parte de dentro de seus braços e pernas e espalhavam-se por seu peito pálido, longas coisas translúcidas que se tornavam de um cor-de-rosa cintilante quando se alimentavam. Bolton não prestava mais atenção nelas do que em Arya.
(ACOK, Arya X)
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– O que você quer agora? – Gendry perguntou numa voz baixa e zangada.
[Arya:] Uma espada.
– O Polegar Preto mantém todas as lâminas trancadas, já lhe disse mais de cem vezes. É para o Senhor Sanguessuga?
(ACOK, Arya X)
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Os olhos de Harwin desceramdo rosto de Arya para o homem esfolado que trazia no gibão.
– Como é que me conhece? – disse, franzindo a testa, desconfiado. – O homem esfolado... quem é você, algum criado do Lorde Sanguessuga?
(Arya II, ASOS)
Qyburn, Jaime e a Senhora Dustin também observam a associação de Roose com sanguessugas (ASOS, Jaime IV / ADWD, O Príncipe de Winterfell). Figurativamente falando, Stannis está novamente queimando sanguessugas para se exibir em sua guerra contra os Boltons, esperando convencer os nortenhos a apoiarem sua tentativa pelo Trono de Ferro. Mas, assim como o teatro de Melisandre não resulta em nada além de aprofundar a confiança de Stannis nela, os experimentos de Stannis em A Dança dos Dragões podem ser inúteis caso outro Stark seja proclamado rei no norte. E há uma dica de que isso acontecerá.
A voz de Melisandre era suave. – Lamento, Vossa Graça. Isso não é um fim. Mais falsos reis irão se erguer em breve para tomar a coroa daqueles que morreram.
– Mais? – Stannis parecia comvontade de esganá-la. – Mais usurpadores? Mais traidores?
– Vi nas chamas.
(ASOS, Davos V)
Em A Dança dos Dragões, mais reis falsos parecem ter substituído os que morreram, como profetiza Melisandre. Tommen assume a coroa de Joffrey e Euron a de Balon. E a coroa de Robb? Quem é o novo rei do norte?
Roose pode ter algumas ambições por lá (ADWD, O Príncipe de Winterfell), mas ele ainda não desafiou o Trono de Ferro ou os Lannisters, que o nomearam Protetor do Norte. De qualquer forma, é improvável que ele pudesse ganhar o apoio dos nortenhos, que prefeririam que um Stark os governasse. Pessoalmente, acho que a opção mais dramática para o próximo usurpador e traidor é Jon, que ganhou o respeito relutante de Stannis por um conselho honesto e pode continuar tendo discussões tensas (leia-se: divertidas!) com ele, de uma maneira que Rickon, de cinco anos de idade, bem, realmente não conseguiria.

Um tempo para lobos

Uma objeção comum à Grande Conspiração Nortenha é que, por mais persuasivo que seja, é otimista demais acreditar que GRRM permitirá que os Starks e seus aliados triunfem. Afinal, ele ganhou reputação por subverter clichês de fantasia de bem vs. Mal, e por matar ou mutilar personagens amados enquanto saboreia as lágrimas amargas de seus leitores.
GRRM é realmente tão pouco convencional? A morte de Ned Stark em A Guerra dos Tronos é frequentemente citada como o momento em que a ASOIAF rompe com as tradições de gênero, transcendendo a tendência juvenil da fantasia por finais de contos de fadas cortando a cabeça do protagonista. No entanto , eu argumentaria que não apenas os críticos da fantasia são os culpados por estereotipar e simplificar outros trabalhos como Senhor dos Anéis a ponto de não fazer sentido, em uma demonstração de memória seletiva. A própria estrutura narrativa da ASOIAF disfarça o fato de que Ned nunca foi o herói da história de GRRM, para começo de conversa.
Ned é uma figura paterna, um mentor protetor e guia do tipo que quase sempre morre, às vezes antes de o primeiro ato de uma fantasia épica terminar (vide Obi-wan Kenobi). As crianças Stark nunca se desenvolveriam de verdade por si mesmas, a menos que o “porto seguro” Ned fosse removido, assim como Harry Potter não pôde depender de Dumbledore em seu confronto final com Voldemort. Dadas as habilidades de vidente verde de Bran, Ned pode até aparecer do além-túmulo para transmitir sabedoria ou divulgar segredos como fizeram Obi-wan e Dumbledore. Tudo isso é bastante convencional. GRRM é simplesmente um mestre da desorientação, e sua manipulação é evidente em muitas das grandes reviravoltas de ASOIAF.
Robb? Nunca teve um ponto de vista. Contos da carochinha sobre reinos perdidos por coisas pequenas são tão comuns quanto as sagas de reis guerreiros heróicos vitoriosos em conquista. As lendas arturianas, por exemplo, contam sobre a fundação da utópica Camelot e a morte de Arthur nas mãos de seu filho bastardo com sua meia-irmã, e sua rainha fugindo com um de seus cavaleiros.
GRRM explora inteligentemente o desejo do leitor de ver Ned vingado. Os Starks se reúnem para distrair os leitores para o prenúncio da morte de Robb no sonho de Theon (com um banquete de mortos em Winterfell) e as visões de Dany na Casa dos Imortais, ambos em A Fúria dos Reis.
Portanto, se a previsibilidade no desdobramento de um enredo não serve como teste para teoria dos fãs, em quais critérios os leitores da ASOIAF podem confiar? Penso que a questão-chave que deve ser colocada em qualquer especulação é: "como isso faz a história avançar?"
A Guerra dos Cinco Reis está marcada pelas mortes de Ned e Robb, a primeira instigando o conflito e a segunda efetivamente encerrando-o – ou pelo menos limpando a lousa para a próxima rodada. Por outro lado, em minha opinião, é narrativamente fraca a ideia de que Jon Snow está permanentemente morto e que seu assassinato levará à queda da Muralha, pensando-se que o atentado sozinho seja capaz de trazer caos a Castelo Negro, pois assim também perderemos Jon como personagem pelo resto da série, tornando inúteis todas aquelas páginas gastas em fazer dele indivíduo e não um simples instrumento do enredo.
Voltando finalmente à Grande Conspiração Nortenha, o que vejo como um dos principais problemas de GRRM em Os Ventos do Inverno é que, depois de cinco livros e quase duas décadas, os Outros ainda não causaram muito impacto. O apocalipse dos zumbis de gelo prometido no prólogo de A Guerra dos Tronos é bom acontecer em breve ou GRRM pode ser justamente acusado de deixar sua história inchar até ficar anticlimática.
Além disso, quando os Outros invadirem inevitavelmente Westeros, eles devem fazê-lo com poder devastador, a fim de estabelecer sua credibilidade como uma ameaça ao reino. No entanto, como pode o Norte, nas condições em que se encontra em A Dança dos Dragões – já devastado pela guerra e pelo inverno, dividido pela política e pelos conflitos de sangue, além de amplamente ignorante do perigo para-lá-da-Muralha –, suportaria realisticamente esse ataque? E as casas do norte, assim como os homens, devem sobreviver em número significativo.
Caso contrário, a tarefa de vencer a Batalha da Alvorada recairá inteiramente sobre Dany, seus dragões, quaisquer forças que a acompanhem de Essos e quaisquer senhores do sul que possam ser convencidos a prestar atenção nela. Acho essa uma perspectiva bastante desagradável, sem mencionar tematicamente inconsistente com o título da série, em que apenas os seres inumano feitos de gelo desempenham papéis principais.
Se for verdade, a Grande Conspiração Nortenha tem o benefício de rapidamente unificar o Norte novamente sob o comando dos Starks, que provavelmente serão liderados por Jon como o mais velho e com mais experiência militar aparente. Isso não recupera magicamente as baixas sofridas pelo Norte durante a guerra, nem produz colheitas para alimentar seu povo faminto e com frio (a menos que Sansa conquiste o Vale), mas garante que as Casas do norte viverão para, em minha opinião, participar do objetivo final de ASOIAF.
As bases para um ressurgimento Stark foram lançadas durante Festim e Dança. Os senhores do rio derrotados estão descontentes e os nortenhos mantêm fé nos Stark. Os Frey são párias para inimigos e aliados, enquanto os Lannisters estão em declínio ignominioso; O legado de Tywin compara-se pejorativamente ao de Ned, apesar da conveniência política do primeiro ser elogiada em detrimento do idealismo rígido do último. Parece que a honra muitas vezes ridicularizada de Ned alcançou uma vitória póstuma, o amor misturado com um respeito saudável provando ser uma influência muito mais duradoura sobre as pessoas do que um reino garantido pelo medo e pela força, que não apenas morre com você, mas também transforma seus filhos em herdeiros inadequados .
Além disso, a mera existência de um complô para coroar Jon não significa que ele será rei no norte. Por acaso, acho que o maior problema nos planos que especula-se que os nortenhos têm é que, após a devida consideração, Jon recusará categoricamente a legitimação e os títulos oferecidos. Considerando que ele seja filho de Lyanna e Rhaegar e que isso o põe como o herdeiro Targaryen do trono de ferro antes mesmo de Dany, seria bastante estranho Jon ser formalmente reconhecido como o rei Stark do norte separatista; Um imperativo dramático exige que Jon seja livre para aceitar o governo de todos os Westeros, quer ele o faça ou não. Jon ouvir a intenção de Robb de reconhecê-lo um verdadeiro filho de seu pai é suficiente para completar o arco de personagens discutido na Parte 1, e os Starks sobreviventes se aliariam a Jon, independentemente de como ele fosse estilizado, por ainda serem um alcatéia.
Não há necessidade de provar o vínculo de afeto de Jon e Arya. Ao resolver a disputa pelas terras de Hornwood, Bran prefere nomear herdeiro bastardo de Lorde Hornwood tendo Jon em mente (ACOK, Bran II). Enquanto isso, Sansa ficou completamente desiludida com o futuro como rainha e quer apenas ir para casa em Winterfell, a salvo de homens que desejam seu dote. É irônico, então, que Jon é um cavaleiro direto das canções outrora queridas de Sansa, pois é um príncipe oculto, cavalheiresco e verdadeiro, seu papel confirmado pela execução que fez de Janos Slynt. Não importa as maldades infantis que Sansa fez a Jon para agradar sua mãe e decorrentes de um senso de adequação, ela pensa com carinho nele agora e entende melhor como ser um bastardo o afeta.
Lorde Slynt, o da cara de sapo, sentava-se ao fundo da mesa do conselho, usando um gibão de veludo negro e uma reluzente capa de pano de ouro, acenando com aprovação cada vez que o rei pronunciava uma sentença. Sansa fitou duramente aquele rosto feio, lembrando-se de como o homem atirara o pai ao chão para que Sor Ilyn o decapitasse, desejando poder feri-lo, desejando que algum herói lhe atirasse ao chão e lhe cortasse a cabeça. Mas uma voz em seu interior sussurrou: Não há heróis.
(AGOT, Sansa VI)
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[Sansa] havia séculos que não pensava em Jon. Era apenas seu meio-irmão, mesmo assim... Com Robb, Bran e Rickon mortos, Jon Snow era o único irmão que lhe restava. Agora também sou bastarda, como ele. Oh, seria tão bom voltar a vê-lo. Mas estava claro que isso nunca poderia acontecer. Alayne Stone não tinha irmãos, ilegítimos ou não.
(AFFC, Alayne II)
E Rickon?
A procissão passara a não mais de um pé do local que lhe fora atribuído no banco, e Jon lançara um intenso e demorado olhar para todos eles. O senhor seu pai viera à frente, acompanhando a rainha. [...]Em seguida, veio o próprio Rei Robert, trazendo a Senhora Stark pelo braço. [...] Depois vieram os filhos. Primeiro o pequeno Rickon, dominando a longa caminhada com toda a dignidade que um garotinho de três anos é capaz de reunir. Jon teve de incentivá-lo a seguir, quando Rickon parou ao seu lado.
(AGOT, Jon I)
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Bran bebeu da taça do pai outro gole do vinho com mel e especiarias, [...] e se lembrou da última vez que tinha visto o senhor seu pai beber daquela taça.
Havia sido na noite do banquete de boas-vindas, quando o Rei Robert trouxera a corte a Winterfell. Então, ainda reinava o verão. Seus pais tinham dividido o estrado com Robert e sua rainha, com os irmãos dela a seu lado. Tio Benjen também estivera lá, todo vestido de preto. Bran e os irmãos e irmãs tinham se sentado com os filhos do rei, Joffrey, Tommen e a Princesa Myrcella, que passou a refeição inteira olhando Robb com olhos de adoração. Arya fazia caretas do outro lado da mesa quando ninguém estava olhando; Sansa escutava, em êxtase, as canções de cavalaria que o grande harpista do rei cantava, e Rickon não parava de perguntar por que motivo Jon não estava com eles.
– Porque é um bastardo – Bran teve de segredar-lhe por fim.
(ACOK, Bran III)
Jon tem duas vantagens adicionais sobre qualquer pessoa de fora para conseguir que Rickon o obedeça: 1) Fantasma, que pode subjugar Cão Felpudo. 2) Sua semelhança com Ned, de quem Rickon provavelmente se lembra como seu pai de tempos mais felizes. Assim como a semelhança de Sansa com Catelyn leva Mindinho a uma falsa sensação de segurança, a aparência de Jon pode reforçar sua posição como uma figura de autoridade para Rickon.
Em resumo, sinto que há boas chances de que o primeiro ato do rei Bran ou Rickon, da rainha Sansa ou de Arya seja nomear Jon seu conselheiro, confiável acima de todos os outros, e dê a ele o comando estratégico de seus exércitos, ou se não legitimá-lo como um Stark conforme os últimos desejos de Robb. E, francamente, a noção de que Stannis, Mindinho ou Manderly possamem convencer os Starks a uma disputa de sucessão mesquinha quando Jon é claramente o mais qualificado para liderar o Norte em uma segunda Longa Noite me parece implausível, contradizendo a caracterização estabelecida e a dinâmica familiar.
O que me leva à outra objeção comum a todas as variações de Jon como rei. Jon é honrado demais para quebrar seus votos, certo? Também usurpar os lugares de direito de seus irmãos enquanto eles estão vivos!
Lembremos a lição que Qhorin Meia-mão ensina a Jon: "Nossa honra não significa mais que nossas vidas, desde que o reino esteja seguro". (ACOK, Jon VII) No final de Dança dos Dragões, Jon resolveu fazer o que considerava certo e condenar o que as pessoas dizem sobre ele.
– Tem minha palavra, Lorde Snow. Retornarei com Tormund ou sem ele. – Val olhou o céu. A lua estava meio cheia. – Procure por mim no primeiro dia da lua cheia.
– Procurarei. – Não falhe comigo, pensou, ou Stannis terá minha cabeça. “Tenho sua palavra de que manterá nossa princesa por perto?”, o rei dissera, e Jon prometera que sim. Mas Val não é nenhuma princesa. Disse isso a ele meia centena de vezes. Era uma desculpa fraca, um triste farrapo enrolado em sua palavra quebrada. Seu pai nunca teria aprovado aquilo. Sou a espada que guarda os reinos dos homens, Jon recordou-se, no fim, isso deve valer mais do que a honra de um homem.
(Jon VIII, ADWD)
Apesar de sua aparência essencialmente Stark, Jon não é um clone de Ned, o qual, de todo modo, confessou uma traição que não cometeu, a fim de poupar a vida de Sansa e quase completsmente só sustenta a maior mentira da série em nome de Jon (supondo que R+L=J), por muitos anos antes disso. O entendimento de Jon sobre obrigações, juradas ou não, sempre foi flexível, porque sua própria existência é a prova de que o mais honroso dos homens pode falhar em seu dever. Se Ned, seu modelo de comportamento, não pode cumprir seus votos de casamento, como Jon pode esperar ser melhor, já que é um bastardo?
Depois de seu período com Meia-mão e Ygritte, a tarefa sísifa original de Jon, de alcançar padrões de honra impossivelmente altos, transformou-se em uma dedicação firme ao mais alto mandamento da Patrulha da Noite – ou seja, defender o reino contra os Outros. Existem inegáveis complicações emocionais por parte de Jon ao lidar com o Norte, já que ele não pode reprimir totalmente suas preocupações com a família e o lar, mas assumir o comando de nortenhos que não querem dobrar os joelhos para Stannis garantirá que o Muralha receba reforços e suprimentos necessários. Jon consideraria sua honra pessoal mais importante do que isso? Eu duvido.
Isso tudo, é claro, pressupõe que a Patrulha da Noite continue a existir de alguma forma após o fiasco do assassinato de Bowen Marsh, o que de maneira alguma é certo que ocorrerá.
Que a última cena de Jon em Dança dos Dragões faz paralelo com a morte de Júlio César é uma ideia amplamente aceita. Agora, considere que os senadores que mataram César, em vez de salvar a república romana de um tirano, precipitaram sua queda, descobrindo, para seu choque, que o povo não estava particularmente agradecido pelo assassinato de um líder popular, embora cometido em seu nome.
Guerras civis se seguiram, um império surgindo das ruínas. Ainda não se sabe se Jon é Otaviano / Augusto nesta reconstituição na fantasia. Ele tem à sua disposição um exército pessoal – depois de inconscientemente se tornar rei dos selvagens na ausência de Mance Rayder –e um contrato com o Banco de Ferro (ao que tudo indica).
Concluindo, passo a proibir que discussões posteriores a esta teoria de argumentem que uma conspiração para coroar Jon Rei do Norte esteja fora do mão para os (hipotéticos) conspiradores e os pretendentes Stark para Winterfell ou para GRRM, devido a sua aversão crônica a clichês. Ambas as afirmações foram usadas para descartar a teoria sem abordar as evidências que sustentariam a falta de substância, especialmente tendo em vista a maleabilidade de personagens e tropes nas mãos de um bom escritor (o que eu acredito que a maioria dos fãs da ASOIAF confia que o GRRM seja). Todo mundo deseja a ele boa sorte com Os Ventos do Inverno!
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2020.03.28 03:40 altovaliriano A Grande Conspiração Nortenha - Parte 5

Texto original: https://zincpiccalilli.tumblr.com/post/53134866390
Autores: Vários usuários do Forum of Ice and Fire, mas compilado por Yaede.
Índices de partes traduzidas: Parte 1, Parte 2, Parte 3, Parte 4, Parte 5, Parte 6

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Novamente, eu ergo montanhas sobre montículos nesta parte e na próxima, presumindo que tudo o que fazem os homens do norte em Winterfell, especialmente Lorde Manderly, é suspeito.

O Norte: Homens Stark

Wyman Manderly, um Operador Sutil

Anteriormente, eu teorizei que Manderly poderia saber sobre Robb ter escolhido Jon para sucedê-lo como Rei do Norte de Robett Glover, que por sua vez ouve as notícias de seu irmão mais velho Galbart, desapareceu no Gargalo com Maege Mormont, ambos testemunhas do decreto de Robb (ASOS, Catelyn V). No entanto, Manderly jurou se declarar por Stannis caso Davos traga Rickon e Cão Felpudo de volta de Skagos? Rickon não seria redundante se Manderly pretendesse reconhecer Jon como seu rei?
A promessa de Manderly a Davos não é tão hermética quanto parece, para começar.
– [Wex] sabe para onde [Osha e Rickon] foram – Lorde Wyman disse.
Davos entendeu.
– Você quer o menino.
– Roose Bolton tem a filha de Lorde Eddard. Para impedi-lo, Porto Branco precisa ter o filho de Ned... e o lobo gigante. O lobo provará que o menino é quem dizemos que é, se Forte do Pavor tentar negar. Este é meu prêmio, Lorde Davos. Contrabandeie-me meu senhor suserano, e eu tomarei Stannis Baratheon como meu rei.
(ADWD, Davos IV)
Em primeiro lugar, observe que Manderly não especifica Rickon pelo nome, mas diz "suserano", deixando Davos concluir pelo contexto qual dos filhos de Ned ele quer dizer. Mesmo que ele não saiba nada sobre Jon, ele fica sabendo por Wex que Bran também sobreviveu ao saque de Winterfell. Sendo irmão mais novo, Rickon não pode ser Lorde de Winterfell antes de Bran, que não é desqualificado por sua deficiência (ou ser uma árvore!) E, até onde sabemos, não abdicou ou morreu. Então, com essas complicações, quem é o suserano de Manderly?
Em segundo lugar, Manderly não fala em nome de Porto Branco, mas em seu próprio nome. O que acontecerá com seu acordo com Davos, que não foi jurado aos deuses antigos ou aos novos, se Manderly morrer e seu filho, Wylis, o suceder como senhor? Manderly deliberadamente provoca os Freys em Winterfell às vias de fato durante o último POV de Theon. Sobre a morte de Pequeno Walder, ele comenta: “Embora talvez isso tenha sido uma bênção. Se vivesse, teria crescido para ser um Frey”. Especula-se que Manderly não espera voltar de Winterfell vivo, assim como os homens do clã que marcham com Stannis preferem morrer banhados em sangue Bolton do que para as adversidades do inverno (ADWD, O Prêmio do Rei). A palavra que Lorde Wyman deu a Davos, sobre a qual Wylis pode negar conhecimento com sinceridade, é nula e sem efeito?
O Norte está prestes a enfrentar o pior inverno de muitas gerações, com um gelado apocalipse zumbi pra completar, após a morte de milhares de homens na Guerra dos Cinco Reis, fortalezas e colheitas arruinadas pela ocupação inimiga, sem expectativas de ajuda do Trono de Ferro, absortos como os sulistas estão em seus jogos de poder. Não é hora para os garotos-senhores, que são a ruína de qualquer casa, mesmo segundo Roose Bolton (ADWD, Fedor III). No entanto, se Jon for rei, certamente não faria mal para ele ter um herdeiro, já que é improvável que ele traga o seu próprio, pois jurou não tomar esposa ou ter filhos.
Manderly é capaz de tais truques? De tal traição? Todo o incidente das tortas de Frey sugere isso, em minha opinião.
[Davos] esperava ouvir Lorde Wyman falar, E agora eu me declaro pelo Rei Stannis, mas, em vez disso, o homem gordo sorriu um estranho sorriso cintilante e disse:
– Agora tenho um casamento para assistir. Sou gordo demais para subir em um cavalo, como qualquer homem com olhos pode ver claramente. [...]. Meu corpo tornou-se uma prisão mais lúgubre do que a Toca do Lobo. Mesmo assim, preciso ir para Winterfell. Roose Bolton me quer de joelhos, e sob o veludo da cortesia mostra a cota de malha de ferro. Preciso ir de barcaça e de liteira, cercado por uma centena de cavaleiros e por meus bons amigos das Gêmeas. Os Frey vieram pelo mar. Não têm cavalos com eles, então devo presentear cada um deles com um palafrém como presente de convidado. Os anfitriões ainda dão presentes de convidados no Sul?
– Alguns dão, meu senhor. No dia da partida dos convidados.
– Talvez você entenda, então.
(ADWD, Davos IV)
Manderly não tem escrúpulos em observar cuidadosamente a literalidade das leis da hospitalidade, mas violar seu espírito. Ele faz gestos amigáveis aos Freys e os mata assim que seus presentes de convidado o libertam de suas obrigações de anfitrião.
O Senhor de Porto Branco fornecera a comida e a bebida, [...]. Os convidados do casamento se fartaram em [...] três grandes tortas de casamento [...]. Ramsay cortou as fatias com sua cimitarra, e Wyman Manderly serviu pessoalmente, oferecendo as primeiras porções fumegantes para Roose Bolton e sua gorda esposa Frey, as seguintes para Sor Hosteen e Sor Aenys, filhos de Walder Frey.
– A melhor torta que já provaram, meus senhores – o gordo senhor declarou. – Empurrem tudo para baixo com um dourado da Árvore e apreciem cada pedaço. Eu sei que vou.
Fiel à sua palavra, Manderly devorou seis porções, duas de cada uma das três tortas […]
O Senhor de Porto Branco era a imagem perfeita do gordo feliz, gargalhando, sorrindo, brincando com os outros senhores e batendo em suas costas, pedindo aos músicos esta ou aquela canção.
– Nos dê A noite que terminou, cantor – gritou. – A noiva gostará desta, eu sei. Ou cante para nós os feitos do bravo jovem Danny Flint, e nos faça chorar. – Ao olhá-lo, era possível pensar que era ele o recém-casado.
– Está bêbado – disse Theon. [...] Lorde Manderly estava tão bêbado que pediu quatro homens fortes para ajudá-lo a sair do salão.
– Devíamos ouvir uma canção sobre o Rato Cozinheiro – ele murmurou, enquanto passava cambaleando por Theon, apoiado em seus cavaleiros. – Cantor, dê-nos uma canção sobre o Rato Cozinheiro.
(ADWD, O Príncipe de Winterfell)
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O Cozinheiro Ratazana tinha feito com o filho do rei ândalo um grande empadão com cebolas, cenouras, cogumelos, montes de pimenta e sal, uma fatia de bacon e um escuro vinho tinto de Dorne. Depois, serviu-o ao pai dele, que elogiou o sabor e pediu para repetir. Mais tarde, os deuses transformaram o cozinheiro numa monstruosa ratazana branca que só podia comer os próprios filhos. Desde então, vagueava por Fortenoite, devorando os filhos, mas sua fome ainda não estava saciada.
– Não foi por assassinato que os deuses o amaldiçoaram – dizia a Velha Ama – nem por servir ao rei ândalo o filho num empadão. Um homem tem direito à vingança. Mas matou um hóspede sob o seu teto, e isso os deuses não podem perdoar.
(ASOS, Bran IV)
No banquete de casamento, Manderly zomba maliciosamente de seus inimigos bem diante de suas caras, brincando com a ignorância do que ele fez. Além disso, ao fornecer a comida e a bebida, Lorde Wyman garante que ele e seus co-conspiradores não violem o direito de hóspede, que é uma forma de confiança mútua entre anfitrião e hóspede. De qualquer forma, ele tem alguma margem de manobra, porque provavelmente ainda considera Winterfell a casa dos Starks. Os deuses não puniriam mais intensamente Manderly por matar Boltons e Freys do que a Roose por enforcar as duas dúzias de posseiros encontrados no castelo, quando ali chegaram (ADWD, O Príncipe de Winterfell).
No entanto, o subterfúgio de Manderly não para por aí. Ele faz conluio com Mance Rayder e suas esposas de lança. Eles se encontraram na estrada, e Mance diz a Manderly que ele procura um caminho para Winterfell para roubar a noiva de Ramsay em nome de Jon Snow, o irmão dela. Sendo os vassalos mais meridionais dos Stark, tanto geográfica quanto historicamente, os Manderlys não sofrem tanto com ataques selvagens quanto, por exemplo, os Umbers e estariam melhor dispostos a ter o Povo Livre como aliados.
Perto do palanque, Abel arranhava seu alaúde e cantava Belas donzelas do verão. Ele se chama de bardo. Na verdade, é mais um cafetão. Lorde Manderly trouxera músicos de Porto Branco, mas nenhum era cantor, então, quando Abel apareceu nos portões com um alaúde e seis mulheres, fora mais do que bem-vindo.
(ADWD, O Príncipe de Winterfell)
Que coincidência que Lorde Manderly, que sempre pensa em tudo, não trouxe cantores para as festividades! Estranho, porque no banquete da colheita em Winterfell, alguns livros atrás, ele tem músicos e um cantor em sua procissão, com um malabarista para completar.
Os músicos de Lorde Wyman tocavam com bravura e bem, mas a harpa, a rabeca e a trompa foram em breve afogadas por uma maré de conversas e risos, o tinir de taças e pratos, e os rosnados de cães que lutavam pelos restos. O cantor cantava boas canções, Lanças de Ferro, O Incêndio dos Navios e O Urso e a Bela Donzela, mas só Hodor parecia estar ouvindo. [...]
(ACOK, Bran III)
Eu não acredito em tais coincidências. Manderly – que já decidiu assassinar Jared, Symond e Rhaegar Frey no momento em que conversa com Davos – provavelmente planeja prepará-los em tortas, servi-los aos seus parentes e pedir uma música sobre o Rato Cozinheiro. O que – a menos que ele queira cantar a música – exigiria um ou dois bardos.
Mance não é o único em Winterfell com quem Manderly tem um acordo prévio. Antes do mesmo banquete da colheita, Manderly levanta a idéia de construir uma frota de navios de guerra para Bran, Ser Rodrik e Meistre Luwin.
Além de uma casa de cunhagem, Lorde Manderly também propôs construir uma frota de guerra para Robb.
– Há centenas de anos que não temos força no mar, desde que Brandon, o Incendiário, tocou fogo nos navios do pai. Concedam-me o ouro necessário, e ainda este ano porei para flutuar galés em número suficiente para tomar tanto Pedra do Dragão como Porto Real.
(ACOK, Bran II)
Sor Rodrik e Meistre Luwin não se comprometem inicialmente, prometendo apenas conversar com Robb sobre o assunto, mas Sor Rodrik logo tem uma idéia.
Hother [Umber, Terror das Rameiras] queria navios. [...]
Sor Rodrik puxou as suíças:
– Vocês têm florestas de pinheiros altos e velhos carvalhos. Lorde Manderly tem construtores navais e marinheiros com fartura. Juntos, deveriam ser capazes de pôr na água dracares em número suficiente para defender as costas de ambos.
– Manderly? – Mors Umber [Papa Corvos] fungou. – Esse grande saco bamboleante de banha? [...]
– Ele é gordo – admitiu Sor Rodrik –, mas não é bobo. Irá trabalhar com ele, caso contrário o rei ficará sabendo o por quê. E , para espanto de Bran, os truculentos Umber concordaram em fazer o que ele ordenava, embora não sem resmungos.
(ACOK, Bran II)
Em A Dança dos Dragões, a frota está construída.
Passo do Castelo era uma rua com degraus, um largo caminho de pedra branca que levava da Toca do Lobo, pela água, até Castelo Novo, em sua colina. Sereias de mármore, com vasilhames de óleo de baleia queimando aninhados nos braços, iluminavam o percurso enquanto Davos subia. Quando alcançou o topo, virou-se para olhar para trás. De onde estava, podia ver os portos. Ambos. Atrás do quebra-mar, o porto interno estava repleto de galés de guerra. Davos contou vinte e três. Lorde Wyman era gordo, mas não era negligente, ao que parecia.
(ADWD, Davos II)
E não há a menor sugestão de que Roose saiba alguma coisa sobre isso. Ou seja, Terror das Rameiras ainda não lhe disse: “Fico pensando o que o Lorde Lampréia fez com toda a madeira que cortamos para ele. Deveríamos ter construído galés de guerra juntos”. Uma explicação seria que, apesar de Terror das Rameiras ter tomado partido dos Boltons e Papa Corvos o de Stannis, os Umbers ainda estão de fato trabalhando com Manderly.
Uma vez em Winterfell, Manderly tem nova oportunidade de conspirar.
[Roose:] "Alguém está matando meus homens." [...]
– Temos que olhar para Manderly – murmurou Sor Aeny s Frey. – Lorde Wyman não tem amor por nenhum de nós.
[Roger] Ryswell não estava convencido.
– Ele, no entanto, ama seus bifes, costelas e tortas de carne. Rondar o castelo na escuridão exigiria que deixasse a mesa. O único momento em que faz isso é quando procura a latrina para uma de suas longas horas agachado.
– Não afirmo que Lorde Wyman agiu por conta.
(ADWD, Um fantasma em Winterfell)
Ah- ha! Lord Manderly tem feito reuniões secretas pró-Stark sob o disfarce de visitar a privada? XD
Bem, talvez não (risadas). Falando sério, nessa mesma cena, Frey ressalta que Manderly chegou a Winterfell com trezentos homens, um terço dos quais são cavaleiros. Ele pode empregar seus funcionários de confiança para passar mensagens, bem como usar suas conexões já estabelecidas com os selvagens e os Umbers (embora os primeiros tenham quase certeza de ter segundas intenções). A lista completa de Casas que compareceram ao casamento, excluindo-se a Senhora Dustin e seu séquito, é a seguinte:
Estandartes estavam pendurados nas torres quadradas, batendo com o vento; o homem esfolado de Forte do Pavor, o machado de batalha dos Cerwyn, os pinheiros dos Tallhart, o tritão dos Manderly, as chaves cruzadas do velho Lorde Locke, o gigante dos Umber, a mão de pedra dos Flint e o alce dos Hornwood. Dos Stout, listras bifurcadas castanhoavermelhadas e douradas; dos Slate, um campo cinza com duas bordas estreitas brancas. Quatro cabeças de cavalo proclamavam os quatro Ryswell dos Regatos; uma cinza, uma negra, uma dourada e uma marrom. A brincadeira era que os Ryswell não conseguiam concordar nem sobre as cores de suas armas. Acima deles, pairava o veado-e-leão do garoto que se sentava no Trono de Ferro, a milhares de quilômetros de distância.
(ADWD, Fedor III)
Manderly e os Lockes estão em contato desde antes da chegada de Davos em White Harbor. Há um Locke na corte de Manderly, identificável por seu brasão, embora não tenha nome e, portanto, tenha parentesco incerto com Lorde Locke. Esse homem não está contra Roose, mas acha que Ramsay é um psicopata e prefere não vê-lo governar o norte. Mais uma vez, Ramsay é um grande fardo para a Casa Bolton. Um que Manderly e sua facção podem explorar:
[Frey:] Qualquer que seja o nome, ele logo estará casado com Arya Stark. Se você quer ser fiel à promessa, faça aliança com ele, pois ele será o Senhor de Winterfell.
[Wylla:] – Ele jamais será meu senhor! Ele obrigou a Senhora Hornwood a se casar com ele, então a trancou em um calabouço e a fez comer seus dedos.
Um murmúrio tomou conta da Corte do Tritão.
– A donzela diz a verdade – declarou um homem atarracado, em branco e púrpura, cujo manto era preso por um par de chaves de bronze cruzadas. – Roose Bolton é frio e astuto, sim, mas um homem pode lidar com Roose. Todos conhecemos piores. Mas esse filho bastardo dele... dizem que é louco e cruel, um monstro.
(Davos III, ADWD)
Os Hornwoods, é claro, têm boas razões para odiar Ramsay por ter torturado e assassinado sua Senhora viúva. Eles, assim como os Cerwyns e Tallharts, têm outros pontos para acertar com pai e filho, no entanto. Ramsay traiçoeiramente matou seus homens junto com Sor Rodrik no saque a Winterfell. Entre os mortos apresentados a Theon estão o herdeiro de Lord Cerwyn, Cley, e o irmão de lorde Tallhart, Leobald. Como se isso não bastasse, foram novamente homens de Hornwood, Cerwyn e Tallhart que Roose entregou aos Lannisters e Tyrells em Valdocaso. Sor Helman Tallhart, mestre da Praça de Torrhen, foi morto nessa batalha.
Por fim, uma coluna de homens a cavalo apareceu, saída da fumaça que pairava no ar. À cabeça vinha um cavaleiro com uma armadura escura. Seu elmo arredondado brilhava num vermelho lúgubre, e um manto rosa-claro caía de seus ombros. Parou o cavalo junto ao portão principal, e um de seus homens gritou para que o castelo se abrisse.
– São amigos ou inimigos? – berrou-lhes Lorren Negro.
– Traria um inimigo tão bons presentes? – O Elmo Vermelho fez um sinal com a mão, e três cadáveres foram despejados à frente dos portões. Um archote foi brandido por cima dos corpos, para que os defensores no topo das muralhas pudessem ver o rosto dos mortos.
– O velho castelão – disse Lorren Negro.
– Com Leobald Tallhart e Cley Cerwyn – o jovem senhor fora atingido no olho por uma flecha, e Sor Rodrik perdera o braço esquerdo, do cotovelo para baixo.
(Theon VI, ACOK)
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[Varys:] Ontem de madrugada, o nosso bravo Lorde Randyll apanhou Robett Glover nos arredores de Valdocaso e encurralou-o contra o mar. As perdas foram pesadas de ambos os lados, mas no fim os nossos leais homens prevaleceram. Dizem que Sor Helman Tallhart está morto, bem como mais de mil homens. Robett Glover volta a Harrenhal comos sobreviventes, em sangrenta desordem, sem sonhar que irá encontrar atravessados no caminho o valente Sor Gregor e seus bravos.
(Tyrion III, ASOS)
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Os portões de Valdocaso estavam fechados e trancados. [...]Quando a aurora rebentou, os guardas apareceram nos baluartes. Os agricultores subiram para seus carros e sacudiram as rédeas. Brienne também montou […]
Os guardas mandavam as carroças passar quase sem olhar [...] [O capitão] fez um gesto para os guardas. – Deixem-na passar, rapazes. É uma garota.
O portão abria-se para uma praça de mercado, onde aqueles que tinham entrado antes dela descarregavam [...] Outros vendiam armas e armaduras, e muito barato, a julgar pelos preços que gritavam quando ela passava. Os saqueadores chegaram com as gralhas pretas depois de todas as batalhas. [...]Também se arranjava roupa: botas de couro, mantos de peles, sobretudos manchados com rasgões suspeitos. Conhecia muitos dos símbolos. O punho coberto de cota de malha [Glover], o alce [Hornwood], o sol branco [Karstark], o machado de lâmina dupla [Cerwyn], todos eram símbolos do Norte.
(AFFC, Brienne II)
Infelizmente para os Boltons, se os Hornwoods, Cerwyns e Tallharts ainda não perceberam quem é responsável por seus infortúnios, Manderly pode informa-los (e certamente o fará).
Davos tentou se lembrar das histórias que ouvira.
– Winterfell foi capturado por Theon Greyjoy, que fora protegido de Lorde Stark. Ele condenou os dois filhos mais jovens de Stark à morte e colocou suas cabeças sobre as muralhas do castelo. Quando os nortenhos vieram derrubá-lo, passou o castelo inteiro pela espada, até a última criança, antes de ser morto pelo bastardo de Lorde Bolton.
– Não morto – disse Glover. – Capturado e levado para Forte do Pavor. O Bastardo vem esfolando-o.
Lorde Wyman assentiu.
– A história que você ouviu é a que todos nós escutamos, tão cheia de mentiras quanto um pudim de passas. Foi o Bastardo de Bolton quem passou Winterfell pela espada... Ramsay Snow, ele se chamava então, antes do rei menino torná-lo um Bolton. [...], não verdadeiramente, mas pensam que precisamos fingir acreditar, ou morreremos. Roose Bolton mente sobre sua participação no Casamento Vermelho, e seu bastardo mente sobre a queda de Winterfell.
(Davos IV, ADWD)
Até os pequenos habitantes de Porto Real não têm problemas em apontar os culpados por trás do Casamento Vermelho. Não é preciso ser um gênio para descobrir que Roose e Tywin estavam em conluio quando Roose milagrosamente sobreviveu ao massacre nas Gêmeas para ser nomeado Protetor do Norte pelo Trono de Ferro, com uma nova esposa de Frey ao seu lado. E então os Bolton têm a ousadia de trazer dois mil Freys para o norte, hospedando-os em Winterfell.
– Os senhores podem não saber – disse Qyburn –, mas nas tabernas e casas de pasto da cidade, há quem sugira que a coroa pode ter sido de algum modo cúmplice do crime de Lorde Walder.
Os outros conselheiros fitaram-no com incerteza.
– Refere-se ao Casamento Vermelho? – perguntou Aurane Waters.
– Crime? – disse Sor Harys. Pycelle pigarreou ruidosamente. Lorde Gyles tossiu.
– Aqueles pardais são particularmente diretos – preveniu Qyburn. – O Casamento Vermelho foi uma afronta a todas as leis dos deuses e dos homens, ela dizem, e os que tiveram uma participação no caso estão condenados.
(Cersei IV, AFFC)
Manderly provavelmente ouve a verdade sobre o saque de Winterfell via Wex, mas um jovem homem de ferro mudo não é a única testemunha viva do delito de Ramsay. Sobreviventes da batalha que ocorreu do lado de fora dos portões de Winterfell se juntaram à marcha de Stannis (ADWD, Jon VII), possivelmente a mando dos Mormonts. Da mesma forma, Robett Glover é um sobrevivente de Valdocaso e poderia facilmente alegar que Roose fora responsável por essa farsa, haja vista a indiferença deste último pela captura de Bosque Profundo.
No Vau Rubi, o atraso de Roose em atravessar o rio custa ao Norte outros dois mil homens – incluindo Norreys, Lockes e Wylis Manderly, que foram capturados – quando Gregor Clegane o alcança (ASOS, Catelyn VI). Com a traição dos Bolton exposta, Valdocaso e o Vau Rubi parecem repentinamente movimentos calculados da parte de Roose para sangrar seus companheiros nortenhos.
Mais importante ainda, Manderly traz para Winterfell boas novas dos Starks. Qualquer que seja o filho de Ned, Manderly pode fazer a única coisa que Roose sabe que fará as casas do norte o abandonarem em massa.
[Roose to Ramsay:] Parecemos fortes neste momento, sim. Temos amigos poderosos nos Lannister e nos Frey e o apoio relutante de grande parte do Norte... mas imagine o que vai acontecer quando um dos filhos de Ned Stark aparecer?
(ADWD, Fedor III)
A Senhora Dustin também.
No palanque, Lorde Wy man Manderly sentava-se entre dois de seus cavaleiros de Porto Branco, levando mingau com uma colher até seu rosto gordo. Não parecia estar apreciando nem um décimo do que saboreara comendo as tortas de porco no casamento. Em outro canto, Harwood Stout, de um braço só, conversava calmamente com o cadavérico Terrordas-Rameiras Umber.
(ADWD, O vira-casaca)
Segundo a teoria, Terror das Rameiras retransmite as palavras de Manderly, iniciando uma nova rodada no telefone sem fio. Stout é juramentado à Senhora Dustin e hospeda desde cedo Ramsay em sua fortaleza, sem dúvida infeliz ao ver as preciosas reservas de inverno de seu povo esvaziadas para apaziguar a vaidade mesquinha de Ramsay. Sem falar que Ramsay não faz nada para impedir que suas cadelas matem um dos cães de caça de Stout. (ADWD, Fedor III)
O poder dos Bolton no norte repousa sobre um leito de mentiras e ardis, que mal flutua no mar de ressentimento nortenho, e Manderly tem os meios e a vontade de perfurar essa frágil fundação. O que Manderly tem a dizer a Senhora Dustin? E qual a reação dela? Bem, isso é assunto para outro dia.
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2020.03.28 02:28 migueucardouso O monge que vendeu o seu Ferrari, de Robin Sharma

O monge que vendeu o seu Ferrari, de Robin Sharma
O monge que vendeu o seu Ferrari, de Robin Sharma
Agora que se vê “obrigado” a ficar em casa, certamente sente cada vez mais dificuldade em encontrar algo para fazer, para o deixar entretido e feliz. A ansiedade vai crescendo a cada dia que passa: a economia irá abrandar, o desemprego aumentará, as previsões para o retorno à vida “normal” não são nada animadoras, a intolerância vai-se apoderando das mentes mais ignorantes, estabelecendo-se o terror em vários pontos do mundo. Enfim, poderia enumerar uma vasta série de consequências, mas as referidas são suficientes para alertar a tempestade que se aproxima.
Dentro de todo o mal, há sempre um bem a apreender. Em isolamento, junto dos seus entes mais queridos, procure estar na mesma página que eles: reconstruam os laços, fortaleçam a união e recuperem todo o tempo perdido. Certamente já desejou que tudo tivesse sido tão diferente: não ter dito aquela palavra num momento tão difícil; não ter agido de forma tão “tosca”, após uma séria discussão; não ter ido embora, quando mais necessitavam de si. Convide de novo o júbilo a entrar em sua casa, pois é o único com autorização para circular livremente!
Pretendo dar um contributo, para saber o que fazer neste momento! A minha proposta vai ser colocada de parte por muitos, por falta de paciência, por não ser o seu gosto, por achar um desperdício de tempo, ainda assim, irei tentar, no texto que falta por redigir, fazer entender a importância da leitura, da análise de um livro que o transportará para um novo mundo, mágico de certa forma, mas se adotadas as suas lições, verá a sua vida mudada por completo e para melhor!
A minha escolha: O monge que vendeu o seu Ferrari, de Robin Sharma.
A tragicidade inicial do enredo agarra de imediato o leitor. Julian Mantle, um advogado extremamente conceituado, no pico da sua carreira, encontrava-se em plena sala de audiências no tribunal, quando caíra no chão, “a tremer e a suar como um louco”. Teve um ataque cardíaco. Era uma consequência previsível, face aos comportamentos que levava no seu dia-a-dia. Julian era extremamente obcecado pelo trabalho. Levava uma vida rica, sendo conhecido por todos os dias usar fatos italianos de três mil dólares, possuir uma mansão, um avião, uma ilha privada e inclusive, um belo Ferrari, todavia, a sua vida pessoal era ausente de qualquer prazer.
Levanta-se assim uma questão pertinente: Será que é justificável esta ânsia por mais e melhor?!
Depois de apanhar um valente susto, Julian percebeu que realmente não era justificável as atitudes que plantou para o decorrer da sua vida e colheu, da pior forma, esse fruto amargo. Decidido e totalmente recuperado, apresentou a sua demissão à firma em que trabalhava e partiu repentinamente “para a Índia, numa espécie de expedição” com o propósito de “simplificar a sua vida, de encontrar respostas, esperando encontrá-las naquela terra mística”.
Depois de retornar da sua viagem espiritual, procurou um amigo e colega de profissão, para lhe transmitir todos os ensinamentos que adquiriu de uns monges que conheceu. Eram cerca de oito da noite quando finalmente chegou até sua casa. Fizeram uma noitada, na qual o Renovado enumerou-lhe tudo o que aprendeu e explicou-lhe qual seria a melhor forma de enquadrar aqueles pensamentos nas suas atitudes. John, que o recebera de braços abertos, nem queria acreditar na completa transformação que Julian enfrentara. O seu rosto, outrora exausto e perdido, tinha agora uma nova luz, um novo vigor, um novo significado. Apesar de ter que preparar uma apresentação para o dia seguinte, John queria saber tudo o que o seu ídolo tinha passado e como tal, ouviu atentamente, esquecendo por completo as tarefas que ainda tinha de terminar. De alguma forma, aquele diálogo prendeu-o, porque também ele começava a cometer os mesmos erros que Julian, e sendo pai e casado, preocupava-o o facto de não ser suficientemente ativo nas atividades das pessoas que mais amava.
Agora que o seu tempo está por preencher, debruce-se sobre esta história e devore-a com o máximo interesse. Está na hora de colocar de parte toda a insanidade e perceber o que faz sentido para mapear a sua vida, de forma a se guiar por caminhos modestos, que o/a levem à riqueza moral. Estabeleça prioridades! Perceba o que lhe coloca um sorriso na cara e o que lhe dá forças para superar o impensável. Saiba quais as melhores formas de dar uma vida radiante à sua família e como se manterem unidos, nestes tempos que demonstram que o desenlace por coisas mínimas é corrente.
Se não estiver bem com a sua pessoa, não conseguirá dar o melhor de si a quem o rodeia!
Miguel Almeida Cardoso
Texto baseado na obra “O monge que vendeu o seu Ferrari”, de Robin Sharma. Editora Pergaminho.

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2020.03.28 02:27 migueucardouso O monge que vendeu o seu ferrari, de Robin Sharma

O monge que vendeu o seu ferrari, de Robin Sharma
O monge que vendeu o seu Ferrari, de Robin Sharma
Agora que se vê “obrigado” a ficar em casa, certamente sente cada vez mais dificuldade em encontrar algo para fazer, para o deixar entretido e feliz. A ansiedade vai crescendo a cada dia que passa: a economia irá abrandar, o desemprego aumentará, as previsões para o retorno à vida “normal” não são nada animadoras, a intolerância vai-se apoderando das mentes mais ignorantes, estabelecendo-se o terror em vários pontos do mundo. Enfim, poderia enumerar uma vasta série de consequências, mas as referidas são suficientes para alertar a tempestade que se aproxima.
Dentro de todo o mal, há sempre um bem a apreender. Em isolamento, junto dos seus entes mais queridos, procure estar na mesma página que eles: reconstruam os laços, fortaleçam a união e recuperem todo o tempo perdido. Certamente já desejou que tudo tivesse sido tão diferente: não ter dito aquela palavra num momento tão difícil; não ter agido de forma tão “tosca”, após uma séria discussão; não ter ido embora, quando mais necessitavam de si. Convide de novo o júbilo a entrar em sua casa, pois é o único com autorização para circular livremente!
Pretendo dar um contributo, para saber o que fazer neste momento! A minha proposta vai ser colocada de parte por muitos, por falta de paciência, por não ser o seu gosto, por achar um desperdício de tempo, ainda assim, irei tentar, no texto que falta por redigir, fazer entender a importância da leitura, da análise de um livro que o transportará para um novo mundo, mágico de certa forma, mas se adotadas as suas lições, verá a sua vida mudada por completo e para melhor!
A minha escolha: O monge que vendeu o seu Ferrari, de Robin Sharma.
A tragicidade inicial do enredo agarra de imediato o leitor. Julian Mantle, um advogado extremamente conceituado, no pico da sua carreira, encontrava-se em plena sala de audiências no tribunal, quando caíra no chão, “a tremer e a suar como um louco”. Teve um ataque cardíaco. Era uma consequência previsível, face aos comportamentos que levava no seu dia-a-dia. Julian era extremamente obcecado pelo trabalho. Levava uma vida rica, sendo conhecido por todos os dias usar fatos italianos de três mil dólares, possuir uma mansão, um avião, uma ilha privada e inclusive, um belo Ferrari, todavia, a sua vida pessoal era ausente de qualquer prazer.
Levanta-se assim uma questão pertinente: Será que é justificável esta ânsia por mais e melhor?!
Depois de apanhar um valente susto, Julian percebeu que realmente não era justificável as atitudes que plantou para o decorrer da sua vida e colheu, da pior forma, esse fruto amargo. Decidido e totalmente recuperado, apresentou a sua demissão à firma em que trabalhava e partiu repentinamente “para a Índia, numa espécie de expedição” com o propósito de “simplificar a sua vida, de encontrar respostas, esperando encontrá-las naquela terra mística”.
Depois de retornar da sua viagem espiritual, procurou um amigo e colega de profissão, para lhe transmitir todos os ensinamentos que adquiriu de uns monges que conheceu. Eram cerca de oito da noite quando finalmente chegou até sua casa. Fizeram uma noitada, na qual o Renovado enumerou-lhe tudo o que aprendeu e explicou-lhe qual seria a melhor forma de enquadrar aqueles pensamentos nas suas atitudes. John, que o recebera de braços abertos, nem queria acreditar na completa transformação que Julian enfrentara. O seu rosto, outrora exausto e perdido, tinha agora uma nova luz, um novo vigor, um novo significado. Apesar de ter que preparar uma apresentação para o dia seguinte, John queria saber tudo o que o seu ídolo tinha passado e como tal, ouviu atentamente, esquecendo por completo as tarefas que ainda tinha de terminar. De alguma forma, aquele diálogo prendeu-o, porque também ele começava a cometer os mesmos erros que Julian, e sendo pai e casado, preocupava-o o facto de não ser suficientemente ativo nas atividades das pessoas que mais amava.
Agora que o seu tempo está por preencher, debruce-se sobre esta história e devore-a com o máximo interesse. Está na hora de colocar de parte toda a insanidade e perceber o que faz sentido para mapear a sua vida, de forma a se guiar por caminhos modestos, que o/a levem à riqueza moral. Estabeleça prioridades! Perceba o que lhe coloca um sorriso na cara e o que lhe dá forças para superar o impensável. Saiba quais as melhores formas de dar uma vida radiante à sua família e como se manterem unidos, nestes tempos que demonstram que o desenlace por coisas mínimas é corrente.
Se não estiver bem com a sua pessoa, não conseguirá dar o melhor de si a quem o rodeia!
Miguel Almeida Cardoso
Texto baseado na obra “O monge que vendeu o seu Ferrari”, de Robin Sharma. Editora Pergaminho.

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2020.02.29 03:57 altovaliriano A Grande Conspiração Nortenha - Parte 1

Texto original: https://zincpiccalilli.tumblr.com/post/52681254060
Autores: Vários usuários do Forum of Ice and Fire, mas compilado por Yaede.
Índices de partes traduzidas: Parte 1, Parte 2, Parte 3, Parte 4, Parte 5, Parte 6
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[...] Agradecimentos aos usuários, especialmente tze , do fóruns do Westeros.org, que montaram essa teoria. Os tópicos originais podem ser lidos aqui e aqui .

O norte se lembra

Entre os momentos mais memoráveis e impressionantes da ADWD, estão os nortenhos que expressando eternos amor e lealdade aos Starks, apesar de a casa parecer estar à beira da extinção - herdeiros mortos, desaparecidos ou em cativeiro; sua sede ancestral em ruínas e ocupada por inimigos.
Lyanna Mormont, de dez anos, rejeita categoricamente Stannis Baratheon como seu rei.
– A Ilha dos Ursos não reconhece nenhum rei que não o Rei do Norte, cujo nome é STARK. [...]
(Jon I, ADWD)
Wylla Manderly, uma garota com menos de quinze anos, acha insuportáveis as mentiras traiçoeiras dos Frey e as denuncia ao ouvidos de toda a corte de seu avô.
– Mil anos antes da Conquista, foi feita uma promessa, e votos foram jurados na Toca do Lobo, diante dos velhos deuses e dos novos. Quando estávamos feridos e sem amigos, expulsos de nossas casas e com nossas vidas em perigo, os lobos nos acolheram, nos alimentaram e nos protegeram contra nossos inimigos. Esta cidade foi construída sobre as terras que eles nos deram. Em troca, juramos que seríamos sempre homens deles. Homens dos Stark!
(Davos III, ADWD)
Os homens do clã das montanhas do norte enfrentam a morte em razão do inverno e da espada, às centenas fazendo uma marcha árdua até Winterfell, apenas para tentar salvar a filha de Ned Stark.
- [...] O inverno está quase sobre nós, rapaz. E o inverno é a morte. Eu prefiro que meus homens morram lutando pela garotinha de Ned do que sozinhos e famintos na neve, chorando lágrimas que vão congelar em suas bochechas. Ninguém canta canções sobre homens que morrem assim. Quanto a mim, estou velho. Este será meu último inverno. Deixe que me banhe em sangue Bolton antes de morrer. Quero senti-lo espirrar em meu rosto quando enterrar meu machado em um crânio Bolton. Quero lamber o sangue dele de meus lábios e morrer com o gosto na boca..
(ADWD, O prêmio do rei)
E, é claro, Wyman Manderly, que foi corajoso a ponto de assar seus inimigos em tortas de Frey e servi-las aos usurpadores Boltons em um banquete de casamento.
- [...] Inimigos e falsos amigos estão ao meu redor, Lorde Davos. Infestaram minha cidade como baratas, e à noite posso senti-los rastejando sobre mim. – Os dedos do homem gordo se dobraram fechando o punho, e todos os seus queixos tremiam. – Meu filho Wendel foi para as Gêmeas como convidado. Comeu o pão e o sal de Lorde Walder e pendurou sua espada na parede para banquetear com amigos. E eles o assassinaram. Assassinaram, eu digo, e que os Frey se engasguem com suas fábulas. Bebi com Jared, brinquei com Symond, prometi para Rhaegar a mão da minha amada neta... mas nunca pense que isso significa que me esqueci. O Norte se lembra, Lorde Davos. O Norte se lembra, e a farsa está quase no fim.
(ADWD, Davos IV)
É tudo terrivelmente inspirador. E ao perceber o jogo de Manderly, ao ver quão profundo é o ódio pelos Boltons e Freys, alguns começaram a se perguntar se não há mais. Assim nasceu a Grande Conspiração Nortenha. No final da Dança dos Dragões, quase todas as casas do norte estão secretamente conspirando juntas para recolocar os Starks no poder, jogando Stannis e os Boltons uns contra os outros com o bônus de matar muitos e muitos Freys. Além do mais, especula-se que os conspiradores não querem apenas um Stark em Winterfell, mas um rei no Norte novamente. E os nortenhos já chegaram a um acordo sobre cuja cabeça a coroa de Robb deve enfeitar, embora ainda não tenham informado o bastardo sortudo.
Jon Stark, rei do inverno
Lembremos que há dois livros e quinze anos atrás Robb provavelmente legitimou Jon e nomeou seu meio-irmão rei no norte, caso ele morresse sem filhos.
[Robb:] “Um rei precisa ter um herdeiro. Se morrer em minha próxima batalha, o reino não pode morrer comigo. Pela lei, Sansa é a seguinte na linha de sucessão, portanto, Winterfell e o Norte devem passar para ela. – A boca dele comprimiu-se. – Para ela, e para o senhor seu esposo. Tyrion Lannister. Não posso permitir que isso aconteça. Não permitirei. Esse anão não pode nunca possuir o Norte.
– Não – concordou Catelyn. – Tem de nomear outro herdeiro, até o momento em que Jeyne lhe dê um filho. – Refletiu por um momento.
– O pai do seu pai não tinha irmãos, mas o pai dele tinha uma irmã que se casou com um filho mais novo de Lorde Raymar Royce, do ramo menor da casa. Eles tiveram três filhas, todas as quais casaram com fidalgos do Vale. Um Waynwood e um Corbray com certeza. A mais nova... pode ter sido um Templeton, mas...
– Mãe. – Havia certa rispidez no tom de Robb. – Está se esquecendo. Meu pai teve quatro filhos homens.
Catelyn não tinha se esquecido; não quis encarar o fato, mas ali estava.
– Um Snow não é umStark.
– Jon é mais Stark do que um fidalgo qualquer do Vale que nunca sequer pôs os olhos em Winterfell.
– Jon é um irmão da Patrulha da Noite, e jurou não tomar esposa nem possuir terras. Aqueles que vestem o negro servem para a vida.
– O mesmo acontece com os cavaleiros da Guarda Real. Isso não impediu os Lannister de arrancar o manto branco de Sor Barristan Selmy e de Sor Boros Blount quando deixaram de ter utilidade para eles. Se eu enviar à patrulha uma centena de homens para o lugar de Jon, aposto que vão encontrar alguma maneira de libertá-lo de seus votos.
Ele está decidido a fazer isso. Catelyn sabia como o filho podia ser teimoso.
– Um bastardo não pode herdar.
– É verdade, a menos que seja legitimado por decreto real – disse Robb. [...]
– [...] Já pensou em suas irmãs? E os direitos delas? Concordo que não podemos permitir que o Norte passe para o Duende, mas e Arya? Por lei, ela vem depois de Sansa... sua própria irmã, legítima...
– ... e morta. Ninguém viu ou ouviu falar de Arya desde que cortaram a cabeça do pai. Por que você mente para si mesma? Arya partiu, assim como Bran e Rickon, e matarão também Sansa assim que o anão conseguir dela um filho. Jon é o único irmão que me resta. Se eu morrer sem descendência, quero que ele me suceda como Rei no Norte. Tive a esperança de que apoiasse a minha escolha.
– Não posso – disse ela. – Em tudo o mais, Robb. Em tudo. Mas não nessa... nessa loucura. Não me peça isso.
– Não tenho de pedir. Sou o rei. – Robb virou-se e afastou-se, com Vento Cinzento saltando de cima da tumba e pulando atrás dele.
(ASOS, Catelyn V)
Agora, os advogados do diabo argumentaram que Robb talvez mudou de idéia sobre nomear Jon como seu herdeiro após essa conversa com Catelyn, a qual o lembra (não resumidamente) de sua confiança indevida em Theon, outro que ele considerava um irmão. Além disso, os Lannister dificilmente parecem adequados como modelo de como liberar alguém de seus votos honrosamente, e o Norte geralmente tem a Patrulha da Noite em uma estima muito mais alta do que o resto de Westeros.
Por outro lado, imagino que a disposição dos senhores do norte de isentar Jon das antigas leis e tradições seja diretamente proporcional ao quanto eles desprezam cogitar um filho de Sansa com Tyrion, um filho da falsa Arya com Ramsay , ou um senhor aleatório do Vale que herdou Winterfell e a lealdade deles. Acho que o que todos podemos concorda é com a chegada de um fogaréu mais quente que a Peridção de Valíria, [risadas]. Além do que, existe um precedente para um conselho de nobres liberar um meistre de seus votos – o qual é muito semelhante ao juramento da Patrulha no que concerne a celibato, neutralidade política e serviço vitalício - com a bênção de um oficial religioso reconhecido.
[Mormont:] Você sabe que podia ter sido rei?
Jon foi pego de surpresa.
– Ele contou-me que o pai foi rei, mas não… Julguei que talvez fosse um filho mais novo.
– E era. [...]– Aemon estava às voltas com seus livros quando o mais velho dos seus tios, herdeiro da coroa, foi morto num acidente de torneio. Deixou dois filhos, mas seguiram-no para a sepultura não muito tempo depois, durante a Grande Peste da Primavera. O Rei Daeron também foi levado, e por isso a coroa passou para o segundo filho de Daeron, Aerys. [...] Aemon fez seus votos e deixou a Cidadela para servir na corte de algum fidalguinho… até que seu real tio morreu sem deixar descendência. O Trono de Ferro passou para o último dos quatro filhos do Rei Daeron. Esse era Maekar, pai de Aemon. [...]Menos de um ano depois [Aerion morrer bebendo fogovivo], Rei Maekar morreu em batalha contra um lorde fora da lei.
Jon não era completamente ignorante em relação à história do reino; seu meistre tinha se assegurado disso.
– Esse foi o ano do Grande Conselho – ele completou. – Os senhores passaram por cima do filho pequeno do Príncipe Aerion e da filha do Príncipe Daeron e deram a coroa a Aegon [V, o Improvável].
– Sim e não. Primeiro, ofereceram-na, discretamente, a Aemon. E ele, também discretamente, a recusou. Disselhes que os deuses queriam que servisse, não que governasse. Que tinha prestado um juramento e não o quebraria, apesar de o próprio Alto Septão ter se oferecido para absolvê-lo [...]
(ACOK, Jon I)
Os vassalos leais de Robb poderiam concebivelmente fazer o mesmo por Jon, pois afirmam que o Norte é um reino independente. O fato de Jon ter feito seus votos aos deuses antigos é uma complicação ou um obstáculo a menos para se preocupar. Bran e Corvo de Sangue, que têm algum interesse em ver Jon ser coroado rei, sem dúvida ficariam felizes em fornecer um sinal aos nortenhos, se é isso que eles ou Jon exigem.
Tudo isso à parte, o tom de Robb em suas respostas às objeções de Catelyn me parece sugerir que ele já se decidiu. Ele vai nomear Jon seu herdeiro não importa o que a sua mãe ou qualquer outra pessoa tenha a dizer dele. Robb reconhecendo formalmente Jon um verdadeiro filho de Eddard Stark, digno de Winterfell, também tem a vantagem de finalmente resolver um arco de personagem iniciado por Jon em A Tormenta de Espadas quando Stannis se oferece para legitimá-lo.
Tinham treinado juntos [ Jon e Robb] todas as manhãs, desde que tiveram idade suficiente para andar; Snow e Stark, rodopiando e golpeando-se pelos pátios de Winterfell, gritando e rindo, e às vezes chorando quando ninguém estava vendo. Quando lutavam não eram garotinhos, e sim cavaleiros e poderosos heróis. “Eu sou o Príncipe Aemon, o Cavaleiro do Dragão”, gritava Jon, e Robb gritava em resposta: “Bem, eu sou Florian, o Bobo”. Ou então Robb dizia: “Eu sou o Jovem Dragão”, e Jon respondia: “Eu sou Sor Ryam Redwyne”.
Naquela manhã tinha sido ele quem gritou primeiro.
– Eu sou o Senhor de Winterfell – gritou, como gritara cem vezes antes. Mas daquela vez, daquela vez, Robb respondeu:
– Você não pode ser Senhor de Winterfell, é um bastardo. A senhora minha mãe diz que nunca poderá ser Senhor de Winterfell.
Achava que tinha esquecido isso.
(ASOS, Jon XII)
Nem o desejo de Jon por Winterfell nem sua vergonha e culpa por desejar mal (ainda que obliquamente) a seus amados irmãos diminuíram em Dança dos Dragões.
Naquela noite, sonhou […]
Jon estava com uma armadura de gelo negro, mas sua lâmina queimava vermelha em seu punho. Conforme os mortos chegavam ao topo da Muralha, ele os enviava para baixo, para morrer novamente. Matou um ancião e um garoto imberbe, um gigante, um homem magro com dentes afiados, uma garota com grossos cabelos vermelhos. Tarde demais, reconheceu Ygritte. Ela se foi tão rápido quanto aparecera.
O mundo se dissolveu em uma névoa vermelha. Jon esfaqueava, fatiava e cortava. Atingiu Donal Noye e tirou as vísceras de Dick Surdo Follard. Qhorin Meia-Mão caiu de joelhos, tentando, em vão, estancar o fluxo de sangue do pescoço.
– Sou o Senhor de Winterfell – Jon gritou. Robb estava diante dele agora, o cabelo molhado com neve derretida. Garralonga cortou sua cabeça fora.
(ADWD, Jon XII)
No entanto, não muito diferente de Theon, o que Jon realmente procura é uma afirmação de que ele é um Stark, apesar de seu nascimento bastardo, em minha opinião. O último desejo de Robb ser que Jon o suceda como Rei do Norte atenderia a essa necessidade (mesmo que Jon se recuse como fez com Stannis) enquanto cria um enredo de “herdeiro de Winterfell” que deve atrair Davos e Rickon, bem como Sansa e Mindinho, consolidando muitas subtramas.
Apenas dois fatores podem efetivamente anular a pretensão de Jon sobre Winterfell, em minha opinião: 1) Jeyne Westerling estar grávida do filho e herdeiro de Robb. 2) Os que testemunharam o decreto de Robb estão mortos ou impedidos de divulgar as notícias.
Por um tempo, a primeira opção era uma teoria de certa reputação, baseada em uma discrepância nas avaliações de Catelyn e Jaime sobre os quadris de Jeyne. O Peixe Negro teria supostamente contrabandeado Jeyne de Correrrio, ajudado por Eleyna Westerling, que teria fingido ser sua irmã. Desde então, um relato de fãs ligeiramente apócrifo pegou GRRM admitindo que as diferentes descrições são simplesmente um erro. Talvez ainda mais danoso seja a gravidez de Talisa criada para a série de TV e a subsequente morte no Casamento Vermelho. Embora Talisa não seja Jeyne, o papel que seu casamento com Robb desempenha é semelhante, de modo que David Benioff e DB Weiss mostraram que estão cientes das teorias populares dos fãs e não estão acima de provocar os leitores dos livros, como fizeram com a fala de Cersei em “Valar Dohaeris ”(GoT s03e01) sobre os rumores de Tyrion ter perdido o nariz. A morte violenta de Talisa - esfaqueada repetidamente no bebê, por assim dizer - pode ser o modo que D&D acharam de matar especulações futuras sobre Jeyne, sendo assim encarado com frequência.
Eu nunca gostei muito da teoria de Jeyne Westerling, francamente. Qualquer filho de Jeyne poderia ser nada mais que um rei fantoche, incapaz de governar em seu próprio direito por anos, e faria Rickon tão supérfluo que todo mundo provavelmente deveria parar de se preocupar em lembrar que ele também é um Stark. Portanto, não tenho escrúpulos em tratar Jeyne como um instrumento do enredo usado por GRRM para se livrar de Robb e em não incluí-la em discussões adicionais sobre a perspectiva política do Norte.
Quanto a este último ponto, os senhores presentes para testemunhar o decreto de Robb foram os seguintes: Grande Jon Umber, Galbart Glover, Maege Mormont, Edmure Tully e Jason Mallister (Catelyn V, ASOS). Todos ainda vivem, mas o Grande Jon é refém dos Freys e Lannisters para garantir o bom comportamento de seus parentes, e Mallister é um prisioneiro em seu próprio castelo, por cortesia de Walder Negro (Jaime VI, AFFC). Lorde Galbart e Lady Maege? Edmure? Bem, que tipo de coisas interessantes eles têm feito desde o A Tormenta de Espada será o assunto dos próximos posts.
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2020.02.17 04:00 altovaliriano Barristan Selmy

Mais uma vez atrasado. O “sábado de personagens” já fora do lugar no domingo. Agora entrando na segunda. Mas os finais de semana se tornaram pesadelos logísticos. Então, paciência.
Sugiro ao leitor que dê uma olhada no verbete de Barristan na Wiki Gelo e Fogo e na Wiki of Ice and Fire, pois são fontes bastante completas.
Mas gostaria de deixar aqui, na literalidade, as inscrições sobre Barristan no Livro Branco da Guarda Real (ASOS, Jaime VIII):
Sor Barristan da Casa Selmy. Filho primogênito de Sor Lyonel Selmy de Solar de Colheitas. Serviu como escudeiro de Sor Manfred Swann. Cognominado “o Ousado” no seu 10º ano, quando envergou uma armadura emprestada para surgir como cavaleiro misterioso no torneio em Portonegro, onde foi derrotado e desmascarado por Duncan, o Príncipe das Libélulas. Armado cavaleiro no seu 16º ano pelo Rei Aegon V Targaryen, após realizar grandes feitos de perícia como cavaleiro misterioso no torneio de inverno em Porto Real, derrotando o Príncipe Duncan, o Pequeno, e Sor Duncan, o Alto, Senhor Comandante da Guarda Real. Matou Maelys, o Monstruoso, o último dos Pretendentes Blackfyre, em combate singular durante a Guerra dos Reis de Nove Moedas. Derrotou Lormelle Lança Longa e Cedrik Storm, o Bastardo de Portabrônzea. Nomeado para a Guarda Real no seu 23º ano pelo Senhor Comandante Sor Gerold Hightower. Defendeu a passagem contra todos os desafiantes no torneio da Ponte de Prata. Vencedor do corpo a corpo em Lagoa da Donzela. Levou o Rei Aerys II até lugar seguro durante o Desafio de Valdocaso, apesar de um ferimento de flecha no peito. Vingou o assassinato de seu Irmão Juramentado, Sor Gwayne Gaunt. Salvou a Senhora Jeyne Swann e a sua septã da Irmandade da Mata de Rei, derrotando Simon Toyne e o Cavaleiro Sorridente, e matando o primeiro. No torneio de Vilavelha, derrotou e desmascarou o cavaleiro misterioso Escudo-Negro, revelando-o como o Bastardo de Terraltas. Único campeão no torneio de Lorde Steffon em Ponta Tempestade, onde derrubou Lorde Robert Baratheon, o Príncipe Oberyn Martell, Lorde Leyton Hightower, Lorde Jon Connington, Lorde Jason Mallister e o Príncipe Rhaegar Targaryen. Ferido por flecha, lança e espada na Batalha do Tridente enquanto lutava ao lado de seus Irmãos Juramentados e Rhaegar, Príncipe de Pedra do Dragão. Perdoado e nomeado Senhor Comandante da Guarda Real pelo Rei Robert I Baratheon. Serviu na guarda de honra que trouxe a Senhora Cersei da Casa Lannister para Porto Real, a fim de desposar o Rei Robert. Liderou o ataque contra Velha Wyk durante a Rebelião de Balon Greyjoy. Campeão do torneio em Porto Real, no seu 57º ano. Destituído do serviço pelo Rei Joffrey Baratheon no seu 61º ano, por motivo de idade avançada.

Leituras adicionais no Valiria sobre Barristan

Declarações de GRRM sobre Barristan

Perguntas

  1. Barristan é um narrador não-confiável?
  2. Barristan é um completo tolo para manobras políticas ou ele está evoluindo em Meereen?
  3. Veremos Barristan em algum futuro conto de Dunk & Egg?
  4. Aerys II “desconfiava de qualquer um exceto sua Guarda Real ‒ e nem todos, pois manteve Sor Jaime Lannister por perto o tempo todo para servir com refém contra seu pai” (TWOIAF, A Rebelião de Robert). Aerys confiava em Barristan? Mesmo antes de Valdocaso?
  5. Barristan afirma não ter escolhido servir Viserys porque ele era muito jovem e já exibia a loucura Targaryen. Barristan trairá Daenerys quando ela for acusada de ter essa mesma loucura?
  6. No Tridente, Sor Barristan abateu uma dúzia de bons homens, amigos de Robert” e de Ned (AGOT, Eddard VIII). Ter tornado Barristan o Senhor Comandante da Guarda Real não deu trabalho a Robert e Ned junto às Casas destas pessoas mortas?
  7. Varys sugeriu a demissão de Barristan e foi um dos que a comunicou a Barristan na frente de toda a corte. Varys já cogitava aliciar Barristan e as coisas deram certo pelas via erradas ou Barristan ter chegado à Illyrio foi apenas uma feliz coincidência? Barristan sabe que Illyrio trabalha com Varys?
  8. Os garotos treinados como cavaleiros por Barristan em Meereen (Tumco Lho, Larraq o Chicote, Ovelha Vermelha e três irmãos Ghiscari) tem algum papel futuro a desempenhar na história?
  9. Barristan sempre insitiu que Daenerys fosse direto para Westeros, abandonasse Meereen, aceitasse a proposta de casamento de Quentyn, etc. Estes eram bons conselhos?
  10. Barristan dizer que Daenerys parecia uma filha de Ashara Dayne, uma mulher por quem Selmy nutriu sentimentos na juventude, demonstra que Selmy sente algo por Daenerys?
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2020.02.08 04:10 TsukiTetsuro Eu afasto todos e não consigo parar

Um dos meus maiores problemas é socializar, conseguir conversar com as outras pessoas. Meus professores, meus chefes, meus amigos, todos com quem tive contato elogiaram algo em mim, seja por ser alguém gente boa ou um bom profissional. Mas a maior parte do tempo eu me pergunto se isso não é só uma máscara que eu uso. Que eu estou cansado de usar.
Desde pequeno sempre tive muita dificuldade em ficar sozinho muito tempo. Eu sempre procurava um amigo na vizinhança pra brincar, pra conversar. Eu era uma criança diferente das outras, fazia as coisas de uma forma diferente, me vestia "estranho" (como os outros definem), não gostava das coisas que os rótulos diziam que eu deveria. Desde a primeira série do fundamental sofri bullying e, pelo que eu conheço (posso estar errado) sobre o assunto, ainda estava na fase de desenvolvimento, estava começando a ter consciência do mundo, das coisas que eu fazia e formando minha personalidade, tendo contato com as outras pessoas e formando meu eu. Pra uma criança não é muito confortável ouvir todo dia uma zoeira, um xingamento, um "você é idiota", "você é feio", "por que você não vira alguém normal?", "você não pode fazer isso, homens não fazem isso".
A insistência era tanta que eu comecei a me considerar o errado, afinal, todos diziam que eu estava fazendo as coisas errado, me criticavam por tudo que eu fazia. Eu, querendo me enturmar, pertencer a um grupo, ser enxergado e poder ser só uma criança feliz, seguia o que os outros falavam, ia contra meu eu só pra conseguir falsas amizades, amigos pra suprir a necessidade de carinho e amor.
Minha família sempre foi muito amorosa e prestativa, sempre me ajudavam quando eu precisava, mas eu não me sentia bem pra desabafar o que eu estava passando, o bullying que os outros faziam. E isso foi me atingindo mais e mais, me botando pra baixo e me fazendo ficar longe dos outros, afinal, eu não sentiria dor se não tivesse quem causar dor. Foi mais ou menos na terceira pra quarta série que eu entrei em depressão. Não conversava com mais ninguém na escola, vivia de cabeça baixa pra evitar o olhar dos outros, vivia devorando os livros da escola (meus únicos amigos por um longo tempo), falava o mínimo possível com professores e minha família. Chegando em casa eu dava um sorriso falso e dizia que tive um ótimo dia, ia pro quarto e passava a tarde chorando, me perguntando a razão de tudo estar acontecendo. A partir da sétima série comecei a querer morrer, todo dia dormia querendo não acordar no dia seguinte pra parar de sentir toda aquela dor, sempre me isolando e evitando contato social.
No último ano do ensino fundamental conheci uma garota chamada Larissa e me tornei amigo dela, conversávamos praticamente todo dia. Eu achei que finalmente as coisas iam ficar melhores, mas isso só durava o tempo que eu estava conversando, que estava distraído da dor. Minha vida começou a ser uma eterna espera pelas horas em que eu ficava na escola conversando com minha única amiga, entorpecendo minha dor. Eu aprendi a afastar um pouco a dor, mas ela sempre voltava, eu nunca acabava totalmente com ela, só conseguia ficar algumas horas com um sentimento de melhora.
No ensino médio entrei pra uma escola de período integral e comecei a fazer amizades com pessoas que pareciam realmente se importar e não ficavam fazendo bullying comigo. Estava aos poucos perdendo o contato com Larissa e todo dia eu deitava minha cabeça na carteira e chorava durante metade de uma aula. Meus colegas de classe já estavam "acostumados" com minha rotina e tentavam em vão me ajudar durante os intervalos. Naquele colégio havia uma coordenadora que já tinha exercido psicologia e algumas conversas com ela me ajudaram um pouco. Ela me aconselhou a procurar ajuda médica. Assim eu fiz. Consultei-me algumas sessões com uma psicóloga e depois de um tempo ela levantou a possibilidade de eu sofrer de transtorno de personalidade borderline e disse que precisava fazer alguns testes para averiguar se realmente era esse ou outro transtorno. Eu me cansei de ir as sessões (na época eu ficava cansado muito rápido de pessoas, hobbies, objetos, lugares) e larguei o psicólogo. Eu passava algumas semanas bem, outras eu passava chorando. Comecei a me cortar pra me sentir melhor. Não vou mentir, eu sentia que ajudava, sentia que aquilo estava tirando a minha dor. Externar a dor emocional em minha pele estava me fazendo bem, ou era o que eu pensava.
Eu tive vários colegas e alguns amigos ao longo da vida, praticamente todos se foram depois de um tempo, se mudaram, deixaram de ser meus amigos ou simplesmente sumiram sem avisar. Isso, junto com o medo de sofrer bullying, me fez sentir medo de conversar com as outras pessoas, de fazer novas amizades, de manter as antigas.
Hoje em dia eu lido mais ou menos bem com meus estados. Fiz mais 3 sessões com outra psicóloga e depois larguei, mudei de cidade com meus pais, trabalhei um tempo, mudei de novo e agora estou morando em casa compartilhada.
Eu tenho uma dificuldade enorme de conversar com as pessoas, fazer e manter amizades. Fora que de vez em quando a mesma dor volta, aquela insuportável que chega a pontar o pensamento de suicídio. Eu não quero mais me matar e prometi ao meu melhor amigo que não me cortaria mais (o que não faço há três anos), mas sofro imensamente em ter que suportar essa dor sem ter uma solução, sabendo que só vai piorar. Minhas crises sempre passam, por mais longas que sejam. O maior problema é o constante sentimento que eu estou sozinho. Tenho amigos que realmente se importam comigo, mas é EXTREMAMENTE difícil pra mim conversar com eles, eu sinto medo de atrapalhar, tenho medo de deixa-los irritados ou de ser um estorvo, mesmo se me chamarem para fazer algo. E parece ser mais que só isso, sinto como se algo dentro de mim gritasse: "Não faz isso, não vai lá, você sabe que não vai dar certo, só vai doer mais". Estou afastando meus amigos, família, pessoas que se importam comigo e realmente querem ajudar, mas não consigo conversar sem me encolher, sem sentir medo de ficar mais que alguns minutos perto, de conversar. Isso me atrapalha inclusive no trabalho e realmente não me sinto confortável com esses sentimentos.
Não sei mais o que fazer, sempre que penso em ir ao psicólogo algo me para, não consigo ligar, não consigo marcar uma sessão, não consigo viver minha vida sem estragar algo, sem me machucar ou machucar as pessoas ao meu redor.
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2020.01.25 05:35 trowawaydemerda Eu me odeio por amar meus pais

Meus pais só me causaram infelicidade e ate Hj, nos meus 20 anos na cara ainda me causam. Mas eu continuo amando eles.
Desde pequeno, eu como mais velho não podia fazer bagunças ou levava broncas severas com direito a cintadas. Me lembro de uma vez pedir dinheiro para um urso de pelúcia para a minha avó, fui espancado tão forte que não consegui andar naquele dia. Meus irmãos nunca sofreram com isso
Meu pai sempre gritou para ensinar coisas pra gente, então pra não ter que sofrer com os gritos eu aprendia o máximo que podia na escola e tirava minhas duvidas com os professores. Aos 10 anos eu era tratado como um gênio por causa disso e sofria com uma pressão absurda pra manter o titulo, se não eu ouvia gritos e xingamentos sobre como eu não estudava direito e estava apenas gastando dinheiro dos meus pais a toa. Meus irmãos nunca sofreram com isso
Meu dois únicos hobbies eram ler e jogar, só assim eu podia me desconectar dessa vida e vivenciar outras perspectivas. Fui chamado de viciado, antisocial, nerd. Diziam que eu tinha que sair, jogar bola. Aprendi a jogar bola, participei de torneios, mas tenho asma desde sempre e tenho síndrome do panico desde os 8. Era uma tortura mas eu me forçava pq aquilo fazia o meu pai feliz. Meus irmãos sempre puderam fazer o que eles quiseram.
Mas sempre depois de um grito, depois de cintadas que me deixavam roxo, noites com pesadelos e dias estressantes eu ganhava presentes. Uma bala, um mangá, um livro, um jogo ate de vez em quando. E fui aprendendo que aquelas punições eram pq meus pais me amavam e se preocupavam comigo. Eu fui treinado como um cachorro
Aos 17 eu quebrei. Tentei me matar diversas vezes. Não conseguia mais sair de casa. A ansiedade era tão absurda que eu tinha crises de pânico por esquecer de beber agua.
Aos 18 me envolvi com drogas, bebidas, festas e baladas. O único modo de sair de casa era sobre efeitos de diferentes coisas
Aos 19 eu comecei a me reerguer. Não graças a mim mas à minha namorada, que suportou toda a desgraça que foram esses anos desde os 17.
Agora aos 20 eu me mudei, vou ficar longe dela pela primeira vez em anos e isso me aterroriza. Mas to tentando ser forte por ela, que agora se encontra precisando da minha força. Mas meus pais ainda estão aqui, a cada dia me jogando pra baixo, alimentando minhas inseguranças por meio de visitas, mensagens e "preocupação"
Eu queria tanto odiar eles mas eu aprendi desde novo a ama-los não importa o que, que a opinião dos meus pais é a coisa mais certa do mundo. E eu me odeio por amar eles depois de tudo isso, por não conseguir ignorar eles e tratar eles como deuses
Desculpa o desabafo longo e se vc perdeu seu tempo lendo ate aqui, saiba que as coisas melhoram. N é um mar de rosas mas não importa o perrengue que vc passe, vc ainda tem a chance de se reerguer. É nisso que eu acredito e eu to lutando por isso
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2020.01.10 17:58 Rubens322 Como melhorar o sexo: 12 dicas irresistíveis para uma vida sexual saudável

Como melhorar o sexo: 12 dicas irresistíveis para uma vida sexual saudável

Dicas para ter uma vida sexual feliz.
O sexo é uma parte natural da vida humana. Ter uma vida sexual satisfatória demonstrou melhorar muito o nosso bem-estar geral, podendo até reduzir o risco de sofrer certas doenças. No entanto, muitos fatores podem tornar o sexo menos do que surpreendente. Com isso em mente, Flo está aqui para lhe dar algumas dicas maravilhosas que ajudarão você a ter uma vida íntima saudável. Aprender alguns fatos interessantes sobre saúde sexual ao longo do caminho também tornará mais fácil para você ter relações sexuais mais agradáveis!

1. Comunique-se com seu parceiro

Isso pode parecer uma dica óbvia, mas é uma das coisas mais fáceis de esquecer. Nossa vida diária geralmente envolve trabalho, família, amigos e algumas situações estressantes. Muitas vezes tomamos nossa comunicação com nosso parceiro como garantida.

Em um relacionamento, é essencial manter uma comunicação aberta sobre todos os assuntos, e o sexo não é exceção. Os casais que se sentem à vontade para conversar um com o outro terão mais facilidade em discutir questões como horários conflitantes, falta de privacidade e preferências sexuais.

Algo tão comum quanto o estresse pode causar problemas de saúde sexual masculina, como baixa libido e disfunção erétil. Nesses casos, a comunicação com seu parceiro de maneira respeitosa pode ajudá-lo a identificar e resolver quaisquer problemas subjacentes.

2. Mantenha uma dieta para uma vida sexual saudável

Comer alimentos cheios de minerais, aminoácidos, antioxidantes e nutrientes pode beneficiar sua saúde geral e melhorar seu humor, por isso não é de admirar que os alimentos certos possam aumentar sua libido e melhorar seu desempenho sexual.

Uma dieta saudável para o sexo pode incluir:

Carne ou outras fontes de proteína
Nozes e sementes
Frutas cítricas
Ostras
Salmão
Folhas verdes
Cenouras
Melancia
Grãos integrais
Comer refeições com seu parceiro também pode ser saudável para o seu relacionamento. As refeições podem relaxar e fortalecer os laços, e muitos casais aproveitam esses momentos para relaxar juntos.

Sexo é vida e saúde para o casal.

3. Limite seu consumo de álcool

O copo ocasional de vinho tinto pode aumentar o desejo e a lubrificação sexual, mas é um fato bem conhecido da saúde sexual que o álcool em excesso pode ser prejudicial à sua vida íntima.

Estudos descobriram que o consumo excessivo de álcool pode aumentar emoções negativas, como ansiedade. O álcool também pode prejudicar sua atenção e suas habilidades de tomada de decisão, dificultando a prática de sexo seguro.

O álcool também atua como um depressor para o nosso sistema nervoso. Depois de beber muito álcool, os nervos do corpo não respondem tão facilmente aos estímulos sexuais, tornando o sexo menos agradável. Nos homens, o álcool também pode causar disfunção erétil.

4. Tome vitaminas para a saúde sexual

Você já pensou em tomar vitaminas para sua saúde sexual?

Vitaminas diferentes têm efeitos diferentes em nossas vidas sexuais. A vitamina C pode melhorar a circulação, foi demonstrado que a vitamina D aumenta os níveis de hormônios sexuais e melhora a disfunção erétil e sexual.

Outros suplementos também podem ajudar sua vida sexual. O zinco pode melhorar a função sexual e aumentar os níveis de testosterona. O aminoácido arginina pode melhorar sua circulação sanguínea, essencial para ereções e prazer sexual. O seu médico pode recomendar um suplemento de L-citrulina, que é convertido em arginina pelo seu corpo.

5. Exercite-se fora da cama

Exercício e atividade física podem melhorar sua vida sexual de muitas maneiras diferentes. Primeiro de tudo, o exercício aumenta os níveis de hormônios sexuais e endorfinas no corpo, aumentando o humor e o desejo sexual.

Sexo e saúde estão inextrincavelmente ligados: ser saudável aumentará sua resistência, o que é muito importante para uma vida sexual satisfatória.

O treino também pode ajudá-lo a se sentir mais confiante em si mesmo, o que, por sua vez, facilitará o seu sexo!

6. Faça seus exercícios de Kegel!

Os exercícios de Kegel são uma maneira fácil de alcançar o aprimoramento sexual feminino. Para executá-los, apenas aperte os músculos do assoalho pélvico por alguns segundos e solte-os; repita isso por alguns minutos todos os dias.

Se você não tiver certeza sobre quais músculos deve usar, finja que precisa fazer xixi e interrompa o fluxo de urina: os músculos que você aperta são os músculos do assoalho pélvico. Fortalecê-las pode aumentar o prazer sexual das mulheres, melhorar a lubrificação e até facilitar a recuperação do parto.

7. Conheça seus próprios desejos

Para ter um sexo satisfatório, você precisa descobrir o que gosta na cama. A masturbação, seja você solteira ou em um relacionamento, pode ser uma maneira muito eficaz de descobrir como se excitar. Também pode ajudar a ser uma maneira saudável de se sentir mais confortável com seu corpo.

Outra ótima maneira de descobrir o que você gosta é assistindo pornô ou lendo livros eróticos. Isso pode ajudá-lo a aprender sobre diferentes coisas nas quais você pode estar interessado; você pode fazer isso sozinho ou com um parceiro, e pode até melhorar a intimidade entre você.

8. Evite fumar

O tabaco contém nicotina, que é um potente vasoconstritor. Isso significa que ele irá estreitar os vasos sanguíneos, diminuindo o fluxo sanguíneo. A má circulação sanguínea pode causar disfunção erétil e sexual, tornando o sexo menos agradável para todos.

9. Faça o teste como parte de sua estratégia de saúde sexual

Se você é solteiro ou tem um relacionamento, precisa conversar sobre doenças sexualmente transmissíveis com seus parceiros sexuais. Sentir-se seguro é um grande incentivo para o desejo sexual, e a melhor maneira de se sentir seguro durante o sexo é saber que você é saudável e livre de doenças sexualmente transmissíveis.

Não tenha medo de perguntar ao seu parceiro sobre a história sexual dele. Independentemente de você ter um parceiro fixo ou não, saber que os dois são testados lhe dará tranqüilidade e permitirá que você desfrute do sexo plenamente. Visite uma clínica de saúde sexual feminina para fazer o teste.

10. Obtenha conselhos profissionais de saúde sexual

Se você suspeitar que há problemas mais profundos que o impedem de desfrutar totalmente do sexo, não hesite em falar com seu médico. Muitas condições médicas podem causar baixo desejo sexual ou disfunção sexual, desde distúrbios hormonais até endometriose.

Certos medicamentos, como contraceptivos orais e antidepressivos, podem diminuir sua libido. Seu médico será a melhor pessoa para ajudá-lo a identificar a fonte de possíveis problemas e como corrigi-los.

11. Proteja-se sempre

A menos que você esteja em um relacionamento estável, sempre use preservativos. Eles são o único método contraceptivo que também o manterá protegido das DSTs. Manter um preservativo por perto é sempre uma boa ideia se você é sexualmente ativo.

Se você deseja parar de usar preservativos, existem muitos métodos de controle de natalidade por aí que são muito eficazes e podem mantê-lo protegido contra gravidezes indesejadas.

Lembre-se de consultar o seu médico antes de escolher um método contraceptivo. Saber que sua saúde está sob controle fará com que você se sinta mais relaxado e o desfrute do sexo mais facilmente.

12. Use produtos de saúde sexual

Muitos produtos de saúde sexual podem ajudar você a ter uma vida sexual mais agradável. Muitos fatores, como idade, estresse e contraceptivos, podem diminuir a capacidade de lubrificação da mulher. Isso pode tornar o sexo desconfortável, mas usar um lubrificante pode ser uma solução fácil.

Atualmente, existem muitos tipos de lubrificantes disponíveis. Se você estiver usando preservativos de látex, fique longe de lubrificantes à base de óleo, pois eles podem danificá-lo e causar rupturas. A incorporação de lubrificantes em sua rotina pode tornar o sexo mais confortável e agradável para os dois.

Em muitos casos, levar um estilo de vida saudável comunicar-se abertamente com seu parceiro e levar sua sexualidade para suas próprias mãos pode fazer uma enorme diferença na maneira como você experimenta sexo e seu próprio corpo. Então, conheça a si mesmo, esteja seguro e divirta-se!
Fonte!
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2019.12.30 04:05 M18H7 Higurashi é bom sim, e eu lhe explico o porquê!

Spoilers da Primeira Temporada do anime "Higurashi no Naku Koro ni"!
Primeiramente, agradecia que o caro leitor lesse primeiro o meu post anterior, visto que é necessário para ajudar entender melhor aquilo que escreverei neste post: https://www.reddit.com/useM18H7/comments/egl5vi/o_porqu%C3%AA_de_animesfilmess%C3%A9ries_que_incluem/
A primeira vez que me apresentaram Higurashi, eu fiquei com um hype enorme! Tinha acabado de ver Neon Genesis Evangelion, outro grande anime psicológico, e por isso fiquei com muito hype para ver outro anime que abordasse bem o psicológico dos personagens. Para além disso, quando vi pela primeira vez a imagem de Higurashi, me fez lembrar Madoka Magica! Quando vi aquelas crianças aparentemente felizes e inocentes pensei "Hmm, onde será que eu já vi isto aqui?" xD
Higurashi é um show e uma chapada na cara de todos aqueles que desprezam ou ignoram os efeitos da esquizofrenia! Isso mesmo, estamos a falar sobre um dos transtornos mais conhecidos, mas ao mesmo tempo mais desconhecidos dos últimos tempos! Vocês até já podem ter ouvido falar sobre este transtorno, mas se eu vos perguntar se sabem do que é que se trata, a maioria das respostas será não!
Ver Higurashi sem saber o básico sobre esquizofrenia é como ver o filme "Avengers: Endgame" sem nunca ter visto outro filme da Marvel!
Por isso, tendo isso em mente, veremos primeiro as definições sobre este transtorno e as suas variantes:
Esquizofrenia: Esquizofrenia é uma perturbação mental caracterizada por comportamento social fora do normal e incapacidade de distinguir o que é ou não real. Entre os sintomas mais comuns estão delírios, pensamento confuso ou pouco claro, alucinações auditivas, diminuição da interação social e da expressão de emoções e falta de motivação.
Paranoia: Paranoia é um instinto ou processo de pensamento que se acredita ser fortemente influenciado pela ansiedade ou medo, muitas vezes ao ponto de delírio ou irracionalidade. O pensamento paranoico geralmente consiste na crença de que a pessoa está a ser alvo de perseguição ou de uma conspiração. A paranoia é frequentemente acompanhada de acusações falsas e falta de confiança na generalidade das pessoas.
Podemos concluir então que estas duas perturbações mentais nos conectam a um único transtorno, que define aquilo que Higurashi é: PSICOSE!
Psicose: Psicose é uma perturbação da mente que causa dificuldades em determinar o que é ou não real. Os sintomas mais comuns são delírios (convicção em falsas crenças) e alucinações (ver ou ouvir coisas que outras pessoas não vêem ou ouvem). Entre outros possíveis sintomas estão discurso incoerente e comportamento inapropriado para a situação. Entre as causas mais comuns, temos a esquizofrenia, e alguns transtornos como o de bipolaridade. Um dos principais sintomas da Psicose é a Paranoia!
Analisemos então a definição de Psicose: ."Psicose é uma perturbação da mente que causa dificuldades em determinar o que é ou não real" -> Só esta frase já define aquilo que Higurashi é: Um anime onde nós, que estamos a assistir, temos de estar sempre a tentar perceber se o que estamos a ver é ou não a realidade! E, tal como eu falei no outro post, o facto de o anime ter de nos fazer pensar se o que estamos a assistir é ou não real, leva ao mesmo a ter de ser confuso algumas vezes (leiam o meu outro post, está la tudo!) ."Entre outros possíveis sintomas estão discurso incoerente e comportamento inapropriado para a situação" -> "discurso incoerente" justifica todas as vezes que parece que os personagens estão a dizer coisas sem sentido ou pouco normais, bem como pode justificar a "reação" meio "meh" deles ao verem que um/a amigo/a matou alguém!; "comportamento inapropriado para a situação" justifica todas as vezes que os personagens agiram agressivamente ou mataram alguém... Quem não ficou meio incomodado com aquela cena da Shion (disfarçada de Mion) a atirar e bater na Satoko, porque ela fazia "sofrer o irmão", no penúltimo arco do anime? E se olharem para essa cena com esta característica da psicose... Não fica meio diferente? Não fica um pouco menos artificial e um bocado mais realista? Ou todas as vez que um personagem matou alguém, como quando o Keichi matou a Rena e a Mion no primeiro arco do anime, ou quando a Shion matou um monte de amigos e familiares também no penúltimo arco do anime, ou quando a Rena fez todos de refém no último arco do anime... Só esta característica da Psicose, juntamente com a característica da Paranoia que diz "crença de que a pessoa está a ser alvo de perseguição ou de uma conspiração", que leva a pessoa a naturalmente querer defender-se de tais "perseguições ou conspirações"... Só estas duas características justificam todas as ações dos personagens ao longo do anime (E por isso. para toda gente que diz que o anime é forçado nesse aspecto, está aqui a prova que talvez não seja bem assim)
Mas claro, para justificar estas ações dos personagens temos primeiro de justificar que estes mesmos personagens possuem estes transtornos... Para isso eu já falei no outro post, mas falarei neste outra vez: Todo o conceito da "Maldição de Oyashiro-Sama" (estou a falar da "maldição" que faz os personagens ouvirem passos, vozes, e sentirem que estão a ser perseguidos ou vigiados)* não passa de uma grande metáfora sobre a esquizofrenia e, consequentemente, psicose! Pensem comigo: .Os personagens ouvirem passos, vozes e sentirem que estão a ser perseguidos e vigiados correspondem ás "aluçinações e delírios" que são referidos na definição de esquizofrenia, bem como as "alucinações auditivas" também presentes nesta mesma definição (ou ainda na definição de psicose que diz "alucinações (ver ou ouvir coisas que outras pessoas não vêem ou ouvem)")! .As inúmeras vezes em que os personagens acham que estão a ser perseguidos ou que alguém está a conspirar contra eles, está também presente na definição de Paranoia: "O pensamento paranoico geralmente consiste na crença de que a pessoa está a ser alvo de perseguição ou de uma conspiração"! -> Nós podemos ver isso quando o Keichi começa a ser perseguido pela Rena e pela Mion quando "descobre" que elas estão por detrás de vários assassinatos que ocorreram, quando mais tarde no anime é provado que afinal aquilo foi tudo das alucinações do Keichi (eu já volto a falar sobre esta cena tão importante), ou quando a Rena acha que a família Shonozaki está por detrás de um plano maligno que vai afetar toda a aldeia, quando isso n passava da paranoia dela, etc...
Agora que está provado que estes personagens possuem estes transtornos, podemos justificar várias coisas: Primeiro, que estão justificadas todas as ações dos personagens que o pessoal achou "Forçado"... Segundo, sabemos agora que não só os personagens estão na posse de esquizofrenia, como também NÓS estamos! "Ai, como assim Mágico? Não estou a perceber..." calma, amigo, que eu já explico!
O grande diferencial em Higurashi, o GRANDE fator que levou muita gente a não perceber o anime e, consequentemente, não gostar do anime, foi exatamente o facto do anime ter esse problema de ser """"Confuso""""! Confuso entre muitas aspas, porque o anime não é confuso! -> Eu já expliquei isto no meu outro post, mas eu explico aqui outra vez: Tal como eu já disse, nós, o pessoal que está a ver o anime, estamos sobre o efeito de esquizofrenia! Tal e qual! Há cenas que nos parecem extremamente absurdas para serem verdade, mas ninguém nos diz se é ou não... Há cenas que parecem que não fazem sentido, e por isso parecem "mal feitas", quando na verdade elas foram propositalmente assim feitas... E isto é algo que eu quero que vocês percebam: Qualquer show que aborde a Esquizofrenia, qualquer mesmo, vai ser um show no mínimo "confuso" para muitas pessoas... Já com o novo filme "Joker", que saiu em 2019 foi a mesma coisa, pois tive vários amigos meus que disseram que não gostaram do filme porque o acharam confuso, e outros que gostaram pois perceberam aquilo que o filme queria dizer... O problema é que a esquizofrenia no filme "Joker" é extremamente fácil de se perceber, visto que está colocada de forma bem óbvia no filme! O problema é que "Joker" é como um gatinho perto do leão que é Higurashi, no que diz respeito à esquizofrenia! Em Higurashi é tudo feito de maneira a que nós fiquemos propositalmente confusos, indecisos, e curiosos pois tudo parece mistério, tudo parece que vai ser revelado no fim, quando na verdade tudo não passava de uma alucinação... Não é genial? Ser enganado assim, levar-nos a crer que a Rena era uma demônio e serial-killer como ela aparentava ser no primeiro arco do anime, quando na verdade ela era dócil e bondosa, tal e qual ela parecia ser... "AI O QUê QUE MENTIRA MI MI MI A RENA É UMA ASSASSINA OLHA O QUE ELA FEZ NO FINAL LALALA" Calma, calma rapaz, eu vou falar sobre isso agora! Então senta-te na cadeira e lê atentamente:
Primeiro Arco do Anime: Ai, ai como eu adoro este primeiro arco! A primeira vez que o vemos ficamos com a cabeça a andar à roda... e depois que vários arcos vão passando, começa a parecer que afinal o primeiro arco foi esquecido, ou então tinha pouca importância na história... Até que chega aquela cena do último episódio onde o Keichi se lembra de tudo, e nos é mostrado que afinal nada daquilo tinha ACONTECIDO!!! : A Rena e a Mion nunca tinham ameaçado o Keichi! A Rena nunca tinha tentado assustar o Keichi! A Mion nunca tinha tentado matar o Keichi injetando algo nele (se repararem, é nos mostrado que afinal ela nem tinha usado uma agulha mas sim uma caneta!)! E aquela cena da Rena a dizer "Por favor acredita em mim"... Mano, eu não estou a chorar, tu é que estás... XD
Essa pequena cena do FlashBack do Keichi prova tudo o que eu escrevi neste post: Todos os Personagens de Higurashi sofrem de Esquizofrenia, Psicose e Paranoia! O Keichi lembrar-se que todas as ameaças e tentativas de homicídio das amigas n passavam de ilusões e alucinações criadas pela cabeça dele comprova exatamente que ele tem esquizofrenia: "comportamento social fora do normal", "incapacidade de distinguir o que é ou não real", "delírios" e "alucinações"... A razão destas alucinações? A paranoia do Keichi, por pensar que a Rena tinha realmente matado alguém e que agora andava a persegui-lo: "O pensamento paranoico geralmente consiste na crença de que a pessoa está a ser alvo de perseguição ou de uma conspiração"!
A Rena, por outro lado, ela acreditava que um grande desastre que incluía uma doença iria eclodir em Hinamizawa! E, para além disso, ela acreditava que a família da Mion, a família Shonozaki, estava por detrás deste futuro desastre, visto que era uma das 3 grandes famílias e a principal que governava a aldeia... Por isso, a Rena começou a ficar paranoica, visto que, para além desta conspiração toda, acreditava que ela mesma possuía esta "maldição"... Porque? Bem, isso vocês devem ter percebido: Para além de também ouvir passos e sentir-se perseguida e vigiada, quando a Takano Miyo lhe empresta o livro de anotações dela, ela lê uma parte lá que falava sobre uns "bixos", ou insetos, tipo uns parasitas,cujas pessoas que tinham a "maldição" possuíam... Bem, isso era uma das teorias da Takano: um tipo de vírus alienígena residia em Hinamizawa e era o grande responsável por tudo relacionado à "maldição de oyashiro-sama" (ouvir passos, etc...)! Agora chegamos a um possível "furo"... Sim, possível! Visto que a Rena ela já "via" este parasita a sair do corpo dela quando coçava as feridas que ela tinha! Agora vocês me perguntam: "Então como é que a Takano acertou uma coisa que podia ser uma possível alucinação da Rena?"... E agora eu respondo: 4 de 1: Ou vocês escolhem por pensar que é uma simples conveniência do plot, o que pode ser um possível ponto negativo a mais para que os haters ainda odeiem mais o anime (Enfim...); Mas eu não gosto de pensar por esse lado, aliás até acho que seja o lado mais incorreto! Por isso, se quiserem podem pensar que é apenas mais uma alucinação da Rena, e que na verdade nada disso estava lá escrito no livro de anotações (também não é o que eu escolho, mas também é possível, visto que o anime nos deixa em branco quanto a isso...); Ou podem ainda pensar que a Takano foi analisando todas as pessoas com a "maldição de oyashiro-sama" (e se vocês acham que a maldição de oyashiro-sama é outra conveniência, por ser algo sobrenatural posto no anime só para fazer andar o plot, então estão bem enganados... Não quero dar spoiler, visto que este post é só sobre a 1ª temporada, mas esta "maldição" está explicada na segunda, n se preocupem), e foi percebendo que o avistamento de parasitas no sangue era uma das alucinações que as pessoas tinham (no 1º episódio da segunda temporada é revelado que a Takano tinha inúmeros livros, com várias teorias, por isso não é impossível que ela tenha pegado em todos os tipos de paranoias e alucinações e depois escreveu sobre cada um); Ou então podem ainda esperar e ver se o anime dá alguma explicação no futuro, nomeadamente na segunda temporada (eu ainda n terminei a segunda temporada, então quando terminar analiso se tem alguma explicação e completo melhor este post)! Terminando, a Rena ter feito o sequestro na escola no último arco do anime é justificado visto que ela tinha em posse a "maldição de oyashiro-sama", e por isso ela ficou paranoica em relação a tudo e todos, chegando ao ponto de desconfiar dos próprios amigos! Pois se repararem, teve um momento em que o Keichi, a Satoko, a Rika e a Mion disseram à Rena que ela não precisava de esconder segredos deles pois eles eram amigos e os amigos serviam para se ajudarem uns aos outros... Mas depois foi simplesmente preciso a Rena desconfiar um pouquinho que seja da familia Sonozaki, e depois a Mion ter movido os cadáveres (aqueles dois que a Rena tinha assassinado) de local sem autorização da Rena, para ela perder totalmente a confiança em toda a gente, até mesmo dos próprios amigos! Pois por mais que a Mion estivesse a dizer a verdade quando ao facto de ela ter movido os cadáveres sem qualquer má intenção, a Rena n iria acreditar nela visto que a paranoia dela já estava em um estado tão avançado! Para além disso, lembram-se da Rena ter pedido ajuda à polícia para a proteger dos Sonozaki? Pois, é depois aí mais tarde que descobrimos que os Sonozaki não tinham qualquer má intenção com a Rena, e que afinal ela é que estava a delirar (Mais uma vez, a Paranoia representada em Higurashi é de topo de gama, a melhor que já vi!)!
Até mais e obrigado por ter lido tudo até aqui... E lembre-se: Confie em mim, pois somos amigos, certo? :p
Notas (spoiler da segunda temporada de Higurashi):
*Mais tarde descobrimos que essa maldição é na verdade uma doença/síndrome que todos os habitantes de Hinamizawa têm... Apanharam? Doença que faz os personagens ficarem paranoicos e terem alucinações --------> Esquizofrenia meus caros...
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2019.12.29 03:12 altovaliriano Asha Greyjoy

Asha é a terceira criança e única filha mulher de Balon Greyjoy e Alannys Harlaw. Ela era um criança que não chamava a atenção, mas cresceu para se tornar uma mulher atraente e ousada, que não gostava da idéia de se tornar esposa de um Senhor, mas titular do direito à Cadeira de Pedra do Mar.
Quando Theon deixou as Ilhas de Ferro, a imagem que tinha de Asha era uma garota com “um nariz que mais parecia um bico de abutre, uma colheita madura de espinhas, e não tinha mais peito do que um rapaz” (ACOK, Theon II). Mas nenhum tipo de observação é feita sobre seu comportamento. Não que Theon seja particularmente bom em observar ou julgar caráter. Mas ele é pego de surpresa quando Tio Aeron lhe apresenta a perspectiva de que Asha poderia estar na linha de sucessão:
– Ambos os meus irmãos estão mortos. Sou o único filho sobrevivente do senhor meu pai.
– Sua irmã está viva – Aeron nem sequer ofereceu a Theon a cortesia de um relance.
Asha, Theon pensou, confuso. Era três anos mais velha do que ele, mas, mesmo assim…
– Uma mulher só pode herdar se não houver nenhum herdeiro varão em linha direta – ele insistiu em voz alta. – Não aceitarei que me privem dos meus direitos, aviso.
O tio soltou um grunhido.
Avisa um servo do Deus Afogado, rapaz? Você se esqueceu mais do que pensa. E é um grande idiota se acredita que o senhor seu pai algum dia entregará estas ilhas sagradas a um Stark. E agora cale-se. A viagem já é suficientemente longa mesmo sem a sua tagarelice de pombo.
(ACOK, Theon I)
Olhando em retrospectiva, este é um diálogo que faz pouco sentido. Aeron se recusa a aceitar a pretensão de Asha em razão de seu sexo e não é o tipo de homem que faria joguinhos psicológicos com Theon. Talvez seja uma sinalização que Martin inicialmente pensava em armar menos resistência à sucessão de Asha. Talvez a idéia seria que ela assumisse o trono durante o (abandonado) salto temporal de 5 anos depois de Tormenta de Espadas e que Euron reapareceria para destroná-la.
De toda forma, Asha cresceu sem irmãos, mas foi criada pela mãe “para ser ousada” (AFFC, A Filha da Lula Gigante) e ainda menina era vista “atirando machados em uma porta” (AFFC, O Capitão de Ferro). Portanto, Asha desde cedo já podia ser contada como parte do seleto grupo de mulheres das Ilhas de Ferro que “tripulavam os dracares com seus homens, e dizia-se que o sal e o mar as modificavam, dando-lhes os apetites de um homem” (ACOK, Theon II).
A má aparência, porém, é algo que atormentou Asha durante o crescimento. De fato, durante a adolescência, a filha da Lula Gigante teve um curto romance com Tristifer Botley que, segundo Asha, provavelmente foi iniciado porque ambos tinha rostos “atormentados por espinhas” (Botley era um dos cinco protegidos da mãe de Asha, Alannys Harlaw, trazidos a Pyke para substituir os filhos perdidos com a Rebelião Greyjoy de 287 DC). O affair foi descoberto e Botley foi enviado de volta para Fidalporto. Mas a coincidência que aconteceu foi que ambos os adolescente complexados pelas acnes se tornaram adultos bonitos.
Quando conhecemos Asha em A Fúria dos Reis, GRRM demonstra a beleza de Asha fazendo com que Theon, sem saber que estava falando com a irmã, sinta-se imediatamente atraído por ela. O modo como Asha engana Theon revela como a garota sem predicados que ele conheceu na infância se tornou uma mulher independente e muito mais preparada para liderar com os Homens de Ferro do que ele.
O entrosamento entre Balon e Asha é tangível nos livros, de modo que o Rei Greyjoy não faz qualquer ressalva ou reserva sobre sua capacidade e direitos. Obviamente, a perspectiva de ser descartado em prol da irmã é o que acende o fogo do ciúme e vaidade de Theon, levando-o a tomar Winterfell.
Porém, o que Theon deixa passar despercebido é que Asha, por debaixo da persona arrogante, se deu ao trabalho de vir a Winterfell para tentar dissuadí-lo. Caso a relação de ambos tivesse começado em outro pé, talvez Theon não teria confundido a deferência com uma tentativa de ecarnecê-lo ou separá-lo de seu prêmio (o castelo dos Stark). Àquela altura este era até um erro desculpável da parte de Theon, pois até o leitor não entendia perfeitamente as intenções da irmã de Theon.
Quando Asha se torna POV em O Festim dos Corvos, entretanto, a pessoa que vemos é substancialmente diferente do que pensávamos. Asha é uma pessoa estranhamente sentimental.
Alguém que revela ter partido para a guerra com o “coração pesado” em deixar a mãe para trás porque temia que ela morresse em sua ausência. Alguém que, apesar do discurso bélico e entrosamento com o pai, “sempre se sentira em casa em Dez Torres, mais do que em Pyke”. Que dentre tantos modelos masculinos em seus tios paternos, preferia seu tio materno, Rodrik Harlaw, considerado menos viril, mas mais inteligente e melhor administrador. Alguém que, apesar de gostar de amores selvagens, importa-se com os sentimentos românticos de Tristifer Botley, a ponto de querer protegê-lo dela mesma ao invés de simplesmente enxotá-lo.
Em verdade, é curioso o efeito que o amor meloso de Tristifer tem sobre Asha. Na juventude, ela chegou a nutrir sentimentos por ele, mas algo mudou. Porém, mais do que simplesmente desapontada pela falta de ousadia de Botley, Asha foi acossada por uma investida diferente do rapaz:
[...] chamara aquilo de amor, até Tris começar a falar dos filhos que ela lhe daria; pelo menos uma dúzia de filhos, e, oh, algumas filhas também.
“Não quero uma dúzia de filhos”, dissera-lhe, aterrorizada. “Quero ter aventuras.”
(AFFC, A Filha da Lula Gigante)
Alguém poderia arguir que o terror de Asha era simplesmente o medo do compromisso. Afinal, Asha estava carregando o peso de ser herdeira de Balon e não poderia se ver ligada a um segundo filho delicado como Tristifer. Contudo, o contexto no qual essa afirmação foi é revelador. Asha parece estar aterrorizada com a perspectiva de ter filhos.
A julgar pelo histórico de Asha, ter filhos é provavelmente um empreendimento a ser evitado. Sua mãe teve cinco filhos e a perda de 4/5 deles a transformou em outra pessoa. Uma pessoa fraca:
Alannys Harlaw nunca teve o tipo de beleza que os cantores apreciavam, mas a filha adorava seu rosto feroz e forte e o riso em seus olhos. Naquela última visita, porém, encontrara a Senhora Alannys num banco de janela, aninhada debaixo de uma pilha de peles, de olhos fitos no mar. Isto é a minha mãe, ou o seu fantasma?, lembrava-se de ter pensado ao beijá-la no rosto.
(AFFC, A Filha da Lula Gigante)
Esta constatação é interessante por conta dos últimos acontecimentos em A Dança dos Dragões. Asha Greyjoy tem um relacionamento brutal com um rapaz de aparência delicada, com quem ela transa antes de Stannis invadir e tomar Bosque Profundo. Asha estava à procura do meistre do castelo para tomar chá da lua e evitar engravidar de Qarl, mas a invasão faz com que ela se esqueça da situação. Portanto, há uma possibilidade de que Asha esteja grávida de Qarl, o Donzel.
Caso essas suspeitas tenham algum fundamento, algumas implicações práticas e narrativas envolvem:
  1. A pretensão deste filho de Asha à Cadeira de Pedra do Mar pode ser considerada mais qualificada do que a de Euron. “Filhos do sal podiam até mesmo ser herdeiros quando um homem não tinha filhos legítimos com sua esposa da rocha” (TWOIAF, As Ilhas de Ferro);
  2. Asha teria que enfrentar a temida gravidez durante o inverno do Norte;
  3. A lealdade cega de Tristifer Botley pode vir a calhar muito para Asha durante a gestação.
A questão é que Asha, mesmo que Asha decida levar esta gestação adiante, qualquer oposição ao Olho de Corvo, pedindo uma nova Assembléia de Homens Livres levaria necessariamente à guerra. Se esta não era uma perspectiva que agradava Asha em O Festim dos Corvos (ela fica feliz ao saber que Aeron convocou uma Assembléia), será uma perspectiva ainda menos atraente em Os Ventos do Inverno.
Declarações de GRRM
Perguntas
  1. Por que Aeron citou Asha como pretendente à Cadeira de Pedra do Mar em ACOK, mas a rejeitou em AFFC?
  2. Por que Asha tem mais afinidade com Tio Rodrik Harlaw do que com Balon Greyjoy?
  3. Asha realmente teme a gravidez em razão do que aconteceu com sua mãe?
  4. Asha deveria ter aceitado a proposta de Rodrik Harlaw e desistido da Cadeira de Pedra do Mar para se tornar herdeira de Dez Torres?
  5. Asha está grávida de Qarl o Donzel?
  6. Um filho de Asha poderia ter direito a Cadeira de Pedra do Mar? A pretensão seria melhor do que a de Euron?
  7. Você vê paralelos entre Asha Greyjoy e Rhaenyra Targaryen?
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2019.12.26 03:47 curiosity_br Sera Que Tenho Chance Com Ela ? O Que Eu Faço ?

Eu falo com uma garota por mensagens ja faz algum tempo, É super inteligente, tipo de pessoa que da gosto de conversar... É super meiga, e gentil, E tbm é mt Linda, nossa é a uma das baixinhas mais lindas que já conheci. Temos muitos gostos em comum, meio que a gente combina.

Trocamos mensagens, temos papos bons, divertidos... Inclusive acho que na maioria das vezes só fala cmg, teve um dia por exemplo, ficou ate 1 da manhã acordada, acho que só pq tava falando cmg... Gosto de falar com ela a noite, pois de dia mando msg mas demora muito, nem dá pra falar, o bom é que só entrava me respondia e saia... Isso acontece na maioria das vezes.

O que me deixa em dúvida é, não sei se tenho chances, a gente ficou bem próximos nesse tempo, mas as vezes sinto que não quer nada comigo... Inclusive me deixou no vácuo, talvez possa até ter me respondido, foi a primeira vez, tava falando besteria sobre o sutaque dela, adora quando faço isso.Um dia fez isso mas pq não tava em casa e tal,dps me respdeu, n cobro.

Em outras horas Ex: sobre o sotaque dela, já deixou escapar que sou o único que repara, e que gosta disso, ficamos nessa eterna provocação sobre o sutaquezinho dela. Me indicou um livro falei que gostei ficou toda feliz, não esperava que ia ficar tão feliz assim.

Tento mostrar que gosto falando das coisas que reparo, ex sobre o fato de ser desligada,falar pouco, como eu. Já deixou escapar que gosta disso.

Fico bravo, por ser linda, só notam nisso, não enxergam as outras qualidades. Tenho medo de perder ela pra algum desses.

Sou meio inseguro, ja tenho quase 18 e ainda sou bv, isso por causa da timidez, Pra terem uma ideia me manda audio e nunca mandei nenhum...

Estudamos juntos esse ano, comecei a mandar msgs pro fim do ano.
Vou ver ela só na volta das aulas...

E ai meninas, o que acham esse cara tímido aqui tem chance ? E se sim o que devo fazer?

Mas levem em consideração que não tenho mt experiência com relacionamentos, e que sou tímido... Então me ajudem...
submitted by curiosity_br to desabafos [link] [comments]


2019.12.13 20:46 altovaliriano R+L=J

Esta é uma tradução do guia de referência criado pelos usuários do fórum do site Westeros.org para resumir os argumentos consolidados em favor da teoria que afirma que Jon Snow é filho de Rhaegar Targaryen e Lyanna Stark.
A redação do texto original é bastante informal, estilo que mantive na tradução.
Todos os links nesta postagem levarão a sites e mídias em língua inglesa e alguns estão quebrados.
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GUIA DE REFERÊNCIA
A teoria R+L=J afirma que Jon Snow é muito provavelmente o filho do príncipe real Rhaegar Targaryen e da irmã de Ned, Lyanna Stark.
O site Tower of the Hand tem uma excelente análise desta teoria: Jon Snow’s Parents
E a Citadel do site Westeros também fornece um resumo: Jon Snow’s Parents
Em “A Wiki of Ice and Fire”: Jon Snow Theories
No podcast Radio Westeros: A Dragon, a Wolf and a Rose
No artigo do usuário Kingmonkey: R+L=J

PERGUNTAS FREQUENTES:
Como Jon pode ser um Targaryen se fogo comum queimou sua mão?
Targaryens não são imunes a fogo. É um mito que foi desacreditado pela lista de Targaryens que foram queimados. Danaerys ‘a não-queimada’ continuava incólume após chocar os ovos de dragão, mas isso não a impediu de se queimar em outras ocasiões. Veja esse tópico acerca da imunidade ao fogo dos Targaryens.
Todos os Targaryens não têm os cabelos prateados e olhos púrpura característicos dos Valirianos?
Nem todos: Valarr e a Rainha Alysanne tinham olhos azuis. Açoamargo que, como Jon, era do sangue dos Primeiros Homens, tinha cabelo castanho. Baelor Quebra-lanças e seu(s) filho(s) e a própria meia-irmã de Jon, Rhaenys, tinham visual dornês (cabelo escuro, olhos negros, pele cor de oliva). Todos os três filhos de Rhaenyra Targaryen tinham cabelos castanhos e olhos castanhos, ainda que ambos os pais tivessem alvos cabelos prateados.
Caso Jon tivesse traços valirianos, seu parentesco seria revelado: “Possuía o rosto dos Stark, mesmo que não tivesse o nome: comprido, solene, reservado, um rosto que nada revelava. Quem quer que tenha sido sua mãe, pouco dela ficara no rapaz” [Pensamentos de Tyrion em AGOT]. Contudo, Tyrion entendeu errado a parte da mãe: a mãe dele era a Stark.
Se Jon não é filho de Ned, então por que eles se parecem tanto?
Jon parece muito com Arya, e Arya parece muito Lyanna. Jon é sobrinho de Ned, e Lyanna e Ned eram parecidos.
Ned é honrado demais para mentir. Se ele diz que Jon é filho dele, isso não significa que ele é?
Ned conta a Arya que às vezes mentiras podem ser honrosas. Suas palavras finais, uma confissão de culpa, foram uma mentira para proteger Sansa. Enquanto uma mentira pode ser honrosa, trair sua esposa não é, de modo que a famosa honra de Ned indica que Jon não é seu filho.
Como Jon pode ser meio Targaryen e ter um lobo gigante?
Ele também é meio Stark, por parte de Lyanna. Os filhos legítimos de Ned são meio Tully e isto não os impediu de ter lobos gigantes.
Por que Ned nunca pensa em Lyanna como sendo a mãe de Jon?
Ned nunca pensa em ninguém como sendo a mãe de Jon. Se ele pensasse, não haveria qualquer mistério. Ele menciona ‘Wylla’ para Robert, mas nós não o vemos pensando em Wylla como sendo a mãe de Jon.
Há uma pista de quem seria a mãe de Jon: No capítulo 4 [de AGOT], o monólogo interno de Eddard diz “Lyanna […] Ned amara-a de todo coração.” e no capítulo 6, Catelyn pensa “Quem quer que tivesse sido a mãe de Jon, Ned devia tê-la amado ferozmente […]”.
Por que Ned não teria contado ao menos a Catelyn?
Nós não temos uma lista das coisas que Ned prometeu a Lyanna, mas sabemos que ele leva suas promessas a sério. Talvez ele tenha prometido não contar a ninguém. No capítulo 45 [de AGOT], Ned está incerto sobre o que Cat faria se a situação chegasse a um impasse entre a vida de Jon e a dos próprios filhos. Se Catelyn soubesse que Jon era filho de Rhaegar, ele poderia achar que mantê-lo em Winterfell representava um sério risco para seus filhos. De todo modo, Catelyn não precisava saber, de forma que talvez Ned tenha optado pela solução mais segura.
Ned não se referiu a Robb e Jon como “meus filhos” logo no primeiro capítulo [de AGOT]?
Em diálogo, mas não em pensamento. Ned está guardando segredo sobre o parentesco de Jon. Ele nunca pensa em Jon como seu filho: No capítulo 45 [de AGOT], Ned pensa em suas crianças “Robb, Sansa, Arya, Bran e Rickon” e explicitamente exclui Jon da lista. O capítulo 34 de ADWD mostra a visão que Bran teve de Ned mais jovem no bosque sagrado de Winterfell: “… deixe-os crescerem juntos, como irmãos, com apenas amor entre eles – rezou -, e deixe minha senhora esposa encontrar perdão em seu coração…”, o que não faz nenhum sentido se eles fossem irmãos.
Uma vez que Rhaegar já era casado, Jon não continuaria sendo bastardo?
Pode ser que sim, ou não. Existia uma tradição de poligamia entre os Targaryen no passado, motivo pelo qual a possibilidade de que Rhaegar e Lyanna tenham casado não pode ser facilmente descartada. Um argumento a favor da legimidade é o seguinte: A presença de três guardas reais na Torre da Alegria é melhor explicada se eles estivessem a defender o herdeiro do trono, o que Jon somente seria se fosse legítimo.
Temos certeza de que poligamia não é ilegal?
Aegon I e Maegor I praticaram poligamia. Em Westeros, diferentemente do que ocorre em uma monarquia constitucional, a realeza não está sujeita à lei. Portanto, se houvesse uma lei contra, ela não se aplicaria aos Targaryens: No capítulo 33 [de ACOK] afirma-se que “tal como seus dragões, os Targaryen não respondiam nem perante os deuses, nem perante os homens”. Exemplos demonstram que a poligamia era considerada opcional para os Targaryen: Aegon IV e Daemon Blackfyre supostamente aceitaram-na em relação ao próprio Daemon, Jorah Mormont a sugeriu para Daenerys como uma opção viável, e esta disse o mesmo para Quentyn Martell.
George R.R. Martin disse neste SSM: “Se você tem um dragão, você pode ter quantas esposas quiser”. Há também esse SSM anterior ao livro do mundo [TWOIAF].
[Veja o] ensaio On Polygamy pela usuária Ygrain com acrescímo da usuária Rhaenys_Targaryen
Os guardas reais não estavam na Torre da Alegria obedecendo ordens de Aerys de vigiar Lyanna como uma refém?
Se este fosse o caso, por que aparentemente eles não fizeram movimento algum para usar esse recurso contra Robert e Ned? Alguns leitores argumentam que os votos da guarda real deveriam ter precedência sobre essas ordens e forçado os guardas reais a deixar a Torre da Alegria para proteger Viserys quando ele se tornou o herdeiro — a não ser que outra pessoa fosse mais importante (Jon). Outros pensam que eles estavam vigiando Lyanna como uma refém na Torre da Alegria. Alguns dizem que isso não faz muito sentido: ela seria uma refém melhor vigiada em Porto Real, sem a necessidade de envolver guardas reais. A mera presença de três guardas reais sugere algo mais importante: proteção de membros da família real ou mesmo do herdeiro.
Leituras frequentemente sugeridas: At the tower of joy pelo usuário MtnLion e support of the toj analysis pela usuária Ygrain.
Não há um SSM que diz que os 3 guardas reais estavam seguindo as ordens de Rhaegar?
O SSM a que está se referindo é provavelmente este: “Os guardas reais não podem inventar as próprias ordens. Eles servem ao rei, eles protegem o rei e a família real, mas eles também estão obrigados a cumprir as ordens deles todos e, se um príncipe deu a eles uma determinada ordem, eles a cumprirão. Eles não pode dizer, ‘Não, nós não gostamos dessa ordem, faremos outra coisa’.”
Nós sabemos por Barristan que proteger o rei é o primeiro e mais importante de todos os deveres da guarda real. Jaime sugere que outro guarda real fique com o rei quando ele pretendia partir para o Tridente e nós soubemos de um ritual que é realizado quando todos os guardas reais se reúnem e o rei está sendo protegido por alguém que não pertence à ordem.
“Proteger x Obedecer” é um objeto de debate que está longe de ser resolvido antes que tenhamos mais informações. Ambos os pontos de vista são compatíveis com R+L=J.
Viserys não teria a precedência de qualquer jeito? Rhaegar morreu sem se tornar rei, e o livro do mundo [TWOIAF] não chama Viserys, ao invés de Aegon, de novo herdeiro de Aerys?
Não. No caso de o filho mais velho morrer antes do rei, um neto viria antes do filho mais novo. Mesmo que o neto ainda seja um nascituro ao tempo da morte, ele ainda sucederia (herdeiro aparente x herdeiro presuntivo). O livro do mundo é escrito com viés Lannister (pode ser uma propaganda para minar o suporte dornês aos Targaryen) e em retrospectiva pelos meistres, que nunca chegaram a saber de tudo que sabemos dos sonhos e memórias de Ned. Ainda que o alegado fosse verdade… veja a próxima resposta.
As questões sucessórias são tão claras quanto apresentadas aqui?
As disputas sucessórias são parte do jogo de poder medieval e mesmo uma herança muito evidente poderia ser contestada. Então talvez as coisas tenham acontecido em Porto Real tal como narrado no livro do mundo. Rhaegar e Aerys poderiam ter diferenças no que concerne à sucessão. Rhaegar contou a Jaime antes de partir para o Tridente que pretendia chamar um conselho, e os Grandes Conselhos do passado haviam lidado com questões sucessórias. Quem teria aceitado tal mudança, porém, é uma questão que vale a pena perguntar.
Ned está morto. Quem vai contar isto a alguém?
Corvo de Sangue e Bran podem ter ficado sabendo por meio da rede de represeiros. Benjen pode saber. O ‘cranogmano de Checkov’, Howland Reed, é o único sobrevivente do confronto na Torre da Alegria, e George R.R. Martin afirmou que ele ainda não apareceu porque ele sabe demais sobre o mistério central dos livros. “Tinham-no encontrado ainda abraçado [Ned] ao corpo dela [Lyanna]” indica que havia alguém mais além de Howland para encontrar Ned.
Por que isso é importante? Que impacto isso pode ter na história?
O cuidado com que o mistério do parentesco de Jon foi criado é razão suficiente para acreditar que isso é importante. Que impacto isso terá no resto dos acontecimentos é ainda desconhecido.
Essa teoria é muito óbvia e pessoas demais acreditam nela como se fosse um fato. Como pode ser verdade?
Não é tão óbvio para a maioria dos leitores. Alguns percebem na primeira leitura, mas a maior parte não. Leitores que vão a fóruns online de fãs, como este [asoiaf.westeros.org], são apenas um pequena minoria do total de leitores. Além disso, A Guerra dos Tronos foi publicado em 1996. Isso corresponde a mais de 20 anos de leitores podendo juntar as peças desse mistério. Esse tipo de desvendamento colaborativo-cibernético de mistérios inevitavelmente faz com que mistérios solucionados pareçam mais óbvios em retrospectiva.
George R.R. Martin é o destruidor de tropes, não pode haver um príncipe oculto, é simplesmente cliché demais.
Para que uma trope seja desfeita ela precisa ser introduzida em primeiro lugar. Não se sabe ainda o que acontecerá a Jon no futuro. Ser filho de Lyanna e Rhaegar não implica no final feliz de contos de fada associados à trope do príncipe oculto.
Há uma lista de todas as pistas de R+L=J já encontradas?
Existe a list of R+L=J hints, clues and foreshadowing [link quebrado], compilada pelo usuário sj4iy.
Uma vez que esta teoria foi tão bem explicada, Martin mudará o desfecho da história para surpreender seus fãs?
Ele afirmou que não mudará o desfecho da história só porque algumas pessoas juntaram todas as peças e resolveram o quebra-cabeça.
submitted by altovaliriano to Valiria [link] [comments]


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